Antes de luta no Spaten, Rafaela Silva passa carreira a limpo e lembra episódios de preconceito
Campeãs olímpicas, Bia Souza e Rafa Silva estarão no Fight Night
Prestes a entrar em ação no Spaten Fight Night 3, neste sábado (29), em São Paulo, contra a mexicana Prisca Awiti, Rafaela Silva conversou com o Combate. Aos 34 anos, a judoca, campeã olímpica na Rio 2016, passou a carreira a limpo. Apesar das dificuldades encontradas até chegar ao topo do esporte, Rafa mostra orgulho do caminho que percorreu.
– Eu acho que não (mudaria algo). Deus dá o fardo que a gente aguenta carregar. A vida de ninguém é uma linha reta, tem os obstáculos, tem os caminhos ali, os percalços. E é por isso que eu tenho tanto orgulho da minha trajetória, da minha história, porque eu, mesmo nas dificuldades, nos imprevistos que eu tive ao longo da minha carreira, consegui dar a volta por cima e conquistar os resultados que tenho até hoje – afirmou Rafaela.
Glover Teixeira mostra preparação em pacata cidade dos EUA para enfrentar Shogun
Rafa Silva conta como videogame se tornou aliado na preparação para torneios
Rafa Silva e Bia Souza destacam união entre atletas como chave para a força do judô feminino
Rafaela Silva participa de treino aberto para o Spaten Fight Night 3
Vitória Lemos
O Spaten Fight Night 3 terá transmissão ao vivo da TV Globo logo após o programa Estrelas da Casa. O Combate começa a esquentar o evento a partir das 21h (de Brasília) e transmite o evento completo e na íntegra a partir das 22h. A ge tv e o ge também exibem o evento ao vivo a partir da segunda luta do card.
RAFA SILVA ESTÁ AFIADA! 💪🇧🇷
A trajetória da judoca no esporte começou de maneira inesperada. Criada na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, Rafa tinha o sonho de jogar futebol e chegou a escolher a modalidade quando teve contato com atividades esportivas na Associação dos Moradores da comunidade. A bola, porém, acabou levando a atleta para outro caminho.
– Eu queria ser jogadora de futebol, comecei na Associação dos Moradores na Cidade de Deus e lembro que eles deram três opções: dança, judô, que eu nunca tinha escutado falar, e futebol. A minha irmã foi para a dança e eu fui para o futebol. Só que, quando eu cheguei lá, eles falaram que eu poderia até brincar, participar das atividades, mas não poderia competir, porque era só para os meninos. Então, fui conhecer, entender o que era de fato o judô e acabei ficando – contou.
A mudança de modalidade abriu uma oportunidade que Rafa ainda não conhecia. Sem ter um quimono para treinar, ela começou usando a própria roupa, mas encontrou no judô um ambiente em que não percebia as mesmas limitações que havia encontrado no futebol.
Rafaela Silva chora ao ser desclassificada nas oitavas do judô em Londres 2012
AFP
A carreira que começou na comunidade, entretanto, também foi marcada pelo preconceito. Depois de disputar sua primeira edição de Olimpíadas, em Londres 2012, Rafa diz que ouviu comentários racistas e chegou a ser chamada de vergonha para a própria família. Poucos meses depois, tornou-se a primeira brasileira campeã mundial.
– Depois da minha primeira Olimpíada, em 2012, muitas pessoas falaram que eu não seria melhor do que ninguém, porque eu era negra, era vergonha para a minha família. E poucos meses depois da Olimpíada de Londres, eu me tornei a primeira brasileira campeã mundial – afirmou.
Spaten Fight Night 3
29 de agosto de 2026, às 21h (de Brasília), em São Paulo
CARD DO EVENTO:
Maurício Shogun x Glover Teixeira (boxe)
Luan Medeiros x Juan Cruz (boxe)
Bia Souza x Raz Hershko (judô)
Rafaela Silva x Prisca Awiti (judô)
Felipe Preguiça x Nicholas Meregali (jiu-jitsu) geRead More


