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Bicampeãs olímpicas, Sheilla e Fabiana acreditam que atual seleção vai voltar ao topo do pódio

Bicampeãs olímpicas, Sheilla e Fabiana acreditam que atual seleção vai voltar ao topo do pódio

Bicampeã olímpica, Sheilla lamenta perda do 3º ouro seguido na Rio 2016: “Ainda dói”
As bicampeãs olímpicas Sheilla Castro e Fabiana Claudino acreditam que a atual seleção feminina de vôlei do Brasil tem tudo para voltar ao lugar mais alto do pódio. A análise das medalhistas de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012, é que a equipe está no caminho certo, após a prata na Liga das Nações, conquistada na semana passada.
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O técnico José Roberto Guimarães, a head de performance Vanessa Alcici, e as bicampeãs olímpicas Sheilla e Fabiana, durante treino do projeto “Mentalidade Campeã”, em Barueri
Marcel Merguizo
– A seleção teve grandes perdas durante o campeonato. As meninas chegaram na semifinal contra a Itália, quando muita gente duvidava da vitória, e conseguiram uma vitória lindíssima, com voleibol de alto risco, com a Itália completa – diz Sheilla, ao ge, neste sábado, em Barueri, onde comandou um camping de treinamento para cerca de 30 garotas de 12 a 18 anos, dentro do projeto “Mentalidade Campeã”, que criou junto com Fabiana.
– A seleção feminina ela tá vindo super bem. Às vezes, fica essa coisa da medalha, mas é tudo um processo. O que elas estão apresentando como equipe, como evolução. A gente passou por esse processo, então a gente sabe que tem um momento que vai dar certo, vai chegar, vão estar em primeiras no pódio. E eles estão sempre no pódio, sempre na luta. A gente está bem serviço, sempre aparecendo uma peça nova. A gente está crescendo e está no caminho certo – diz Fabiana, que ao lado de Sheilla foi duas vezes prata e uma vez bronze em Campeonatos Mundiais.
Sheilla elogia Júlia Bergmann, Ana Cristina e Luzia: “Fiquei muito orgulhosa”
Hoje, a equipe comandada por José Roberto Guimarães vai completar dez anos sem um ouro em grandes competições intercontinentais, o último título foi o Grand Prix de 2017. Ex-oposta, Sheilla chegou a ser auxiliar técnica da seleção no ciclo de 2023 e 2024, até os Jogos de Paris, e destaca três jogadoras na fase final da VNL deste ano.
– Fiquei muito orgulhosa do que elas construíram e de como elas cresceram. Falo até da Júlia Bergmann, que jogou bem do início ao final, primeira vez realmente assumindo toda a responsabilidade, a Aninha, que a gente sabe que é um fenômeno e uma menina muito forte, e todo mundo que está aparecendo. A Luzia jogou uma final de VNL sem ter nunca ter sido titular de uma seleção. Todas fizeram um trabalho lindo junto com o Zé – afirma Sheilla.
Bicampeã olímpica, Fabiana elogia seleção rumo a LA28: “Está no caminho certo”
Sheilla e Fabiana, deixaram juntas a seleção, após derrota nas quartas de final das Olimpíadas Rio 2016. Dez ano depois, juntas, dedicam a experiência à formação da próxima geração, com um projeto voltado para jovens jogadoras que começou nesta semana no Sportville, centro de treinamento comandado por Zé Roberto, em Barueri, mas que sonham que atinja o Brasil todo. E seguem com a a expectativa de ver as brasileiras com um ouro no peito de novo.
– Ainda dói igual, claro que dói, se eu lembrar vai doer igual. Voltei no tempo para tentar ganhar? Não consigo fazer isso. A China estava melhor naquele dia, naquele momento, e foi campeã olímpica. Infelizmente, não conseguimos aquele ouro, seria o terceiro ouro nosso, mas tem muitas coisas para acontecer e a gente ser tri, tetra, penta – diz Sheilla.
Dez anos após Rio 2016, Fabi Claudino relembra derrota: “Psicologicamente, foi bem puxado”
– Sim, 2016 ainda é uma reflexão que me pega. A forma que a gente saiu, psicologicamente, foi bem puxado. Jogando no nosso país, a gente não merecia sair da forma como foi. Aquilo se tornou um aprendizado, uma experiência e vou passando para outras gerações. Nem tudo está sob o meu controle. Se eu pudesse voltar, eu voltaria e fazria coisas diferentes. Mas não é possível. Ficou uma grande lição, aprendizado e amadurecimento – conclui a capitã Fabiana, torcendo pela atual seleção brasileira e incentivando novas garotas se tornarem grandes mulheres com a ajuda do vôlei.
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