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Pochettino aponta campanha dos EUA como legado para o país: “Começaram a amar o futebol”

Pochettino aponta campanha dos EUA como legado para o país: “Começaram a amar o futebol”

Rodrigo Coutinho traz análise de Estados Unidos e Bósnia, que se enfrentam na quarta-feira
Os Estados Unidos não estão na Copa do Mundo a passeio, simplesmente por serem anfitriões. O time comandado por Maurício Pochettino foi uma das surpresas na primeira fase e, na visão do treinador, já deixou legado para o futebol no país. Nesta terça, o time enfrenta a Bósnia, pela segunda fase do torneio.
– Dizem que o legado se resume a um único resultado. Se ganharmos a Copa do Mundo, será um legado para sempre que mudou o futebol.
“Não, para mim, já mudou o futebol aqui, porque depois dessa conexão com os torcedores, acho que eles vão começar a vir assistir aos jogos aqui.”
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A declaração do treinador foi em entrevista à BBC. Comandando o time desde 2024, depois de passagens por clubes da Espanha, da Inglaterra e da França, o técnico argentino disse que ainda não tinha presenciado, nos Estados Unidos, uma proximidade tão grande com a torcida.
– Até agora, eu nunca tinha ouvido falar ou visto os torcedores se comportarem dessa maneira.
“Eu estava dizendo aos rapazes que o país está despertando, começando a amar e sentir a paixão pelo futebol. O potencial é enorme.”
De fato, os Estados Unidos têm passado por um momento recente de crescimento no futebol. Já há mais de uma década, a MLS consegue atrair jogadores de primeiro escalão, mas não na escala atual. Messi, Luis Suárez, Thomas Müller, Robert Lewandowski e Heug-min Son estão entre as estrelas que jogam no país.
A situação, claro, aumenta a pressão no país por campanhas melhores da seleção local. Não por acaso, Pochettino chegou para a vaga de Gregg Berhalter, após campanha ruim na Copa América de 2024.
Mauricio Pochettino, técnico dos Estados Unidos
Henry Rodenburg/Getty Images
E essa pressão foi algo trabalhado em larga escala pela comissão técnica do argentino, levando em consideração não só a torcida, mas também o presidente Donald Trump.
– Queríamos traduzir essa ideia de ausência de pressão, de expectativa, de responsabilidade de ter um bom desempenho, para que nada ao nosso redor nos afete. Conversamos muito sobre como seria importante criar um ambiente onde as pessoas se sintam felizes, sintam a energia e se conectem.
“Não pensar: ‘Se eu cometer um erro, o que meu presidente vai dizer?’. Ou: ‘Vou afetar a vida de milhões de pessoas dependendo de eu marcar ou não um gol’. Trabalhamos muito nesse aspecto mental.”
Os Estados Unidos conseguiram classificação ao mata-mata da Copa do Mundo de forma antecipada, depois de vencer Paraguai e Austrália, por 4 a 1 e 2 a 0, respectivamente. Usando reservas, a equipe perdeu por 3 a 2 para a Turquia. Na geRead More