Conheça o brasileiro que venceu estrelas do basquete 1×1 com arremesso inusitado; veja vídeos
Assista ao duelo entre MK e Igor Makavelli, com arremesso giratório
Uma das quadras do Parque Villa-Lobos, em São Paulo, estava lotada de fãs de basquete. A multidão cercava a área do garrafão, onde estava o canadense Matt Kiatipis (mais conhecido como MK), estrela do basquete 1 x 1, e o brasileiro Igor Makavelli.
A dupla travava um duelo equilibrado, acompanhado de perto por olhos atentos e celulares gravando cada jogada. Até que Igor deu um salto girando e arremessou a bola. Cesta! O arremesso inusitado levou o público ao delírio e garantiu a vitória ao brasileiro por 5 a 4 (assista ao lance no vídeo acima).
Igor Makavelli em duelo contra o canadense MK
Arquivo pessoal/Igor Makavelli
O vídeo da vitória teve mais de sete milhões de visualizações em uma rede social. Só não teve mais alcance que um outro vídeo com Igor, em desafio contra o estaduninense The Professor, tido como uma lenda do basquete 1 x 1. A vitória do brasileiro, natural de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, atingiu 12,3 milhões de visualizações nas redes sociais.
O triunfo sobre o The Professor ocorreu em junho do ano passado, em Venice Beach, Los Angeles, nos Estados Unidos. Para alcançar a vitória, Igor também usou o arremesso peculiar dele, que consiste em arremessar a bola com a mão saindo de trás da cabeça.
“O The Professor, para mim, é como o Ronaldinho Gaúcho, entendeu? Você vai bater uma bola com o Ronaldinho Gaúcho”, comentou Igor em entrevista ao ge.
— Ele entrou em quadra e eu pensei: ‘vou jogar com o The Professor’. Era meu sonho. Cheguei nele e falei que era um sonho estar com ele. Ele falou: ‘legal, mas quero que você me marque, que jogue sério’. Concordei. E a gente ganhou dos caras. Eu fiz uma partida incrível, tava no meu melhor dia, no melhor momento. A gente ganhou do The Professor, do Chris Staples (influencer de basquete 1 x 1) por 13 a 10. Foi uma partida insana. Nesses 13 pontos, acho que eu fiz 11 ou 10 pontos — contou.
Igor Makavelli comenta sucesso após vencer estrelas do basquete 1 x 1
Duelo contra The Professor
Igor nasceu em Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo, e pratica basquete desde os 11 anos. Fã de Michael Jordan e outros craques da NBA, jogou campeonatos de basquete 5 x 5 pela cidade natal, mas também começou a se interessar também pelo basquete de rua. Após parar com o basquete 5 x 5, migrou para o 1 x 1. Os vídeos de Grayson Scott, mais conhecido como The Professor, sempre foram apreciados por Igor.
O estaduninense é uma lenda do basquete de rua e tem mais de cinco milhões de seguidores em uma rede social. Em junho de 2025, Igor foi aos Estados Unidos pela primeira vez com o intuito de jogar basquete de rua. Em uma quadra de Venice Beach, na cidade de Los Angeles, começou a disputar duelos.
Um homem, que vestia uma jaqueta da marca de The Professor, assistia ao jogo e falava ao telefone olhando para Igor. Até que convidou o brasileiro para participar de uma gravação com o influencer Chris Staples. Convite aceito.
– A gente estava jogando dupla contra o Chris Staples e outro influencer, eu não me recordo o nome. Quando a gente estava disputando a terceira partida, chegou o The Professor. O The Professor chegou de muleta. E um dos caras que estava jogando contra a gente, forjou uma lesão, como se tivesse se machucado. Eu não sabia que o The Professor ia entrar na quadra – contou.
Igor Makavelli ao lado de The Professor, lenda do basquete de rua
Arquivo pessoal/Igor Makavelli
– O The Professor jogou a muleta no chão e tomou o lugar do cara que tinha forjado a lesão. Era tudo filmado, tinha uma equipe lá gravando. Falei: “Pô, seja o que Deus quiser. Vou jogar com o The Professor, meu sonho – completou.
O brasileiro superou The Professor no desafio e surpreendeu a estrela com os arremessos que saem atrás da cabeça.
– Foi incrível. Durante o jogo, ele ficou bravo, porque ele não esperava que fosse ganhar dele. Ele veio conversar comigo e falou: “Cara, você realmente arremessa assim?” Eu falei que sim, que meu jogo é arremessar e arremesso desta forma – contou.
