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Red Bull investiga causa de falha na asa traseira após crítica de Verstappen

Red Bull investiga causa de falha na asa traseira após crítica de Verstappen

Veja os melhores momentos do Grande Prêmio da Grã-Bretanha de F1
A Red Bull saiu do GP da Grã-Bretanha de domingo com um novo problema para resolver: a equipe tenta identificar qual é o problema da asa traseira do RB22, carro da equipe neste ano. Max Verstappen saiu irritado de Silverstone após rodar em alta velocidade e abandonar a prova ao ficar preso na brita, e disse estar “de saco cheio” com os problemas de estabilidade e insegurança do monoposto.
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O tetracampeão sofreu um problema muito parecido na classificação para o GP da Áustria: ao entrar na rápida curva 9, perdeu o controle do carro e, com uma área de escape menor em relação ao incidente de Silverstone, acabou batendo no muro. Depois dos dois incidentes, o holandês afirmou que a situação chegou a um ponto “extremamente perigoso”.
Max Verstappen e Laurent Mekies conversam no GP da Áustria
Mark Thompson/Getty Images
Por causa disso, o chefe de equipe Laurent Mekies tenta resolver o problema o mais rápido possível.
– Vamos revisar toda a área para garantir que não haja nenhuma chance de isso acontecer novamente – disse o gestor, logo após a prova na Grã-Bretanha.
A asa traseira da Red Bull utiliza um conceito parecido com o da asa “Macarena” da Ferrari, com uma rotação adicional que cria uma abertura maior para a passagem de ar durante o uso do modo reta.
O funcionamento não é exatamente igual, no entanto. A rotação da asa ferrarista chega a 270º, e a da Red Bull alcança 160º, além de girar para o lado oposto. A abertura da asa traseira nas retas ajuda na redução da carga aerodinâmica, o que aumenta a velocidade do carro neste trecho.
Asa traseira do carro de Max Verstappen aberta em treino na Áustria
Philip Platzer/Red Bull Ring
No entanto, além de a abertura da peça da Red Bull ser a maior de todo o grid, Verstappen ainda relatou que o componente não tem ficado totalmente acoplado ao fechar para entrar na curva, o que mantém a perda de carga aerodinâmica: se na reta ela é bem-vinda, nas curvas ela causa bastante instabilidade.
– Ao virar na curva, a asa traseira não está totalmente acoplada. E você perde muita pressão aerodinâmica por causa disso. Você só sai da pista – explicou o holandês.
A próxima corrida do calendário é o GP da Bélgica, no icônico circuito de Spa-Francorchamps. Assim como Silverstone, a pista tem curvas de alta velocidade, algumas delas bastante desafiadoras, como a famosa Eau Rouge. Portanto, há a preocupação da Red Bull com a segurança dos pilotos, e a equipe não descarta abandonar o conceito enquanto não encontrar uma solução.
– Nós vamos fazer o que for necessário para estar do lado da segurança. Já fizemos algumas corridas com esse conceito agora. Desde Miami, eu acho. Então, foram algumas corridas. Ainda é muito cedo na análise para estabelecer se esse é um problema com o conceito ou com algo mais. Mas com certeza nós não vamos deixar pedra sob pedra sobre esse assunto, temos todas as opções abertas – acrescentou Mekies.
Verstappen ainda não venceu na atual temporada da Fórmula 1 e é o sétimo colocado no campeonato, com 76 pontos. A próxima etapa da temporada acontece daqui a duas semanas, no dia 19 de julho. geRead More