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Palpites e dicas para Portugal x Espanha pela Copa do Mundo

Palpites e dicas para Portugal x Espanha pela Copa do Mundo

Espanha 3 X 0 Áustria | Melhores momentos | Copa do Mundo 2026
Portugal e Espanha se enfrentam às 16h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026. O Gato Mestre apresenta em parceria com o economista Bruno Imaizumi o potencial de cada resultado.
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Palpite para Portugal x Espanha

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Resultado mais provável:
Portugal 1 x 2 Espanha
Portugal 2 x 1 Croácia | Melhores momentos | 2ª rodada | Copa do Mundo 2026
Resultados nas fases anteriores
Portugal
Portugal 1 x 1 RD Congo
Portugal 5 x 0 Uzbequistão
Colômbia 0 x 0 Portugal
Portugal 2 x 1 Croácia
Espanha
Espanha 0 x 0 Cabo Verde
Espanha 4 x 0 Arábia Saudita
Uruguai 0 x 1 Espanha
Espanha 3 x 0 Áustria
Potencialmente, o maior perigo para Portugal esteja ligado à saída de bola de seu campo de defesa. Embora ainda não tenha tomado gol assim, Portugal já permitiu seis finalizações após perder a bola na defesa, quinta pior marca entre 48 seleções na Copa quando considerada a média por partida (1,5). A Espanha é a quarta seleção que mais finalizou após roubar a bola no ataque, com média 1,5 por jogo, embora ainda não tenha feito gol assim. A probabilidade de voltar a acontecer aumenta devido às características das duas equipes encaixarem. Por esse mesmo motivo, os portugueses precisarão se desdobrar para encurtar os espaços e impedir que os espanhóis façam cruzamentos sobre sua área: Portugal sofreu 11 finalizações em cruzamentos altos, sétima maior média (2,8) da Copa, e sofreu dois gols assim (RD Congo e o gol que abriu o placar contra a Croácia): em ambos a bola subiu do lado direito do ataque adversário, esquerda da defesa portuguesa. A Espanha fez dois gols assim, com um cruzamento de cada lado (Arábia Saudita e Áustria).
A Espanha foi a quarta equipe que mais finalizou nesta Copa, com 73 em quatro jogos, com média 18,3 por partida, sendo 28 delas certas, que chegaram ao gol (quarta maior média, 7,0) e fez sete gols, com média de um gol a cada 10,4 tentativas. Também teve um gol contra a seu favor. Portugal sofreu 52 finalizações (13,0 por jogo, 32ª marca), com 17 certas (22ª), mas só sofreu dois gols, sexta melhor defesa, com média 0,5 por jogo. Mesmo no que Portugal foi ótimo, gols sofridos, Espanha foi melhor: não levou gol ainda, só permitiu quatro finalizações certas em quatro jogos (segunda melhor marca) e só permitiu 19 finalizações aos adversários, menor marca da competição. Os portugueses fizeram 51 finalizações (média 12,8 é a 15ª marca), 14 certas (3,5 com a 30ª marca) e fez sete gols, um a cada 7,3 tentativas, eficiência melhor que a espanhola. Portugal também ganhou um gol contra a seu favor. Das 51 finalizações, Portugal fez 30 em trocas de passes rasteiros e três gols, 17 em bolas aéreas com dois gols, além de um gol de pênalti e um de falta. Das 19 finalizações contra a Espanha, foram dez rasteiras e nove aéreas. Os dois gols aéreos de Portugal foram em cruzamentos da esquerda. A Espanha sofreu três finalizações em cruzamentos (dois da esquerda adversária) e nenhum dessas finalizações foi sequer no gol.
Evolução do xG na segunda fase
Foram 16 finalizações de Portugal contra Croácia, 11 de dentro da área, com características de potencial estatístico para 2,6 gol. Fez dois gols e garantiu a classificação.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Espanha fez 21 finalizações contra Áustria, 14 de dentro da área, com potencial estatístico para 2,16 gols. Foi mais eficiente do que o esperado e fez três gols.

Bruno Imaizumi/Gato Mestre
Metodologia
A projeção parte de uma combinação de parâmetros de ataque e defesa que o modelo usa para estimar, jogo a jogo, as probabilidades de cada resultado ocorrer e, consequentemente, as chances de cada seleção avançar no torneio.
O modelo empregado nas análises segue uma distribuição estatística chamada Poisson Bivariada, que calcula as probabilidades de eventos (no caso, os gols de cada equipe) acontecerem dentro de um certo intervalo de tempo (o jogo). Para chegar às previsões de cada resultado, foi empregado o método de Monte Carlo, que basicamente se baseia em simulações massivas para gerar resultados. O estudo foi desenvolvido a partir de dados de diversas fontes como Globo, FIFA, Opta, Transfermarkt e FBref.
Pontos destacados de algumas seleções consideram o xG, a expectativa de gol, aqui tratado como nível de ameaça imposto aos adversários. As métricas de xG, consagradas internacionalmente na análise do futebol, consideram as características de cada finalização, como distância, ângulo e número de adversários entre a bola e a linha do gol, entre muitas outras características. De cada cem finalizações da meia-lua, sete acabam virando gol, por exemplo. Assim, uma finalização desse local tem expectativa de 7% de virar gol, registrado como 0,07 xG. Cada finalização tem um potencial consideradas suas características, e o potencial de cada uma é somado para determinar o nível de ameaça imposto pelas equipes em cada partida.
*A equipe do Gato Mestre é formada pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo. geRead More