– Ele me deu camisa, bermuda, tirou uma foto comigo. Depois do jogo, ele falou: “Eu nunca vi nada parecido. Eu nunca vi ninguém arremessando que nem você”. Hoje, eu converso com ele na DM do Instagram. Ele me dá dicas – acrescentou.
Duelo entre Igor Makavelli e The Professor
Reprodução/Canal The Professor
Duelo contra MK
Com o sucesso da vitória sobre The Professor, Igor Makavelli começou a ganhar seguidores e ficar mais conhecido no meio do basquete de rua. No início deste ano, o canadense MK, estrela do basquete 1 x 1 com mais de três milhões de seguidores em uma rede social, veio ao Brasil. No Parque Villa-Lobos, iria disputar alguns desafios.
Igor Makavelli foi convidado para comparecer no local e enfrentar MK.
– Fui sem pretensão nenhuma de ganhar do cara. Porque o cara é muito bom, né? Quase 10 anos mais jovem do que eu, em forma. Mas quando pisei na quadra com o cara, comecei a ver o jeito de jogo dele. Falei: “eu posso ganhar desse cara. Ele não é tão bom quanto eu imaginava que ele fosse”. E foi o que foi. Eu ganhei dele de 5 a 4. Era melhor de cinco – contou.
Igor Makavelli em duelo contra MK
Arquivo pessoal/Igor Makavelli
O arremesso, mais uma vez, fez a diferença para a vitória.
– Durante a partida com o MK, eu tava tomando muita pancada. Falei: “mano, ele não vai deixar eu arremessar a bola do jogo. Ele vai fazer falta. Vou fazer o arremesso giratório, porque ele não vai esperar”. Aí eu fiz esse arremesso e caiu. Minha melhor forma de ganhar o jogo foi fazendo esse arremesso aí – comentou.
– O pessoal não acreditou. Muita gente questionou, falou que foi sorte. Mas eu disse que é só pegar os meus vídeos e ver que faço esse arremesso há muito tempo – completou.
O arremesso inusitado
Igor Makavelli diz que faz esse arremesso há muito tempo. Esse “muito tempo” se refere à adolescência, quando começou a jogar basquete. De tanto levar tocos de dois irmãos mais altos, começou a buscar uma forma de surpreender os oponentes e conseguir arremessar.
– Eles me davam toco a todo momento e ficavam me zoando. Eu comecei a desenvolver esse arremesso por trás da cabeça para conseguir escapar do toco. E não é um arremesso certo. Eu demorei muito para acertar esse arremesso. Foi na força da tentativa e erro. Comecei a arremessar quando eu tinha 11, 12 anos. Comecei a acertar e a ficar bom aos 16, 17. Antes eu era jogador mais de infiltração, era mais contato físico – disse Igor.
Igor Makavelli explica arremessos atrás da cabeça
– Hoje, por causa do meu peso, das minhas lesões, eu arremesso mais. E o meu arremesso ficou desse jeito, saindo de trás da cabeça. E quando eu comecei a acertar o arremesso, eu comecei a treinar arremesso pulando para trás, pulando para frente. Comecei a fazer arremesso pulando, girando. Esse arremesso girando, eu sempre fazia isso quando a gente estava ganhando a partida de uns cinco, seis pontos de diferença – acrescentou.
Os arremessos hoje fazem sucesso e Igor diz que recebe pedidos para gravar mais vídeos de tutoriais explicando como fazer esses arremessos diferentes.
Futuro no basquete
O basquete é um hobbie que Igor cultiva desde a infância e, hoje, divide-se entre arremessos e o trabalho como analista de qualidade em uma empresa que desenvolve softwares. Diz gostar do ramo da tecnologia e o emprego também é essencial para pagar as contas e poder viajar.
– Quero continuar viajando e jogando basquete pelo mundo. Basicamente, é o que esses caras fazem. Quero viajar para a China, Japão. Eu quero voltar para a Europa. Joguei basquete na Europa também. Mas na época eu não filmei nada. Agora eu quero fazer isso, eu chegando na praça e jogando basquete com o pessoal de cada lugar do mundo – afirmou.
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– O pessoal gosta muito. Vejo o pessoal, nos comentários que eu recebo e são muito bacanas, falando que estou representando o Brasil. Falo: “gente, quem está representando o Brasil é atleta olímpico. É atleta profissional. Ele, sim, representa o Brasil”. Eu sou só um cara que ama o esporte. Estou indo jogar, mas o pessoal veste a camisa. O pessoal tem essa parada de torcer pelo seu país. Mesmo que não seja um esporte profissional. Um esporte armador ou um basquete de rua. Isso é muito legal – completou Igor Makavelli. geRead More


