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Especialista na chuva, Verstappen relembra aulas aos 4 anos: “Quase atropelava meu pai”

Especialista na chuva, Verstappen relembra aulas aos 4 anos: “Quase atropelava meu pai”

Ir bem na chuva é talento natural? Verstappen e Norris comentam lições da infância
A possibilidade de chuva sempre existe no GP da Bélgica, que será disputado neste domingo no circuito de Spa-Francorchamps. Considerado um dos principais especialistas na pista molhada, Max Verstappen explica que sua técnica para pilotar em condições tão adversas começou ainda quando criança no kart.
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Perguntado pelo ge.globo se lembrava de sua primeira corrida na chuva, Verstappen contou como aprendeu a pilotar no molhado com seu pai, Jos Verstappen, que corria na F1 na época.
– Na Bélgica e na Holanda chove bastante. Provavelmente, uma das minhas primeiras corridas foi na pista molhada. Além disso, quando eu corria na categoria mini, não tínhamos pneus para pista molhada, então era preciso correr com pneus lisos mesmo na chuva. É bastante desafiador, mas muito bom para desenvolver o controle no molhado. Eu já praticava isso desde os quatro anos e meio com meu pai. Nós pilotamos bastante na pista molhada mesmo. Ele me mostrava as linhas de traçado. Ele ficava parado na pista em um determinado ponto, onde eu quase o atropelava, que tinha que se afastar de repente porque eu entrava na curva um pouco rápido demais (risos).
Max Verstappen criança ao lado do pai, o ex-F1 Jos Verstappen
Motorsport Images
Apesar dos eventuais “sustos” no pai, Max Verstappen considera que estas aulas no molhado foram fundamentais para desenvolver a técnica que hoje o ajuda a ter ótimos resultados na chuva na F1.
– É assim que a gente aprende. Você tem que sair da pista. Tem que entender onde existe aderência e onde não tem. É um processo contínuo ao longo dos anos. Você aprende constantemente algo novo e, especialmente nessa idade, dá passos maiores. Agora, não tanto, mas dos cinco aos 12 anos, talvez até aos 14, você realmente dá grandes passos na pista molhada e aprende a lidar com todas essas coisas.
Max Verstappen dirigindo sob forte chuva no GP de São Paulo de F1 em 2024
Clive Mason/Getty Images
O depoimento de Max Verstappen coincide com a descrição também do piloto que é considerado o maior especialista em corridas na chuva na F1, Ayrton Senna. Depois de uma estreia ruim na chuva, o brasileiro fazia questão de treinar toda vez que chovia em São Paulo com seu kart até conseguir dominar a arte de encontrar a aderência em condições tão difíceis.
Atual campeão mundial de F1, Lando Norris também tem ótimo retrospecto de resultados com pista molhada, mas admitiu ao ge.globo que não gostou de sua primeira experiência correndo na chuva.
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– Eu odiei isso. Tenho uma lembrança bem clara porque foi um dos piores dias da minha vida. Acho que foi em 2008, talvez 2009. Lembro que estava muito frio. Eu também era bem magro naquela época. Tinha tipo 0% de gordura corporal, mas também 0% de músculos. Não era uma combinação legal. Eu não estava preparado para correr naquela época. Ficava com frio rapidinho.
– Lembro que a final foi molhada. Acho que nem cheguei à final principal. Eu era muito lento quando comecei a pilotar no meu primeiro ano. Foi simplesmente uma das piores experiências da minha vida. Eu só estava correndo. Não curti nada. Não queria mais pilotar.
Max Verstappen e Lando Norris em setembro de 2013, quando os dois ainda estavam no kart
CIK/KSP/FIA
Com o passar dos anos, no entanto, Norris começou a mudar sua relação com as provas com pista molhada, incluindo a conquista mundial de kart nestas condições.
– A única corrida em que eu diria que me senti confiante na chuva foi minha última corrida no kart. Foi em 2014, no campeonato mundial. Acho que a segunda final, ou algo assim, foi molhada. Provavelmente a maior corrida da minha carreira. Ganhei o campeonato e a final logo depois disso. Encerrei minha carreira no kart com um pouco mais de confiança na chuva – disse, acrescentando:
– Sempre fiz o meu trabalho quando estou na chuva. Provavelmente é minha melhor estatística no que diz respeito ao meu desempenho no molhado. Mas agora eu gosto disso. É definitivamente um desafio maior. Ainda há momentos que não curto. Quando você não consegue enxergar os 5 a 10 metros à sua frente. Isso não é algo que eu goste nem um pouco. Mas faz parte do desafio.
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