Luto, insônia e terapia: Lucca detalha ajuda fora de campo na volta por cima no Guarani
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O atacante Lucca, do Guarani, viveu uma noite de alívio e emoção ao marcar na vitória contra a Inter de Limeira. O gol de pênalti encerrou um jejum de cinco meses e teve um significado especial: foi dedicado ao pai do jogador, Luís Luna, que morreu aos 72 anos, vítima de um infarto, no dia 27 de julho de 2025.
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O período sem balançar as redes coincidiu com o luto e com a perda de espaço na equipe. Para superar a fase, Lucca contou com o suporte do psicólogo do clube, André Aroni.
Lucca em campo pelo Guarani
Raphael Silvestre/Guarani FC
– Cara, eu nem precisaria falar sobre isso. Mas eu passei quatro meses difíceis e sem dormir direito. Meu pai fazia tudo, 72 anos, ativo, ia pra lá e pra cá. Eu fiquei uns quatro meses sem dormir, buscando ajuda, psicólogo. Quando eu cheguei aqui, estava em um processo de melhora e colocando as coisas nos trilhos. Aqui eu conheci o André, que é o nosso psicólogo. Ele me ajuda muito.
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Lucca aproveitou para quebrar o estigma sobre o cuidado com a saúde mental no esporte. Ele ressaltou que a cobrança por vestir a camisa do Guarani exige muito preparo emocional.
– Existe muito preconceito do jogador de futebol em procurar ajuda, fazer terapia, mas isso me ajudou muito. Eu, particularmente, acho que isso é uma ajuda importante porque não adianta cuidar do corpo sem cuidar da cabeça.
André Aroni, psicólogo do Guarani
Guarani FC
Sobre a dor da perda familiar, o jogador disse que segue se adaptando à ausência do pai, a quem chamou de pilar da família e principal incentivador de sua carreira.
– Tem dias mais difíceis, tem dias que a gente fica com mais saudade. Mas é lembrar de tudo que ele fez por mim e honrar isso. Se não fosse por ele, eu não estaria aqui. Agora meu filho está aí, gosta de futebol e quero ser para ele tudo que meu pai foi pra mim. Eu não gosto de ficar me emocionando falando sobre isso. Meu pai prefere ver meu sorriso do que me ver chorando.
Fim do jejum e cobrança interna
O gol que encerrou a seca de Lucca gerou um pequeno debate em campo com João Paulo, que também queria cobrar o pênalti. O atacante minimizou o episódio, garantindo que o assunto foi resolvido no vestiário.
– Eu pedi para assumir a responsabilidade. O João queria bater também, mas ele cedeu e fui feliz na conversão do pênalti. Depois disso não teve nenhum tipo de confusão com o João. A gente ficou bem tranquilo no vestiário porque o mais importante aconteceu: o Guarani vencer.
Guarani vence a Inter de Limeira e assume a vice-liderança da Série C
A vitória contra a Inter de Limeira ocorreu após uma cobrança dura no elenco. Segundo Lucca, a equipe encarou a partida como uma decisão após ficar quatro jogos sem vencer e perder para o Paysandu.
– A gente teve uma conversa muito dura após a derrota para o Paysandu. Faltou malandragem nossa nesse dia, sabe? Deixamos escapar um resultado importante e aquilo nos incomodou. Mas isso mexeu com a gente porque cada um colocou pra fora, discutimos e ajustamos.
Taticamente, o atacante elogiou a liberdade dada por Elio Sizenando para flutuar no ataque ao lado de Cachoeira.
Lucca comemora gol pelo Guarani
Raphael Silvestre/Guarani FC
– Meu forte sempre foi a movimentação. Nunca fui o cara que fiquei paradão na área. Mas, por conta da forma que o Elio gosta de jogar, ele gosta de ter um brigador na frente. Mas ele me deu liberdade e espero que a gente possa continuar neste ritmo para continuar vencendo.
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Lucca volta a campo só no dia 10 de agosto, diante do Anápolis, fora de casa, pela 16ª rodada da Série C. A vitória contra a Inter de Limeira colocou o Bugre na vice-liderança da competição, com 26 pontos.
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