Russell desabafa sobre excesso de problemas: “Nunca tive uma temporada assim”
Rafael Lopes analisa o GP da Hungria, da Fórmula 1
O inesperado abandono de George Russell no GP do Canadá, em maio, expôs os problemas de confiabilidade de uma Mercedes até então tida como imbatível. No entanto, esses contratempos parecem se concentrar na garagem do inglês, que enquanto vê o colega Kimi Antonelli disparar na liderança do Mundial, não esconde a surpresa com sua própria má fase.
George Russell no GP da Hungria da F1 2026
Marco Canoniero/LightRocket via Getty Images
– Oscar (Piastri, da McLaren) também teve aquele problema (com a caixa de câmbio, abandonando o GP da Hungria deste domingo). Não é como se fôssemos os únicos, mas parece que isso está acontecendo muito mais comigo do que com os outros. Espero que a sorte mude. Não desejo azar a ninguém, mas nunca tive uma temporada assim em toda a minha carreira, muito menos na F1 – desabafou Russell.
Neste último domingo, o inglês largaria em sexto lugar. Entretanto, o piloto caiu para a última colocação da corrida porque seu carro praticamente parou na largada. Apesar disso, Russell conseguiu amenizar o prejuízo e cruzou a linha de chegada na sétima colocação:
– Eu estava com o pé no acelerador, mantendo a rotação, e de repente, uns quatro segundos antes das luzes se apagarem, o motor começou a acelerar descontroladamente. Eu acelerava, mas não adiantava nada. O motor não estava respondendo.
Hamilton toca no carro de Russell e tira o piloto da Mercedes da prova
Desta vez, Russell conseguiu garantir ao menos seis pontos a mais para a Mercedes e para sua própria campanha no Mundial de pilotos – ele ocupa o terceiro lugar na tabela, nove pontos atrás de Lewis Hamilton. Entretanto, nem sempre o inglês teve sorte.
Seu primeiro azar em 2026 foi ainda no Japão: lá, Russell foi para os boxes pouco antes do safety car, o que permitiu que Antonelli assumisse a liderança da corrida – e consequentemente, do campeonato. No Canadá, onde disputava o primeiro lugar com o colega de equipe, o inglês sofreu uma falha elétrica em seu motor Mercedes que o forçou a abandonar a corrida.
Na etapa seguinte, ele foi só 12º colocado: saiu da zona de pontuação após receber 5s de punição ao tempo de prova, por exceder os limites de pista nos boxes. Como não pagou a penalidade, Russell precisou cumprir um drive through na corrida.
George Russell no GP de Mônaco de F1 2026
Jakub Porzycki/Reuters
O problema é que, dias depois, a F1 admitiu que errou na medição da velocidade dos carros no pit lane; a Mercedes chegou a recorrer da sanção ao seu piloto, mas desistiu.
O revés permitiu que Hamilton, até então terceiro colocado no campeonato, superasse Russell pela vice-liderança. George, então, teve três corridas tranquilas após a etapa em Monte Carlo: foi segundo colocado no GP de Barcelona, no qual o heptacampeão da Ferrari venceu; subiu ao topo do pódio na Áustria, e chegou em segundo lugar no GP da Grã-Bretanha, recuperando a vice-liderança da tabela.
George Russell escapa da pista e abandona GP do Canadá
A calmaria, porém, não durou muito. No GP da Bélgica, Russell perdeu força em seu motor e acabou no caminho de Hamilton, que bateu na Mercedes do compatriota e foi punido com 5s. Na Hungria, o piloto do carro 63 precisou trocar a unidade de potência devido a um vazamento, e na largada, sofreu com o sistema anti-stall do W17, como é chamado o carro da equipe alemã nesta temporada.
– Preciso me sair melhor nas coisas que estão sob meu controle, mas há muitas coisas que estão fora do nosso controle. Já superei a fase da decepção porque, se continuar me decepcionando com tudo, vou ficar decepcionado todos os dias da semana. Por isso, preciso manter uma atitude positiva. A equipe disse que eu estava tão rápido quanto qualquer outro piloto na pista, o que não acontecia há umas três corridas. Mas é inacreditável a quantidade de coisas que aconteceram – disse Russell. geRead More


