Zubeldía comenta investigação de Lucho Acosta, do Fluminense: “O mais importante é confiar nas pessoas”
Fluminense 0 X 0 Bahia | Melhores momentos | 21ª rodada | Brasileirão 2026
O Fluminense empatou sem gols com o Bahia nesta quarta-feira, pelo Brasileirão, em noite apagada de Hulk. Após a partida no Maracanã, o técnico Luís Zubeldía analisou o resultado, mas também citou a investigação sobre um cartão amarelo de Lucho Acosta. A advertência recebida pelo meia contra o Bragantino gerou alerta de manipulação.
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— Já conversamos internamente. Quando surge uma notícia assim, é claro que ela repercute em todos os lugares. O mais importante é confiar nas pessoas que temos sempre ao nosso lado. Nesse caso, nós sempre confiamos. Somos um grupo muito fechado e muito unido. Às vezes, pode haver uma investigação sobre esse tema, que é um assunto delicado e que já aconteceu em muitos lugares. Inicia-se um processo de investigação sobre determinados nomes, alguns nomes aparecem e isso pode acabar gerando uma bola de neve. Mas o Lucho está bem. O mais importante é que estamos focados no que vem pela frente. É um assunto que está aí, mas que não nos preocupa, porque já conversamos entre nós — disse.
O treinador também explicou a decisão de escalar Hulk – que perdeu gol inacreditável na pequena área após passe de Canobbio – entre os titulares do Fluminense.
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Zubeldía em Fluminense x Bahia
MARCELO GONÇALVES / FLUMINENSE F.C.
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— Acredito que todos os jogadores, independentemente do nome, experiência, nível de habilidade ou capacidade, podem precisar de um período de adaptação. Tomamos essa decisão por razões que não vêm ao caso aqui, mas sentimos que era a decisão certa utilizá-lo rapidamente, para que ele se adaptasse o mais rápido possível, visto que ele já havia tido alguns meses para se adaptar aqui, tendo concluído o semestre de treinamento com a equipe antes do início oficial da temporada. Portanto, pareceu-nos lógico que, se a oportunidade surgisse, ele deveria jogar.
— (…) Não podemos julgar ou avaliar um jogador depois de apenas três partidas. Claro, o treinador pode colocar um jogador para jogar, depois outro, mas tudo está acontecendo muito rápido. E não está acontecendo só aqui, está acontecendo em todo lugar (leia a resposta na íntegra ao fim da matéria).
O Fluminense volta a campo no próximo sábado, 1º de agosto, para enfrentar o rival Vasco pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Ambos os jogos da eliminatória serão no Maracanã.
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Hulk derruba Claus em Fluminense x Bahia
Jorge Rodrigues/AGIF
Outros tópicos da entrevista de Luis Zubeldía:
Sequência de partidas sem vencer:
— Bom, nem todos os empates ou jogos sem vitória seguem um mesmo padrão. Fomos enfrentar o Mirassol depois do jogo contra o São Paulo, que vencemos aqui. Estávamos disputando fases decisivas da Copa Libertadores. Fomos a Mirassol bastante desfalcados e perdemos por um gol de diferença. Depois, fomos enfrentar o Cruzeiro também um pouco desfalcados, com muitas lesões. Estávamos vencendo e sofremos o empate no fim contra um adversário duríssimo. Depois vieram o Bragantino, na retomada do campeonato, o Grêmio e o jogo de hoje. Ou seja, cada empate e cada partida têm contextos diferentes.
— Evidentemente, os resultados não foram os que queríamos e, assim, vamos perdendo pontos. Os empates não ajudam muito. Mas me parece que hoje a equipe mereceu muito mais. Apesar das dificuldades, porque foi uma partida cheia de dificuldades, a equipe mereceu vencer. Mais uma vez, tivemos que tomar a decisão de trocar dois zagueiros. Também estamos um pouco condicionados pela quantidade de jogos em pouco tempo para alguns jogadores, como Martinelli e Lucho. Por isso, precisamos controlar a minutagem deles. Esses fatores não fizeram a equipe render mal. Muito pelo contrário. Apesar de todas as limitações, merecemos vencer e buscamos o resultado até o último minuto.
