Análise: Inter congela no Beira-Rio, faz força para cair e pressiona Pezzolano
Internacional 0 X 0 Atlético-MG | Melhores momentos | 24ª rodada | Brasileirão 2026
O Inter não caiu em 2025, mas faz uma força hercúlea para ser rebaixado nesta edição do Brasileirão. Tentar escapar é a única realidade. O empate em 0 a 0 com o time misto do Atlético-MG reforçou a sensação de que o Beira-Rio não intimida mais, diante do conforto com que os adversários atuam no na casa colorada.
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Paulo Pezzolano segue sem oferecer alternativas para dar esperança de reverter o quadro, cada vez mais preocupante. Basta ver que ele mesmo admitiu que deveria tirar mais do time.
Quem encarou o frio de 10 ºC de Porto Alegre (com sensação térmica de 7 ºC) viu uma equipe sem soluções. A derrota só não ocorreu porque Aguirre salvou em cima da linha após Minda driblar Mercado, Matheus Cunha e Bruno Henrique.
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Um ataque que não marca
O ataque do Inter é inoperante. Não incomoda ninguém. Fez apenas 24 gols em 24 partidas, só mais que Vitória, Vasco e Chapecoense, todos com 23, mas que entram em campo neste domingo.
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A utilização de Juninho como centroavante reforçou a sensação de improviso e falta de alternativas. Como era de se imaginar, não surtiu efeito, ainda que o treinador tenha justificado na entrevista coletiva que o testa nesta posição em algumas atividades.
Alerrandro, o camisa 9, ficou no banco todo o confronto. O treinador pode dizer que Alerrandro entrou na mira da arquibancada pela atuação no empate com o Remo na segunda.
Mas, então, já que houve uma tentativa de não aumentar a animosidade com a arquibancada, fica a dúvida. Quando voltará a ser utilizado, já que Sanabria chegou e assumirá o comando do ataque?
Aguirre salvou lance em cima da linha
A escolha abre as portas à contestação. Se a ideia era ganhar na bola aérea, por que não adiantou Maripán ao comando do ataque e colocou Juninho como zagueiro? Afinal, o chileno tem 1,92m, sete centímetros a mais do que Juninho.
Pezzolano tem culpa
Aliás, Pezzolano, apesar do trabalho e esforço, não consegue fazer o Inter ser um time confiável. Se é verdade que melhorou o sistema defensivo, não consegue dar equilíbrio.
“Ah! Mas o grupo é ruim”, pode algum colorado rebater. Verdade.
O presidente Alessandro Barcellos é o grande responsável pelos incontáveis problemas do clube. E neles está inclusa a montagem do plantel, com as parcerias do executivo Fabinho Soldado e do diretor técnico Abel Braga.
Porém, o Coritiba e o Vitória têm elencos melhores do que o Inter? Vejam o que Fernando Seabra e Jair Ventura entregam, respectivamente.
Pezzolano em empate do Inter com o Atlético-MG
Maxi Franzoi/AGIF
Pezzolano precisa entregar mais com o que tem. Além da fragilidade do ataque, o treinador transformou o Beira-Rio na casa dos outros. Ninguém teme encarar o Inter e arrancar pontos.
A campanha como mandante é difícil até para encontrar adjetivos. São apenas 14 pontos conquistados em 39 disputados, só à frente da Chapecoense, que fez oito.
O time que se recusa a vencer
O Inter não ganhou no segundo semestre pelo Brasileirão. Sim, torcedor! É isso mesmo. A última vitória pela competição ocorreu no distante 16 de maio, quando goleou o Vasco por 4 a 1. São quatro derrotas e quatro empates no período.
O Inter tem 25 pontos na tabela e precisa que Mirassol e Vasco, no máximo, empatem diante de Santos e Palmeiras neste domingo para não entrar na zona de rebaixamento.
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Ainda que siga fora do Z-4 ao fim da rodada, que sinais o Inter oferece de que conseguirá escapar?
Como um time que tem cinco vitórias em 24 jogos fará outras cinco e empatará cinco nos 14 embates restantes? Ou ganhará seis e empatará duas?
Niclas Eliasson estreou contra o Galo e Tonny Sanabria vestirá a camisa do Inter pela primeira vez no Gre-Nal da Copa do Brasil na quinta-feira. Todavia, é muita responsabilidade para a dupla reverter um quadro tão delicado.
Gre-Nal para complicar
E, como citado acima, há o clássico agora. Todo atrapalhado, o Inter se vê em meio a dois Gre-Nais pela Copa do Brasil com o embate diante do Bahia pelo Brasileirão.
Maripán após empate do Inter com o Atlético-MG
Maxi Franzoi/AGIF
Se derrubar o maior rival, ganhará moral. Sem dúvida. Entretanto, dividirá atenção em duas competições com um grupo sem tanta qualidade. Caso seja eliminado, a pressão da torcida crescerá em progressão geométrica e criará dúvidas de como sairá do buraco.
Pezzolano precisa encontrar respostas rapidamente sob pena de ver o temor do rebaixamento se transformar em realidade. Hoje, o maior adversário do Inter é a incapacidade de mostrar que pode reagir.
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