Rubio comanda evento nos EUA contra ‘ressurgimento do terrorismo político de esquerda’
Marco Rubio comanda evento contra ressurgimento do terrorismo de esquerda.
Reuters/Jonathan Ernst
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, recebeu nesta quinta (16) representantes de vários governos em Washington para uma reunião ministerial para debater o que o governo Trump chama de “ressurgimento do terrorismo político de esquerda”.
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Em discurso no evento, Rubio disse que o “terrorismo de esquerda” é um mal que vem atingindo os Estados Unidos e a Europa nos últimos anos, mas que “esta era tem de acabar”.
“Trata-se de um tipo de mal único. É o mal contra bem, daqueles que não conseguem alcançar seus próprios logros e compensam em outros”, afirmou. “É hora para que os líderes do mundo civilizando se unam para combater esse mal”.
Sem citar fontes, Rubio disse ainda que, na Alemanha, a “violência da extrema esquerda” aumentou 60%”, e, na Grécia, foi responsável por 80% de atos violentos. E afirmou que o intuito dos atos é impor o comunismo. “O comunismo não soa bem na teoria. O mundo que o comunismo projeta para todos nós é plano, cinza, drenado de tudo que é bom e nobre na alma humana”.
👉 Segundo comunicado do Departamento de Estado, “o terrorismo político de extrema esquerda está ressurgindo, manifestando-se em atos terroristas violentos em todo o Hemisfério Ocidental, na Europa, na Ásia e em outras regiões”.
Marco Rubio comanda evento nos EUA contra o que o governo Trump chama de ‘ressurgimento do terrorismo de esquerda’
Reuters/Jonathan Ernst
O órgão alega ainda que os EUA estão assumindo um papel de liderança no combate ao terrorismo de extrema esquerda.
“Desde novembro de 2025, os Estados Unidos designaram quatro grupos violentos de extrema esquerda — Antifa Ost, a Federação Anarquista Informal/Frente Revolucionária Internacional (FAI/FRI), Justiça Proletária Armada e Autodefesa Revolucionária de Classe — como Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente Designados”, afirma o texto.
Na semana passada, o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, disse ao jornal “The Washington Post” que o evento foi organizado porque o terrorismo de extrema-esquerda é “uma antiga ameaça que ressurge com fortes ligações transnacionais”.
Pigott destacou ainda que foram convidados mais de 60 países de diversas regiões, incluindo a América Latina, a Europa e a Ásia. O Brasil foi convidado, mas não deu nenhum indicativo de que participaria do encontro.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, participa de uma reunião bilateral entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o emir do Catar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, à margem da cúpula do G7, em Evian-les-Bains, na França.
Evelyn Hockstein / Reuters
Trump x Antifa
Assassinato de Charlie Kirk é o mais recente de uma série de casos de violência política nos EUA
Em 2025, Donald Trump assinou uma ordem executiva designando o movimento Antifa como organização terrorista.
Ele havia prometido ações contra a esquerda após o assassinato do ativista de direita Charlie Kirk. Apesar disso, não há indícios do envolvimento de pessoas de esquerda na morte de Kirk — o principal suspeito do crime, Tyler Robinson, se diz um militante de extrema direita.
A investida de Trump contra o Antifa também foi alvo de críticas, já que o consenso da ciência política é que o movimento não se articula como uma organização com comando central, mas por meio de ativistas que agem de forma independente.
➡️ Abreviação para antifascistas, o Antifa é um grupo internacional formado por correntes da esquerda e extrema esquerda. Especialistas em antiterrorismo argumentam que o grupo não existe como uma entidade organizada, mas há acusações de que os antifas tenham se envolvido em ataques armados nos EUA.
Em março, a agência Reuters noticiou que o governo Trump estaria organizando uma cúpula internacional focada no combate aos Antifas e outros grupos.
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