Governo Trump diz que PCC usa sistema financeiro americano para lavar dinheiro
EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC
A sanção do governo dos EUA contra dois brasileiros e três empresas do País nesta quarta-feira (1°) é uma resposta à ameaça que o Primeiro Comando da Capital (PCC) oferece aos Estados Unidos, segundo o documento publicado pela Secretaria de Tesouro. A nota afirma que a facção tem operações na Flórida, que vão da lavagem de dinheiro à distribuição de drogas.
Um dos alvos é Victor Henrique de Oliveira Shimada, acusado de ser o principal elo entre o PCC e os traficantes de drogas internacionais. Baseado em São Paulo, ele e sua organização lavaram mais de US$ 30 milhões em fundos ilícitos gerados em várias cidades dos Estados Unidos e arredores, utilizando criptomoedas para transferir os fundos de volta ao Brasil em nome da facção.
Segundo o Tesouro americano, o PCC é considerado uma das maiores organizações criminosas transnacionais, com atuação em países como Japão, Turquia, e Reino Unido. “Redes como a que foi alvo da ação atuam no tráfico de drogas, no contrabando de grandes quantias de dinheiro em espécie para cartéis e em outras atividades ilícitas destinadas a gerar receitas para o PCC”, consta no documento.
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026.
Reuters/Evelyn Hockstein
EUA sancionam duas pessoas e três empresas brasileiras por suposta ligação com o PCC em 1º de julho de 2026.
Reprodução/Departamento do Tesouro dos EUA
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