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Palpites e dicas para França x Espanha pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para França x Espanha pela Copa do Mundo

França 2 x 0 Marrocos | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
França e Espanha se enfrentam pelas semifinais da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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+ Chances de título: Argentina avança à semifinal e tem 26,2%; Espanha segue favorita, com 29,1%
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Palpite para França x Espanha

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
França 2 x 1 Espanha
Espanha 2 x 1 Bélgica | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
França
França 3 x 1 Senegal
França 3 x 0 Iraque
Noruega 1 x 4 França
França 3 x 0 Suécia
Paraguai 0 x 1 França
França 2 x 0 Marrocos
Espanha
Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
Uruguai 0 x 1 Espanha
Espanha 3 x 0 Áustria
Portugal 0 x 1 Espanha
Espanha 2 x 1 Bélgica
Duas seleções extraordinárias, mas a Espanha precisará de atenção especial com o contra-ataque francês. A França é a terceira equipe com mais finalizações em contragolpes (13 com média 2,2 por jogo) e já marcou dois gols assim. Entre as 48 seleções, a Espanha tem a 33ª média de finalizações sofridas nessas jogadas (oito com média 1,3). Não sofreu gol assim, mas os adversários anteriores não tinham o nível da França. Cabo Verde encerrou sua participação na Copa com média maior de finalizações em contra-ataques (dez com média 2,5) e fez três dessas finalizações contra a Espanha (0 a 0). A Bélgica também fez dez finalizações (1,7) e contra a França foram duas conclusões em contragolpes. Dessas cinco conclusões sofridas, só a última feita pelos belgas foi certa e chegou realmente no gol. Outro grande potencial francês é roubar a bola no campo de ataque para concluir. Já fez isso 11 vezes (1,8 por jogo), maior marca da Copa, e fez dois gols assim. A Espanha não levou gol dessa forma, mas permitiu quatro finalizações assim. A Espanha tem a quarta maior média de finalizações após roubar a bola no ataque (foram nove com média 1,5), mas não fez gol assim. A França perdeu duas vezes a bola na defesa, mas essas finalizações não entraram no gol.
É exatamente a força defensiva da Espanha que mais a diferencia nesta Copa do Mundo. É a segunda equipe que menos permitiu finalizações a adversários (34 com média 5,7) e primeira que menor sofreu finalizações certas (sete). Só 21% das conclusões chegaram no gol espanhol, segunda melhor marca. Em seis jogos, sofreu um único gol, contra a Bélgica, em um cruzamento da direita, que realmente era um ponto sensível na partida. A França tem um gol em cruzamento em dez dessas finalizações entre 21 conclusões a partir de jogadas aéreas, quase nada se comparadas com as 86 finalizações em trocas de passes rasteiros, que resultaram em 14 gols, um a cada 6,1 conclusões. Ainda fez um gol de pênalti em duas cobranças. Os franceses têm a terceira melhor média de finalizações (18,2 por jogo), com a maior média de conclusões certas (8,2) e a segunda maior média de gols (16 com média 2,7). Fez um gol a cada 6,8 tentativas no geral, 13ª marca.
A França é referência na Copa, mas os números espanhóis são muito próximos: a França fez 109 finalizações, a Espanha 105, com a sexta maior média de finalizações (17,5); a França fez 49 finalizações certas, a Espanha, 42, quarta maior média (7,0), acertando 40% das finalizações enquanto os franceses acertaram 45%. Mas fez “apenas” dez gols (1,7), além de ganhar um gol contra. A Espanha fez um gol a cada 10,5 tentativas (29ª marca). Os números defensivos também são muito próximos: a Espanha sofreu 34 finalizações, e a França 37 (terceira melhor média, 6,2); a Espanha sofreu sete finalizações certas, e a França, 12 (terceira melhor marca com média 2,0), com 32% de finalizações sofridas certas, 11ª marca, contra 21% da Espanha (segunda melhor marca e maior diferença). Levou apenas dois gols, ambos em jogadas rasteiras, origem de 22 das finalizações sofridas, contra 13 rasteiras, uma em pênalti e uma em cobrança de falta. A Espanha fez 26 finalizações a partir de jogadas aéreas, ambas em cruzamentos da esquerda de um total de sete cruzamentos finalizados, além de ter ganho um gol contra da Arábia Saudita após cobrança de escanteio, que não conta como finalização. Os espanhóis fizeram 76 conclusões em trocas de passes rasteiros, que resultaram em oito gols, um a cada 9,5 conclusões rasteiras. Fez ainda três finalizações em cobranças de falta.
Evolução do xG nas quartas de final
Foram 22 finalizações da França contra Marrocos, 12 de dentro da área, com características de potencial estatístico para 2,39 gols. Fez dois e foi mais que o suficiente.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Espanha finalizou 17 vezes contra a Bélgica, dez de dentro da área, com potencial estatístico para 1,89 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e fez dois gols para garantir a classificação.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More