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Análise: Grêmio afunda na sina como visitante e assusta com o que (não) mostra

Análise: Grêmio afunda na sina como visitante e assusta com o que (não) mostra

Atlético-MG 3 x 0 Grêmio | Melhores momentos | 23ª rodada | Brasileirão 2026
O Grêmio de 2026 dá dois passos para frente e três para trás. Se perde em um ciclo infinito de erros e insistências que nunca correspondem 100% ao que se espera. O que se viu na derrota por goleada de 3 a 0 diante do Atlético-MG, na Arena MRV, aponta que o Grêmio saiu da área da repetição, mas agora voltou ao pleno declínio.
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Depois de duas vitórias consecutivas, sobre Mirassol (Copa do Brasil) e São Paulo (Brasileirão), o Grêmio tinha a oportunidade de alcançar uma sequência inédita de três triunfos na temporada. Mas voltou a expor fragilidades que acompanham a equipe há meses e sofreu a pior derrota em 2026.
O placar foi o pior do Tricolor desde a chegada de Luís Castro (sim, seguirá treinador do Grêmio). O resultado foi pequeno diante do domínio dos mineiros. Ao final da partida, a torcida adversária gritou “olé” enquanto o Tricolor pouco conseguia produzir e assistia passivamente.
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Loucura é persistir no erro
Uma famosa frase já diria que “a definição de insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar um resultado diferente”. Aqui, é necessário destacar a insistência da direção gremista na permanência do técnico Luís Castro.
Antes da partida, o executivo Paulo Pelaipe, em entrevista à getv, bancou a permanência do treinador e falou em uma necessária “mudança de cultura” no clube. O discurso permanece o mesmo após a goleada.
O problema é que a derrota expôs novamente um dos maiores desafios de Luís Castro desde que assumiu o clube.
O treinador tentou diferentes estruturas ao longo da temporada. Mudou esquemas, comportamentos e formações. Mas o Grêmio não evoluiu.
Luís Castro em derrota do Grêmio
Gilson Lobo/AGIF
A equipe apresentou dificuldades crônicas na construção ofensiva. Carlos Vinícius, artilheiro gremista com 18 gols na temporada, quase “morreu de fome”, já que estamos usando expressões famosas aqui.
Quando recebeu uma oportunidade clara, acabou bloqueado. O centroavante ficou isolado. Faltou aproximação, criação e qualidade na circulação da bola. Como explicar que o goleador do time não é valorizado pelo esquema? Como justificar?
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O sistema de marcação sofreu para conter as movimentações do Atlético-MG. O argentino Cuello tirou a defesa gremista para dançar. Não à toa fez dois dos três gols. O meio-campo, teoricamente reforçado com três peças, não soube controlar os espaços.
A equipe permitiu que o adversário jogasse com conforto. Quando recuperava a posse, devolvia rapidamente. O ciclo se repetiu durante quase toda a partida
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O agravante
“É uma marca que nos persegue, que nos perturba”. Assim Luís Castro descreveu o 11º jogo do Campeonato Brasileiro em que o Grêmio atuou como visitante e não conseguiu vencer.
Em 11 partidas, soma quatro empates e sete derrotas. Em toda a temporada, venceu apenas quatro dos 22 jogos longe de Porto Alegre.
O problema é que o calendário não oferece muito tempo para explicações. Restam 16 jogos para o fim do Brasileirão, incluindo o confronto atrasado contra o Botafogo, fora de casa. São 48 pontos ainda em disputa.
Com 25 pontos somados, o Grêmio precisará buscar aproximadamente mais 20 para encaminhar a permanência na Série A. A conta, porém, esbarra justamente na maior deficiência da equipe. Dos compromissos restantes, oito serão como visitante.
Se não encontrar respostas fora de casa, o Tricolor ficará obrigado a realizar uma campanha quase perfeita em sua Arena. É uma margem de erro pequena para um time que já soma 14 derrotas em 45 partidas na temporada.
E, neste momento do campeonato, o que assusta não é somente a derrota. É a sensação de que ainda há poucas respostas para corrigi-los.
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