— Se analisarmos as últimas cinco rodadas, perdemos muitos pontos, e é normal que existam críticas. Mas, olhando especificamente para esta partida, fizemos tudo para vencer. A equipe foi para a frente o tempo inteiro e buscou a vitória para que todos saíssemos satisfeitos. Mas a bola precisa entrar, e hoje não entrou. Normalmente, vencemos partidas finalizando muito menos. Foram 25 finalizações e três chances claras de gol. Habitualmente, ganhamos com muito menos.
Por que Fluminense tem tantas lesões?
— É difícil generalizar. Eu suponho que seja por não ter uma sequência de amistosos, pelo tempo curto de preparação. Passamos de dois amistosos, porque não podíamos jogar mais, para o início dos jogos oficiais, com um jogo de transição muito mais agressivo. Nesse jogo de transição, os zagueiros é que mais sofrem. Porque têm que fazer sprint, corridas longas. Nós somos uma equipe que, quando tem a bola, trocamos 10 a 12 passes e entramos no campo adversário. Estatisticamente somos uma equipe que entra no campo adversário.
— Ao fazer isso, ficam 30, 40 metros para trás. Nesse tipo de preparação em tão pouco tempo, não pudemos fazer isso. Outras equipes também tiveram zagueiros machucados. Acho que tem que ver com isso, as corridas que começam a ter em jogos oficiais e contra equipes fortes, como as que estamos enfrentando. Bragantino está lá em cima com a gente, o Bahia está lá em cima, e o Grêmio é muito forte como mandante. É um pouco disso, na minha opinião. Tem a ver com a preparação e com o calendário.
Fluminense
LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.
Utilização de Hulk:
— Acredito que todos os jogadores, independentemente do nome, experiência, nível de habilidade ou capacidade, podem precisar de um período de adaptação. Tomamos essa decisão por razões que não vêm ao caso aqui, mas sentimos que era a decisão certa utilizá-lo rapidamente, para que ele se adaptasse o mais rápido possível, visto que ele já havia tido alguns meses para se adaptar aqui, tendo concluído o semestre de treinamento com a equipe antes do início oficial da temporada. Portanto, nos pareceu lógico que, se a oportunidade surgisse, ele deveria jogar.
— Claro, três jogos é um bom número para dar a um jogador importante tempo de jogo consistente, mas depois disso, qualquer jogador pode jogar. Foi minha decisão, mas a decisão de tê-lo em uma equipe onde ele possa ser um companheiro de equipe, onde ele possa se adaptar rapidamente, pareceu lógica. Conversamos sobre o resultado depois.
— Acho que precisamos diferenciar as três partidas, porque o jogo contra o Bragantino, o primeiro, terminou empatado, mas claramente merecemos o empate. Contra o Grêmio, foi uma partida muito disputada, como todas as que jogamos fora de casa contra times importantes. Nunca tivemos nada para dar; competimos bem, melhorando o clube aos poucos, e hoje claramente merecíamos muito mais do que o nosso adversário.
— Independentemente de quem jogou e quem não jogou, ao longo da partida, eles claramente mereceram os três pontos. Agora a bola não está entrando e já estamos apontando o dedo para os outros. Acho que os jogadores, neste caso, como em qualquer partida, estão travando uma disputa normal.
— Esperamos resultados imediatos. Se um jogador chega, ele precisa se dedicar totalmente desde o início. Acho que ele fez algumas coisas boas e outras nem tanto. Isso é normal, por isso ele está aqui. Mas era importante para ele jogar. O importante é que ele tenha um jogador experiente que precisa ganhar ritmo de jogo. Assim como Germán eventualmente também terá. Germán vinha lidando com várias lesões. Era normal.
— Então a pergunta é: por que não? Ele deveria ter sido titular nos últimos dois jogos. Então parece que precisamos ser um pouco mais pacientes com ele. Mais do que comigo, já que sou o treinador e sempre o avaliamos após cada partida. Mas é mais justo com o jogador. Em todo caso, ele é um jogador mais importante e pode oferecer soluções.
Substituições já foram pensadas para os clássicos?
— Já estava planejado. Por quê? Simplesmente porque sim, porque foi assim que foi planejado. Mas precisamos sempre de uma equipe competitiva. Parabenizo os jogadores que estão no banco, que não estão tendo a oportunidade de jogar.
Eles estão indo muito bem. Muito bem mesmo. Então, o mais importante aqui, eu acho, foi a recepção da equipe, a oportunidade de gol que ele teve. Seu rival também estava lá, não estava? Infelizmente, não conseguimos vencer a partida.
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