Grêmio tem diagnóstico sobre Luís Castro e elenco em meio a retorno conturbado ao Brasileirão
Grêmio volta ao Brasileirão com derrota para o Mirassol
A direção do Grêmio tem o diagnóstico sobre a má fase do time em 2026. Por enquanto, o entendimento é que o técnico Luís Castro não é o problema. Há a leitura de que peças do elenco não são “suficientes”, conforme definiu o presidente Odorico Roman na entrevista após a derrota por 2 a 1 para o Mirassol na última sexta-feira.
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Cartolas e comissão técnica colocaram grande expectativa na pausa para a Copa do Mundo, em função do tempo exclusivo para treinamentos e descanso – foram 47 dias. Contudo, o desempenho apresentando pela equipe no Maião, especialmente no primeiro tempo, preocupou a todos.
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Ainda no estádio, dirigentes do futebol conversaram com o executivo de Comunicação do clube, Douglas Lunardi, para alinhar resposta à torcida depois da atuação ruim.
A decisão foi por um movimento inédito até então: a fala do executivo Paulo Pelaipe em coletiva de imprensa. E não parou por aí. Houve também a manifestação forte do presidente Odorico Roman com a avaliação do grupo e a afirmação de que reforços virão, apesar das dificuldades financeiras.
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Pelaipe fez questão de definir o ano como “duro”, garantiu que Luís Castro segue no cargo e deu razão à indignação da torcida. Ao mesmo tempo, sustentou nos microfones o que já comentava nos bastidores: o maior reforço que o time pode ter são os salários pagos em dia, o que a direção quer manter a partir de julho.
Nos últimos meses, o clube teve dificuldades para pagar salários, direitos de imagem e luvas em dia. Os vencimentos de junho, por exemplo, serão quitados na totalidade a partir da entrada dos primeiros valores da venda de Viery à Fiorentina.
– O Renato Portaluppi, em determinado momento, não prestou mais para o Grêmio. O Roger não prestou mais para o Grêmio. O Mancini não prestou mais para o Grêmio. O Mano Menezes não prestou mais para o Grêmio. A solução não é essa. E o Grêmio tem que pagar treinadores. Tem clubes que devem R$ 20 milhões para treinadores, R$ 15 milhões para treinadores. E trocar o treinador não é a solução. Se fosse a solução simples, nós faríamos, mas não é isso – argumentou Pelaipe.
Luís Castro conversa com auxiliar Victor Severino no treinamento do Grêmio de sábado
Lucas Uebel / Grêmio / Divulgação
Não só nos microfones, mas internamente, Luís Castro é defendido também pelo presidente Odorico Roman como um treinador escolhido a dedo para o projeto do clube. Como projeto, leia-se lançar jovens da base para vendê-los e desafogar as contas do clube.
A venda de Viery, que estava descartado ao final de 2025 e foi uma aposta do técnico no primeiro semestre, reforça o discurso da alta cúpula gremista de que o português é um acerto.
A direção não queria, no início do ano, trazer um treinador que fosse para as entrevistas coletivas e pedisse reforços enquanto o clube está com os cofres raspados. Luís Castro tem seguido o comportamento esperado.
Chegadas e saídas do elenco
A gestão de Odorico Roman, que assumiu em 8 de dezembro, promoveu 24 saídas de jogadores, entre rescisões contratuais, empréstimos e vendas. Entre a cruz e a espada – sem dinheiro para investir, mas pressionada pelos resultados ruins – a direção tenta continuar a reformulação.
– A minha avaliação é que talvez as peças que temos disponíveis não sejam suficientes para corrigir esses problemas. Então, a nossa expectativa é que na janela agora consigamos entregar peças para corrigir esses problemas. Eu não sou analista de futebol. Já temos três, talvez tenhamos quatro, cinco jogadores na janela, que possam dar ao treinador condições de corrigir esses problemas – comentou Odorico.
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Jogadores titulares com contratos até o fim de 2026 são prioridade para as conversas de renovação. Entre eles, Carlos Vinicius e Pavon. Entretanto, o clube estipulou um teto salarial e não concederá aumentos significativos de salários para segurar ninguém. A primeira amostra foi a saída de Arthur, que não renovou justamente por divergências financeiras.
Pelo cenário atual, Willian e Dodi, que também têm contrato somente até o fim do ano, devem se despedir do clube em dezembro. Amuzu, apesar de a direção já ter feito os primeiros contatos para negociar, também está longe de ter preferência para renovação, já que não é uma unanimidade interna.
Jovane Cabral, caboverdiano com contrato acertado, faz função semelhante a do ganês naturalizado belga. O reforço serve como peça de reposição antecipada, caso as conversas para permanência de Amuzu realmente não avancem.
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O Grêmio está aberto a propostas para nomes como Wagner Leonardo e Monsalve. E também na fila das saídas está Gabriel Mec. O clube já aceitou a proposta do Shakhtar Donetsk e aguarda o “sim” do jogador e seu estafe. Para repor os eventuais desfalques e seguir chacoalhando o grupo, a direção segue a busca por um zagueiro que atue pelo lado esquerdo e um meia de articulação.
Depois da pausa para a Copa, o Grêmio acertou quatro contratações para os segundo semestre, com salários menores e baixo custo de transferência: o zagueiro Wallace, do CRB, o centroavante Matheus Nascimento, do Botafogo (ambos já anunciados), o lateral-direito Diego Caito, do Goiás, e o meia-atacante Jovane Cabral, que estava sem clube.
A direção também garante ter pré-contrato assinado com o volante Mandaca, do Juventude, para reforçar o elenco a partir de 1º de janeiro de 2027. O jogador nega que tenha assinado o vínculo.
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