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Passagem de Carpini pelo Fortaleza teve choque, metas cumpridas, mas distanciamento da torcida

Passagem de Carpini pelo Fortaleza teve choque, metas cumpridas, mas distanciamento da torcida

Carpini, em coletiva depois de vitória do Fortaleza: “Burro eu não sou”
A passagem de Thiago Carpini pelo Fortaleza foi curta. Ele foi anunciado em dezembro de 2025, quando o CEO do clube ainda era Marcelo Paz, que hoje está no Corinthians. Com a saída de Paz, Carpini revelou ao Globo Esporte, em fevereiro, que pensou em não permanecer no clube após a saída também de outros dirigentes que o haviam contratado, como Sérgio Papellin, hoje no Vitória.
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– Imagina ser contratado por algumas pessoas, chegar em dezembro, ver um clube, voltar em janeiro e encontrar um novo clube? Realmente cheguei a pensar se esse era o projeto para mim – desabafou Thiago Carpini.
Marcelo Paz e Carpini
Leonardo Moreira / Fortaleza EC
– Fui recebido pelo Paz, Júlio Manso, Papellin, Daniel de Paula e Boeck. Ninguém mais está aqui. Poucos daquele elenco estão aqui. Não me queixei, nem deixei de trabalhar. Mas falei que está sendo um dos maiores desafios da minha carreira – completou, à época.
Carpini ficou no Pici. Mas viu nomes como Adam Bareiro, Moisés e Breno Lopes irem embora do clube. Para ele eram peças fundamentais, que elevariam o nível para a competição da Série B.
+ Alvo de protestos, Carpini responde torcida do Fortaleza e dispara: “Burro eu não sou”
Ainda assim, sem grandes nomes, o técnico conseguiu todas as metas traçadas pela diretoria da SAF no início desta temporada: o Fortaleza foi campeão cearense, vice-campeão da Copa do Nordeste, está nas oitavas de final da Copa do Brasil (enfrentará o Palmeiras em agosto) e no G-6 da Série B do Brasileiro (é quinto, com 31 pontos).
Recentemente, perdeu outras peças importantes: Pocchetino deixou o Pici rumo ao Vitória. O zagueiro Brítez foi para o Vitória também, depois de desentendimento com a direção da SAF por valores de luvas atrasados. Por outro lado, Pedro Henrique, Neris e Nathan Fogaça chegaram.
O fato é que, embora tenha conquistado as metas até aqui, Carpini não tinha uma relação de proximidade com a torcida. Os públicos no estádio têm sido baixos. Tanto é que o Fortaleza vendeu o mando de campo do jogo contra o Palmeiras pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O time jogará na Arena Pantanal, e não em casa, em agosto. Alvo de protestos em abril, Carpini respondeu sobre a torcida do Fortaleza e disparou.
– Queria falar mais uma vez que eu não afrontei (os torcedores), que eu comemorei, que eu vibrei, que eu respeito demais o nosso torcedor, e, se por algum momento, por ventura, eles se sentiram desrespeitados ou interpretaram de uma maneira diferente da qual eu me posicionei, eu peço desculpa, porque não foi a minha intenção – disse.
O Fortaleza enfrenta uma grave crise financeira, com dívida de cerca de R$ 300 milhões, segundo o CEO do clube, Pedro Martins. Além disso, recentemente, o departamento de futebol mudou o acesso de familiares de jogadores e de funcionários ao Pici, limitando a entrada.
Carpini comemora título do Campeonato Cearense
Kid Jr./SVM
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