Palpites e dicas para Inglaterra x Argentina pela Copa do Mundo
Argentina 3 x 1 Suíça | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
Inglaterra e Argentina se enfrentam às 16h, pelas semifinais da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Inglaterra x Argentina
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Inglaterra 1 x 2 Argentina
Noruega 1 X 2 Inglaterra | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
Inglaterra
Inglaterra 4 x 2 Croácia
Inglaterra 0 x 0 Gana
Panamá 0 x 2 Inglaterra
Inglaterra 2 x 1 RD Congo
México 2 x 3 Inglaterra
Noruega 1 x 2 Inglaterra
Argentina
Argentina 3 x 0 Argélia
Argentina 2 x 0 Áustria
Jordânia 1 x 3 Argentina
Argentina 3 x 2 Cabo Verde
Argentina 3 x 2 Egito
Argentina 3 x 1 Suíça
O futebol inglês já foi sinônimo de chuveirinho na área, mas nesta Copa do Mundo nenhuma outra equipe teve tantos gols a favor a partir de jogadas aéreas quanto a Argentina. Foram sete gols (um deles contra), e Messi só não participou de um deles. Fez três em Cabo Verde, três no Egito e um na Suíça. Todos nas fases de mata. Todos fundamentais para sua chegada às semifinais. Todos quando a Argentina perdia ou empatava as partidas. Todos. A Argentina fez 95 finalizações, 32 delas usando bolas aéreas, que têm potencial decisivo nesta partida também porque os ingleses marcaram seis gols assim em 40 finalizações e estão na segunda colocação desse ranking. Mas a Argentina só sofreu um gol aéreo, em cruzamento da direita do ataque adversário.
Nas quartas de final, o time titular argentino teve média de altura de 1,78 m, e o inglês, 1,83 m (cinco centímetros a mais na média). Em que pese o nível dos adversários, a Argentina permitiu 16 finalizações após bolas altas, só quatro foram certas e só uma virou gol; a Inglaterra sofreu 30 finalizações a partir de jogadas aéreas (praticamente o dobro), sendo 11 certas (praticamente o triplo) que resultaram em quatro gols (o quádruplo). O risco é potencialmente maior para os ingleses, que sofreram desses gols principalmente sendo surpreendidos com lançamentos feitos da intermediária (três), além de um em cobrança de falta levantada na área. A Argentina fez um gol em lançamento longo, do meio-campo, três em cruzamentos da direita e três em escanteios da esquerda e sofreu um gol em cruzamento da direita do ataque adversário. A Inglaterra já marcou dois gols em cruzamentos (dois da direita de seu ataque), dois em escanteios e um com o lançamento saindo de seu campo de defesa.
Das 90 finalizações inglesas, 44 foram criadas em jogadas rasteiras, que resultaram em cinco gols, um a cada 8,8 finalizações. Considerados os últimos três toques na bola, a pré-assistência, a assistência (ou rebatidas de passe) e a finalização, Bellingham participou de 17 (sendo dez finalizações e três gols) e Harry Kane de 16 (nove finalizações e um gol); depois Gordon, Rice e Elliot Anderson com dez participações. Não é novidade que a equipe é muito técnica, e o jogo rasteiro, impositivo. Nas fases de mata, a Inglaterra fez quatro gols trocando passes, dois com bolas altas e um de pênalti. Isso é importante porque nas fases decisivas, os argentinos sofreram quatro gols rasteiros e um em bola alta. Das 95 finalizações argentinas, 50 nasceram em lances rasteiros, com oito gols, um a cada 6,3 conclusões rasteiras. Messi reafirmou sua genialidade participando nos últimos três toques em 32 dessas 50 finalizações (64%), fazendo 18 conclusões e marcando cinco gols nesses lances. A Argentina sofreu 26 finalizações e cinco gols em lances rasteiros, enquanto a Inglaterra permitiu 31 dessas finalizações e só sofreu um gol assim.
Evolução do xG nas quartas de final
A Inglaterra fez 14 finalizações contra a Noruega, oito de dentro da área, com características de potencial estatístico para 0,86 gol. Foi mais eficiente do que o esperado e marcou dois.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Com prorrogação, a Argentina fez 22 finalizações contra a Suíça, 12 de dentro da área, com potencial estatístico para 2,29 gols. Ainda foi mais eficiente do que o esperado e marcou três.
Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More


