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Brasil conquista três ouros e recorde mundial no 2º dia do Parapan-Pacífico de natação

Brasil conquista três ouros e recorde mundial no 2º dia do Parapan-Pacífico de natação

O Brasil foi destaque no segundo dia do Parapan-Pacífico de natação, em Walnut, nos Estados Unidos. A delegação brasileira conquistou sete medalhas, sendo três de ouro, duas de prata e duas de bronze. O resultado teve ainda um feito histórico: Alessandra Oliveira estabeleceu um novo recorde mundial nos 100m peito.
Alessandra Oliveira recorde 100m peito
Alessandra Cabral/CPB
A marca mais expressiva do dia veio nos 100m peito. Alessandra Oliveira completou a prova em 1min40s63, reduzindo em mais de um segundo o recorde mundial anterior da classe S4, que já pertencia à própria brasileira.
A antiga melhor marca era de 1min41s47, estabelecida por Alessandra em São Paulo, em dezembro de 2025.
tempo, porém, não foi suficiente para garantir o ouro na classificação geral da prova. Como o Parapan-Pacífico adota o sistema multiclasses, os resultados são convertidos em pontos pelo Índice Técnico da Competição (ITC).
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Alessandra terminou com 1.033 pontos, enquanto o ouro ficou com sua compatriota Beatriz Flausino, que alcançou 1.047 pontos com o tempo de 1min12s43. Apesar de comemorar o recorde, Alessandra admitiu que deixou a piscina com a sensação de que poderia ter ido ainda melhor.
– É uma sensação de muita alegria, mas ainda um sentimento de que poderia ter sido melhor – disse a nadadora.
“Muito feliz pelo resultado”, celebra Alessandra Oliveira após recorde mundial
Beatriz Flausino, recordista mundial da classe S14, confirmou o bom momento e terminou os 100m peito na primeira posição pelo sistema de pontuação da competição. A paulista marcou 1min12s43, ficando a menos de um segundo do recorde mundial da classe, de 1min11s52. O resultado teve um gosto especial para a brasileira, que admitiu não ter alcançado o tempo que esperava, mas valorizou a medalha de ouro.
– Não foi o tempo que eu esperava, mas a posição que eu vinha buscando – disse Beatriz.
A australiana Jessica Johnstone terminou em terceiro, com 990 pontos.
Samuel Oliveira confirma estratégia e leva o ouro
Nos 50m costas das classes S1 a S5, o Brasil teve outra dobradinha parcial no pódio. Samuel Oliveira foi o campeão ao registrar 35 segundos, somando 1.004 pontos. O mineiro Gabriel Araújo, o Gabrielzinho, terminou na terceira colocação, com 946 pontos e o tempo de 54s65. A prata ficou com o japonês Eigo Tanaka.
Samuel revelou que mudou a abordagem em relação ao primeiro dia de competição. Segundo o nadador, a estratégia foi controlar o desempenho pela manhã e guardar energia para a final.
– Ontem, eu estava um pouco ansioso, tenso. Hoje, não, e deu muito certo – comentou Samuka.
Gabrielzinho, por sua vez, aproveitou a competição para testar novas estratégias pensando nos próximos grandes objetivos da carreira. O nadador destacou que a preparação tem como foco chegar aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles com o desempenho sob controle.
Alessandra Oliveira quebra recorde mundial nos 100m peito do Parapan-Pacífico de natação
Patrícia Pereira vence e comemora reação na carreira
Nos 50m peito da classe S3, Patrícia Pereira colocou mais um ouro na conta brasileira. A mineira venceu com 56s43, alcançando 914 pontos. A prova também teve outra brasileira no pódio. Lídia Cruz terminou em terceiro, com 759 pontos e o tempo de 1min01s96.
O resultado foi especialmente comemorado por Patrícia, que destacou a evolução apresentada nos últimos meses e a importância de continuar competitiva no alto rendimento. A nadadora revelou que chegou a pensar em abandonar a carreira, mas os resultados recentes ajudaram a renovar sua confiança.
– Quando eu chego aqui e consigo executar meu trabalho, isso fortalece minha convicção de seguir – falou a nadadora.
Lídia Cruz conquista duas medalhas
Lídia Cruz também teve um dia de destaque. Além do bronze nos 50m peito, a brasileira conquistou a medalha de prata nos 50m costas, nas classes S2-S5. Ela terminou a prova em 49s61, com 902 pontos. O ouro foi da norte-americana Katie Kubiak, que marcou 40s18 e somou 1.045 pontos, estabelecendo um novo recorde das Américas. A também norte-americana Leanne Smith completou o pódio.
Veja as imagens do pódio dos 100m peito do Parapan-Pacífico de natação
Brasil soma 11 medalhas
As sete medalhas conquistadas no segundo dia fizeram o Brasil chegar a 11 pódios no Parapan-Pacífico.
Realizado desde 2011, o Parapan-Pacífico reúne nadadores de diferentes países e foi criado por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão como uma competição internacional de alto nível para períodos sem Mundial ou Jogos Paralímpicos.
Uma das particularidades do evento é o formato multiclasses. Atletas de diferentes classes podem disputar a mesma série, e a classificação é definida pelo Índice Técnico da Competição, que transforma os desempenhos em pontuação levando em conta o tempo e a classe funcional de cada nadador.
A competição em Walnut termina neste domingo. As provas preliminares estão previstas para começar às 13h (horário de Brasília), enquanto as finais têm início às 21h30. geRead More