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Bola aérea continua como problema crônico e desafia reação do Sport

Bola aérea continua como problema crônico e desafia reação do Sport

Jogadores do Sport pedem a permanência de Gilmar Dal Pozzo e Ítalo Rodrigues
O Sport tenta, contra o Vila Nova, no próximo fim de semana, pôr fim a um problema que já lhe custou pontos na Série B e que continua recorrente, apesar da troca de comando técnico: os gols sofridos a partir de bolas aéreas.
Há um mês, o Rubro-negro havia sido vazado em jogadas desse tipo em mais de a metade das vezes dos gols totais sofridos no campeonato. Dos 12 àquela altura, sete partiram desses lances.
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Gilmar Dal Pozzo
Paulo Paiva/Sport Club do Recife
O gol do jogo contra o Criciúma, em Santa Catarina, que sacramentou a estreia com derrota do técnico Gilmar Dal Pozzo, também foi assim. E nas quatro partidas seguintes, o Sport voltou a ser punido em jogadas aéreas.
Diante do Botafogo-SP, Patrick Brey, aproveitou escanteio e marcou de cabeça no primeiro pau; Vinícius Diniz, do Operário-PR, na rodada seguinte, também marcou em lance parecido. O mesmo ocorreu no empate com o Goiás e com o Cuiabá, em sequência.
Dal Pozzo, aliás, externou incômodo com os problemas defensivos do Sport, chegando até a falar à imprensa que eles estavam demorando mais do que o esperado para serem resolvidos.
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“A gente está tomando muito gol de cabeça do adversário. Então, é a tomada de decisão dos atletas e vem um peso mental muito grande,” disse, depois do empate com o Cuiabá.
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Curiosamente, essa mesma organização defensiva terminou se construindo como marca do treinador catarinense em trabalhos recentes. Em 2025, por exemplo, quando dirigiu a Chapecoense de volta à Série A, terminou aquela temporada com menos gols sofridos do que partidas disputadas: 48 x 52.
Em 2022, ano em que treinou o Sport pela primeira vez, terminou aquela temporada também com menos gols sofridos do que jogos: 35 x 39. Agora, uma das principais virtudes de Dal Pozzo encontra dificuldade para ser replicada no novo trabalho na Ilha do Retiro.

Nas cinco partidas disputadas pelo treinador até então, a equipe sofreu oito gols. Cinco, a partir de bolas alçadas na área da sua defesa. Setor onde o técnico tem realizado testes e procura o encaixe ideal.
Dentro desse contexto, Habraão e Marcelo Benevenuto têm sido os zagueiros mais utilizados até o momento, mas Dal Pozzo já mudou de esquema (na estreia contra o Criciúma usou uma linha de cinco) e trocou de peças, pondo também o prata da casa Marcelo Ajul a campo.
O Sport viaja rumo a Goiânia nesta quinta-feira à tarde e entra em campo sábado, frente ao Vila Nova. O jogo é às 16h. Em jejum de vitórias há nove partidas, o Rubro-negro é o 10º lugar com 29 pontos.
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