Copa em casa, geração jovem e consolidação: por que Marrocos sonha com título inédito em 2030
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Não foi desta vez, mas quem sabe na próxima? A seleção do Marrocos justificou a expectativa depositada nela durante a Copa do Mundo e deixou claro que não tem mais vergonha de sonhar. Mesmo eliminada nas quartas de final, acentua sua força no continente e já começa a pensar em 2030, quando será anfitriã.
Os planos marroquinos foram adiados pela derrota por 2 a 0 para a França, na última quinta-feira (9), mas não encerrados. O ciclo foi forte, os destaques do time são jovens, e a seleção fincou o pé entre as melhores do mundo, realidade que o técnico Mohamed Ouahbi resumiu em poucas palavras, antes mesmo da estreia nesta Copa do Mundo.
– Na última Copa tínhamos um sonho, daqui para frente temos expectativas.
Eliminado da Copa, Marrocos agora pensa em 2030
REUTERS/Paul Childs
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A Copa do Mundo foi o único título que Marrocos não conquistou nos últimos quatro anos. Foram duas taças africanas no ciclo, uma da Copa Árabe e campanha com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias. Além disso, uma invencibilidade de 34 jogos que durou até o Mundial, a segunda maior entre todas as seleções (a Espanha tem 35).
O elenco é jovem e parece ter fôlego para mais uma Copa. O capitão Hakimi está no auge (27 anos), Brahim Díaz e Ounahi são um ano mais jovens (26), Ezzalzouli (25) e Saibari (24) vêm para mais um ciclo, El Khannouss, Talbi e Yassine têm menos de 22 anos, e o mais falado da nova geração, Bouaddi, tem apenas 18.
Os sinais são de que Marrocos ainda está plantando, mesmo que já esteja colhendo. São duas Copas seguidas como o melhor representante africano: depois do quarto lugar em 2022, as quartas de final nesta edição. Nove dos dez representantes africanos passaram de fase neste Mundial, muitos venderam caro suas eliminações, o Egito chegou às oitavas, mas só o Marrocos esteve entre os oito melhores.
– Estamos decepcionados (pela eliminação), mas vamos manter a mentalidade vencedora. Temos uma equipe que pode realizar sonhos e ganhar troféus – aposta o técnico Ouahbi, ele mesmo em início de trabalho, pois assumiu o cargo há quatro meses.
Marrocos chegou à Copa do Mundo como a melhor seleção africana e justificou as expectativas. Ao longo da campanha, empatou com o Brasil, venceu Escócia e Haiti, depois eliminou Holanda e Canadá antes de cair diante da França. Despediu-se na sexta posição do ranking da Fifa.
Novo capítulo em 2030
Marrocos já foi anunciado pela Fifa como uma das sedes da próxima Copa do Mundo. Uma das seis sedes. Argentina, Uruguai e Paraguai receberão uma partida cada, e o restante entre Espanha e Portugal, além do Marrocos, que deve receber 20 jogos, mais do que o México neste ano (13), em seis cidades diferentes e provavelmente jogando em casa, pelo menos nos primeiros jogos.
As condições reforçam a posição da seleção marroquina entre as principais do mundo, e assim as expectativas vão virando responsabilidades. As campanhas até aqui orgulham, mas ainda não satisfazem.
– Temos que sair (da Copa) com a cabeça em pé, pois tentamos de tudo. Mas é claro que precisamos fazer um balanço para podermos crescer. Não podemos apenas estar orgulhosos, precisamos de autocrítica em todos os níveis, porque queremos ir mais longe – diz Mohamed Ouahbi. geRead More


