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Botafogo busca mesmo DNA em toda as categorias de base e fortalece ponte com profissional

Botafogo busca mesmo DNA em toda as categorias de base e fortalece ponte com profissional

Botafogo abre espaço para jovens no profissional e busca replicar “DNA” na base
A presença de jovens formados na base ganhou os holofotes no Botafogo. Justino e Huguinho são os principais exemplos e vêm recebendo oportunidades, inclusive como titulares. Nesta quinta-feira, contra o Cienciano, pela Sul-Americana, os dois estão à disposição de Franclim Carvalho em um cenário diferente do encontrado na fase de grupos: a presença da base no time principal está consolidada.
Internamente, o movimento não é tratado apenas como uma solução para necessidades pontuais do elenco. A utilização da base faz parte de um planejamento que, nos últimos anos, aproximou o sub-20 do profissional. Parte do processo começou a ganhar forma em 2024, mas avançou de forma significativa em 2025, quando o Botafogo levou o sub-20 para o mesmo CT do profissional.
Léo COelho reclama de arbitragem em Vasco x Botafogo
Reprodução
O objetivo do Botafogo é diminuir as barreiras encontradas pelos jogadores na transição entre as categorias. Em recente entrevista ao ge, o diretor de futebol Léo Coelho explicou um pouco mais sobre a estratégia do clube, que tem a ideia de criar um caminho gradual até o time principal.
— Não adianta eu ter um elenco do profissional completamente composto e preenchido por atletas que dificilmente vão ceder espaço para o atleta de base. A gente tem que ter um planejamento estratégico de que a gente sempre deixa uma vaga, uma posição para que o atleta vá de forma gradual preenchendo esse espaço, entendendo o contexto e ao mesmo tempo consiga estar ali próximo.
— Temos um trabalho que é de oportunizar, de ter esse olhar e ter também a visão estratégica de ter o espaço para que esse atleta consiga subir. Que ele consiga permanecer e, ao mesmo tempo, ter a minutagem necessária para, cada vez mais, chegar ao profissional e não ter aquele “ioiô”, né? Que chega no profissional, ele fica, ele passa um tempo, às vezes ele não joga e ele desce para base. Minutagem é muito importante para o atleta em formação — defendeu.
Rodrigo Bellão, técnico interino do Botafogo
Vitor Silva/Botafogo
O técnico do sub-20, Rodrigo Bellão, considera o acolhimento do elenco profissional um dos fatores importantes para a adaptação do jovem que é convocado para o time principal.
— Um fato importante dessa aproximação é o quanto todos da equipe principal puderam abraçar os nossos meninos, os nossos jovens. Alguns jogos do Campeonato Carioca que a gente começa a participar mais também mesclando, como teve o jogo contra o Vasco em São Januário, que ainda era a equipe principal, mas com alguns jogadores, foi o primeiro jogo do Justino ali, de fato, sem ser o sub-20 jogando profissional. Foi um jogo que eu mesmo conversei com muitos atletas e todos do estafe, comissão, agradecendo o quanto eles abraçam os meninos, porque acho que esse é o mais importante — e continuou:
— Diferentemente de vários clubes que eu já trabalhei, em que nem sempre existe esse acolhimento ao jovem que o Botafogo tem como cultura, está realmente sendo muito bem-vindo, muito integrado no dia a dia para todas as situações. Então, acho que isso está sendo um processo importante. Porque esse é, acho, o grande medo do menino: chegar ao time de cima, não ser bem recebido, pensar que não pode errar e que será muito cobrado. Acho que esse aspecto, que essa convivência foi trazendo para eles, sabe? Porque no final da ponta do processo é o atleta que a gente tem que cuidar. É do menino que a gente tem que cuidar, então acho que isso está sendo muito bem feito pela instituição Botafogo e é um fator que hoje se colhe alguns frutos devido a isso.
Justino comemora gol em Cruzeiro x Botafogo
Vitor Silva/Botafogo
Mesmo DNA em todas as categorias
Além disso, como forma de facilitar a adaptação e manter um padrão, o Botafogo tenta estabelecer características semelhantes dentro de campo. Segundo Léo Coelho, a orientação é reproduzir nas categorias inferiores o modelo ofensivo desejado para a equipe principal.
— Na realidade, a gente espelha muito o que acontece no profissional, a gente está falando em número de gols, ou seja, em ataque, em fase ofensiva e finalização, que é o que acontece também na nossa primeira equipe. É uma equipe que é extremamente ofensiva, uma equipe que busca e que cria oportunidades, e que ao mesmo tempo gera muitos gols. E obviamente a gente tem que passar esse DNA para a base, o DNA do clube é o que a gente espera, é o que a gente quer para o nosso elenco, para o nosso clube, uma equipe que consiga chegar, finalizar e concluir as jogadas em gol.
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