Apesar de corte na Selic, Brasil tem o maior juro real do mundo; veja ranking
Como a Selic mexe com tudo na sua vida
O Brasil tem o maior juro real do mundo mesmo após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano, em decisão anunciada nesta quarta-feira (5).
🔎 O juro real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses. Assim, segundo levantamento compilado pelo MoneYou, o indicador no país ficou em 9,30%.
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A segunda posição do ranking ficou com a Rússia, que registrou uma taxa real de 9,09%. A Colômbia apareceu na terceira posição, com juros reais de 6,16%.
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o MoneYou afirmou que a alta das expectativas de inflação para os próximos 12 meses reduziu os juros reais na maioria dos países, em meio às incertezas provocadas pelo conflito no Oriente Médio.
A Argentina, que passou por um forte choque econômico sob o governo de Javier Milei, tem oscilado no ranking. Neste mês, o país ficou na 5ª posição, com juro real de 4,51%, em meio a um cenário econômico ainda desafiador e de inflação elevada.
Veja abaixo os principais resultados da lista de 40 países.
Ranking de juros reais em agosto de 2026.
Arte/g1
Queda da Selic
Nesta quarta-feira, o Copom anunciou a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano. Trata-se do quarto corte consecutivo.
O movimento ocorre em meio à retomada da guerra no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo e pode pressionar a inflação brasileira por meio do aumento dos combustíveis.
Selic: a trajetória da taxa básica de juros
Arte/g1
Juros nominais
Considerando os juros nominais (sem descontar a inflação projetada), a taxa brasileira ocupou a terceira posição, ao lado da Rússia.
Veja abaixo:
Turquia: 37%
Argentina: 29%
Brasil: 14%
Rússia: 14%
Colômbia: 12%
África do Sul: 7%
México: 6,50%
Hungria: 5,75%
Indonésia: 5,75%
Índia: 5,25%
Filipinas: 4,75%
Chile: 4,50%
Austrália: 4,35%
Hong Kong: 4%
Israel: 3,50%
Polônia: 3,75%
Reino Unido: 3,75%
Estados Unidos: 3,75%
República Tcheca: 3,75%
China: 3%
Malásia: 2,75%
Coreia do Sul: 2,75%
Alemanha: 2,40%
Áustria: 2,40%
Espanha: 2,40%
Grécia: 2,40%
Holanda: 2,40%
Portugal: 2,40%
Bélgica: 2,40%
França: 2,40%
Itália: 2,40%
Nova Zelândia: 2,50%
Canadá: 2,25%
Taiwan: 2%
Dinamarca: 1,85%
Suécia: 1,75%
Tailândia: 1%
Japão: 1%
Cingapura: 0,90%
Suíça: 0%
Sede do Banco Central em Brasília
Raphael Ribeiro/BCBg1 > EconomiaRead More


