Presidente eleito da Colômbia suspende transição com governo Petro
Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordenou nesta terça-feira (7) que sua equipe interrompa “de maneira imediata” o processo de transição com o governo de Gustavo Petro.
O processo de transferência de poder para a posse de 7 de agosto ocorre em meio a tensões entre o presidente de esquerda, que deixa o cargo, e o sucessor de extrema direita. Petro se recusa a reconhecer o resultado do segundo turno de junho, enquanto De la Espriella acusa o atual governo de corrupção.
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De la Espriella, que venceu o segundo turno de junho por margem estreita contra o candidato governista Iván Cepeda, deu “instruções” à sua equipe “para suspender imediatamente o processo de transição com o governo corrupto que encerra seu mandato”, segundo publicou na rede social X.
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Em meio à transição, De la Espriella afirma ter encontrado indícios de corrupção e “contratos direcionados” durante o governo Petro.
Por sua vez, Petro questiona a “legitimidade” de De la Espriella e convocou manifestações para 20 de julho, data em que anunciou que fará seu discurso de despedida.
Candidato de direita Abelardo De La Espriella gesticula entre apoiadores durante 2º turno das eleições presidenciais da Colômbia em Barranquilla, na Colômbia, em 21 de junho de 2026.
REUTERS/Jair Coll
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O senador Cepeda reconheceu o resultado da eleição, mas declarou-se em “desobediência civil” diante do novo governo.
Observadores internacionais e autoridades eleitorais descartaram qualquer tipo de fraude ou manipulação no pleito.
“Meu dever é proteger os interesses da nação e garantir uma transição séria, transparente e a serviço dos colombianos, jamais legitimar o desastre nem o desrespeito à ordem constitucional”, afirmou De la Espriella.
Sem dar mais detalhes, o presidente eleito anunciou que explicará ao longo do dia “as razões desta decisão”.
Advogado sem experiência política anterior, De la Espriella promete estimular o investimento privado, reduzir o tamanho do Estado em 40% e endurecer o combate às guerrilhas e aos cartéis do narcotráfico, em meio à pior crise de violência do país na última década e após as fracassadas tentativas de Petro de negociar a paz com grupos armados.
O presidente eleito já anunciou os nomes de seus futuros ministros do Interior, da Fazenda, do Meio Ambiente e da Defesa.g1 > Mundo Read More


