Le Pen inicia campanha eleitoral à Presidência da França um dia após ter condenação confirmada
Menos de um dia após ter sua condenação por desvio de recursos públicos confirmada pela Justiça, Marine Le Pen, a líder da extrema direita na França, iniciou sua campanha eleitoral à Presidência do país nesta quarta-feira (8).
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Acompanhada de Jordan Bardella, seu vice na chapa para as eleições do ano que vem, Le Pen visitou uma feira na vila de La Flèche, a sudoeste de Paris, e foi cercada por apoiadores ansiosos por uma selfie.
“Jordan e eu estamos aqui porque estamos dando início à campanha presidencial. Não vou passar a campanha presidencial dando a vocês análises jurídicas. O tribunal restabeleceu minha elegibilidade. O resto virá depois. (…) O Tribunal de Apelações disse: ‘Estou concedendo aos eleitores sua liberdade de voto.’ Eu não esperava menos”, minimizou a política francesa ao ser questionada sobre suas questões legais.
Marine Le Pen tirando fotos com apoiadores ao iniciar sua campanha
REUTERS/Benoit Tessier
Nesta terça-feira (7), a Corte de Apelações da França confirmou a condenação de Le Pen, considerada culpada por desviar 1,4 milhão de euros do Parlamento Europeu destinados à contratação de assessores parlamentares, mas abriu caminho para que ela concorra em 2027.
A política, de 57 anos, recuperou o direito de participar das eleições, porque o tribunal reduziu sua pena de inelegibilidade. Horas depois da decisão, ela anunciou sua candidatura a uma emissora de TV francesa.
“Estou muito satisfeito que Marine possa representar o nosso partido e que a inocência parcial da Reunião Nacional tenha sido reconhecida diante do que pareceu, à primeira vista, ser uma decisão altamente política”, declarou Bardella, o vice de Marine.
A pena de Le Pen foi determinada em três anos de prisão, dos quais dois foram suspensos e um será cumprido em regime aberto, com uso de tornozeleira eletrônica.
A decisão também reduziu o período de inelegibilidade para 45 meses, sendo que 30 foram suspensos. Como Le Pen já cumpriu a maior parte dos 15 meses restantes desde a condenação – proferida em 2025 – ela poderá se candidatar às eleições presidenciais francesas marcadas para abril de 2027.
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