Palpites e dicas para França x Inglaterra pela Copa do Mundo
França 0 x 2 Espanha | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Mundo Fifa 2026
França e Inglaterra se enfrentam às 18h, pelas partida que define o terceiro e o quarto colocados da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para França x Inglaterra
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
França 2 x 1 Inglaterra
Inglaterra 1 x 2 Argentina | Melhores momentos | Semifinal | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
França
França 3 x 1 Senegal
França 3 x 0 Iraque
Noruega 1 x 4 França
França 3 x 0 Suécia
Paraguai 0 x 1 França
França 2 x 0 Marrocos
França 0 x 2 Espanha
Inglaterra
Inglaterra 4 x 2 Croácia
Inglaterra 0 x 0 Gana
Panamá 0 x 2 Inglaterra
Inglaterra 2 x 1 RD Congo
México 2 x 3 Inglaterra
Noruega 1 x 2 Inglaterra
Inglaterra 1 x 2 Argentina
Duas das três equipes que mais acertaram finalizações que chegaram não estão na final. O melancólico jogo que vai decidir terceiro e quarto colocados da Copa do Mundo reúne a França, que fez a bola chegar no gol 53 vezes na Copa, com a melhor média da competição, 7,6 vezes por partida, e a Inglaterra, terceira com mais finalizações certas, 46 com média 6,6 por jogo. (Os finalistas Argentina e Espanha (6,4 e 6,3) estão na quarta e na quinta colocações.) França e Inglaterra tiveram a quinta (2,3) e a sétima (2,0) maiores média de gols, com 16 e 14 marcados em sete jogos. Defensivamente, a França sofreu a segunda menor média de finalizações (6,7), a terceira menor média de finalizações certas (2,0) e a quarta menor média de gols (0,6). Só levou quatro gols. Os números ingleses não são tão bons: 19ª média de conclusões contrárias (11,1), 14ª de certas sofridas (3,7) e a 20ª de gols sofridos (1,1). Sofreu um gol a cada 9,8 conclusões contrárias (21ª), e a França, a cada 11,8 (17ª).
O confronto de terceiro pela terceira colocação opõe duas seleções com características opostas. Nos jogos da França, tanto a favor quanto contra, foi a troca de passes rasteiros que elevou a emoção em campo: dos 16 gols franceses, 14 foram construídos em lances rasteiros, assim como três dos quatro gols sofridos pela equipe francesa tiveram origem em trocas de passes (o outro foi em pênalti). Em relação à Inglaterra até aqui foi o contrário: dos 14 gols marcados, cinco nasceram em lances rasteiros e sete a partir de jogadas aéreas (quatro cruzamentos, três da direita), além de dois gols de pênalti; dos oito gols sofridos, cinco após bolas altas, dois rasteiros e um pênalti. Será curioso ver, em um jogo a pressão do risco de eliminação, se as seleções manterão os padrões que mostraram nos sete jogos anteriores.
O que promete favorecer a competitividade entre duas equipes que estão emocionalmente abatidas com o fim do sonho de conquistar o título deste ano é a disputa pela artilharia da Copa. O francês Mbappé está empatado com o argentino Messi na liderança, com oito gols cada um. Os ingleses Bellingham e Harry Kane têm seis gols e têm a última chance de tomar a liderança da dupla rival. Será?
Evolução do xG nas oitavas de final
Foram 13 finalizações da França contra a Espanha, sete delas de dentro da área, com características para um potencial estatístico para 0,5 gol. Como esperado, insuficiente para fazer um gol que fosse. Não conseguiu jogar. Fez apenas três finalizaçõs no primeiro tempo (só uma de dentro da área).
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
A Inglaterra também não conseguiu jogar contra a Argentina. Fez apenas cinco finalizações, apenas duas de dentro da área, com potencial estatístico para 0,59 gol. Foi ainda mais eficiente do que o esperado e marcou um gol. Só fez uma finalização no primeiro tempo, e no segundo tempo, fez três conclusões entre os 20 min e os 29 min. Depois, não finalizou mais. Como publicado, só trocou 20 passes completos após fazer seu gol, os 9 minutos do segundo tempo.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


