SAF da Ponte: auditoria expõe déficit anual de R$ 33 milhões e dívida de R$ 320 milhões
Entenda situação do Majestoso na SAF da Ponte Preta
A auditoria financeira utilizada nas negociações para a criação da SAF da Ponte Preta revela um cenário de grave desequilíbrio nas contas do clube. O documento, apresentado à diretoria e ao qual o ge teve acesso, aponta que a Ponte acumula um déficit anual de mais de R$ 30 milhões.
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De acordo com o levantamento, o custo operacional da Ponte é estimado em cerca de R$ 4 milhões por mês. A arrecadação mensal do clube, no entanto, gira em torno de R$ 1,2 milhão.
A diferença entre receitas e despesas gera um prejuízo mensal de aproximadamente R$ 2,8 milhões para os cofres alvinegros – R$ 33,6 milhões por ano (o balanço financeiro de 2025 fechou R$ 33 milhões no vermelho, segundo documento apresentado e aprovado pelo Conselho Deliberativo do clube).
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Ponte Preta x América-MG, Majestoso
Marcos Ribolli/ PontePress
A análise financeira calcula a dívida total da Ponte em aproximadamente R$ 320 milhões. O montante não considera o débito relacionado ao IPTU, estimado em cerca de R$ 20 milhões.
Ainda segundo o relatório, os débitos de caráter tributário representam entre 25% e 30% do passivo total do clube.
O estudo comparou a situação financeira da Ponte com a de outros clubes avaliados pela mesma empresa de auditoria. O relatório serviu como base para os responsáveis pela modelagem da SAF estruturarem a proposta de reestruturação financeira do clube.
O plano para conter a crise
Os números da auditoria embasaram a elaboração da proposta de R$ 1 bilhão da SAF, que ainda precisa ser analisada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta antes de ser votada.
A minuta do projeto prevê a destinação de R$ 300 milhões exclusivamente para o pagamento de dívidas do clube ao longo dos próximos anos.
O plano de investimentos também reserva R$ 300 milhões para o futebol profissional e categorias de base em um período de dez anos, além de R$ 400 milhões para a modernização do Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento.
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A proposta estabelece ainda um aporte inicial de R$ 10 milhões para o clube, condicionado ao cumprimento de exigências jurídicas e financeiras. Caso o negócio seja aprovado, a gestão do futebol será transferida integralmente para a futura SAF.
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