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CBF monta programa de ensino para atletas da base e estuda como tornar obrigatório no Brasil

CBF monta programa de ensino para atletas da base e estuda como tornar obrigatório no Brasil

EM 2025: Ricardo Gluck Paul apresenta projeto de sustentabilidade da CBF na COP 30, em Belém
O Brasil sustenta hoje cerca de 40 mil atletas nas categorias de base dos clubes, diz o vice presidente da CBF, Ricardo Paul, mas menos de 3% desses jogadores viram profissionais recebendo acima de cinco salários mínimos.
É pensando principalmente, nos 97% que não conseguem ou têm dificuldades de viver do futebol que a CBF montou um programa de capacitação para atletas na base.
A Confederação, através do programa CBF Impacta e do Comitê de Sustentabilidade da entidade, acertou com a Faculdade Estácio para executar a plataforma de aulas online e tenta começar a distribuir o projeto entre os jogadores e clubes a partir de 2027.
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– Queremos ter uma geração de atletas melhores, mas sobretudo olhar para os 97% que não vão ser atletas. Conseguir olhar para trás em algum momento e ver que mudamos a vida desses atletas – disse o vice-presidente Ricardo Paul.
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Nelson Terme/CBF
O dirigente revelou o plano em palestra no Fórum Sustentabilidade em Campo, nesta segunda-feira, e conversou com o ge para mais detalhes sobre o projeto.
Serão quatro semestres de formação online com cerca de cinco disciplinas por período baseado em um “conteúdo jovem”, assim diz o dirigente. E não será uma substituição ao ensino escolar.
– O conteúdo jovem é conteúdo acessível, vai ser composto de podcasts, algumas disciplinas interativas, seminários, uma coisa que o jovem já está acostumado a consumir. Não é um programa de substituição do colégio. Pelo contrário – explicou.
 – A gente vai trazer outras vertentes. Tem alguma coisa, por exemplo, de educação financeira, educação ambiental, mas de autoconhecimento também, educação antirracista.
– Acho que o clube também tem que ter essa preocupação, mas a gente vai entrar com essa parte de formação.
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O comitê de sustentabilidade estuda agora como tornar a formação obrigatória para os atletas, com o objetivo de ajudar no aumento do alcance da iniciativa entre os jovens.
Uma possibilidade pensada, por exemplo, é de torná-la obrigatória para o jogador poder estrear no profissional. Ou seja, precisaria ter concluído ou estar cursando a formação para poder estrear no time principal de seu clube.
– É uma contribuição de formação e de graça. São dois anos, agora se o menino entrou (no curso) e em um ano já se profissionalizou no clube, por exemplo, teria mais um ano para terminar. É uma ideia, estamos vendo possibilidades.
Ricardo Paul, vice-presidente da CBF e parte do programa CBF Impacta, citou projeto em palestra do Fórum Sustentabilidade em Campo
Camila Alves
O plano da CBF é que as atividades sejam assíncronas, disponíveis na plataforma para os atletas acessarem, mas com prazo de um semestre para completar cada módulo.
– A educação à distância tem uma ferramenta muito poderosa, que é desenvolver o autodidata. Você saber como é que você vai aprender. É um desafio, vamos aprender também ao longo do processo e pode ser que o projeto vá mudando. geRead More