Análise: gols perdidos cobram conta do Inter, e abatimento de Pezzolano define empate
Internacional 1 x 1 Remo | Melhores momentos | 23ª rodada | Brasileirão 2026
A conta veio. Para o Inter, quase inacreditável. O empate em 1 a 1 com o Remo, na noite desta segunda-feira, teve um roteiro cruel para os colorados. O time saiu na frente, criou oportunidades para ampliar e definir a partida, mas desperdiçou. Nos acréscimos, sofreu o gol que igualou o placar no Beira-Rio. Para visível tristeza de Paulo Pezzolano.
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O resultado prolonga o jejum da equipe no Brasileirão. Já são sete partidas sem vitória. Impede também o time de ganhar fôlego na briga contra o rebaixamento. Em 16º lugar, o Inter tem apenas um ponto à frente do Z-4. Perdeu a oportunidade de abrir distância.
Ainda por cima aumenta o número de jogos em que vence no Beira-Rio. Neste campeonato, são somente três – Chapecoense, Fluminense e Vasco. No restante, quatro empates e cinco derrotas.
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Chuta, chuta e não marca
A explicação para o tropeço passa inevitavelmente pelas oportunidades desperdiçadas. O Inter finalizou 10 vezes, produziu o suficiente para construir uma vantagem mais confortável, mas falhou justamente no momento mais importante: a conclusão das jogadas.
Seguindo a base que utilizou nas últimas partidas, Pezzolano mandou a campo um time quase igual ao que empatou com o Palmeiras na última rodada, ainda com os retornos de Mercado e Villagra.
Carbonero foi um dos personagens da noite, autor do gol colorado logo aos dois minutos. Matheus Bahia foi lançado na esquerda e fez um cruzamento certeiro para encontrar o atacante, que chegava na corrida para abrir o placar.
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Mas o fantasma das chances perdidas voltou a assombrar o Inter. O mesmo Carbonero teve outras duas grandes chances, uma de frente para o goleiro, para fora, e outra em chute cruzado da entrada da área, à esquerda da meta.
Bruno Henrique também desperdiçou uma oportunidade clara, Alerrandro mais uma. O centroavante, aliás, foi o outro personagem da partida.
Aos 43, o camisa 9 perdeu a bola e deu a Zé Ricardo para chutar, para fora, por pouco. Em seguida, fez uma falta boba, na intermediária. Vitor Bueno bateu, a bola desviou no próprio Alerrandro e entrou.
Paulo Pezzolano em Inter x Remo
Maxi Franzoi/AGIF
Abatimento
A dificuldade para matar os jogos tem sido uma marca dos momentos mais delicados da temporada. Assombrou o Inter no primeiro semestre e volta a aparecer. Não dá para dizer que o time não tentou.
A reação de Pezzolano após a partida ajuda a dimensionar o tamanho da frustração. A lucidez de costume se manteve, mas estava visivelmente abatido com o resultado. Não se opunha aos questionamentos. Não conseguir explicar a vitória que escapou das mãos.
– Não sei se estou perdido, mas fico surpreso. É inacreditável o que acontece, hoje foi inacreditável. O que está acontecendo? Por que aconteceu? Nunca isso aconteceu na minha vida – afirmou o treinador.
No futebol, desperdício costuma ter consequência. Contra o Remo, chegou no último minuto. A missão ingrata de Pezzolano agora é encontrar as respostas para o maior problema colorado e não deixar que mais uma partida se torne um novo capítulo de aflição na temporada.
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