Conheça Vicky Farfus, piloto de 15 anos que sonha em ser a primeira mulher brasileira na Fórmula 1
Vicky Farfus sonha em chegar à Fórmula 1
— Eu gostaria muito de ser a primeira brasileira a competir na Formula 1.
Esse é o objetivo de Vicky Farfus, piloto de 15 anos que tem o automobilismo correndo nas veias. Filha do piloto Augusto Farfus, campeão da Copa do Mundo de GT em 2018 e do Intercontinental GT Challenge em 2020, ela trilha o caminho rumo à elite da modalidade.
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Crescendo sob influência do pai, Victória iniciou no kart aos 12 anos. A primeira corrida foi pelo Campeonato Italiano, considerado um dos principais do mundo.
— Eu me apaixonei, mas não sabia se era o que eu queria. Então ele me colocou em uma corrida do Italiano, eu fui para a qualificatória chorando porque eu estava muito nervosa e saí com sorriso no rosto porque tinha adorado a experiência. Desde aquela corrida, eu sabia que era isso o que queria para a minha vida – disse, em entrevista ao ge.
Vicky Farfus
Divulgação/Redes sociais
Hoje com 15 anos, a curitibana Vicky Farfus mora em Monaco, onde concilia a rotina no automobilismo com os estudos. A escola, por exemplo, flexibiliza as datas de provas de acordo com o calendário de corridas da piloto.
Augusto Farfus exerce o papel de incentivador e também aconselha com base na experiência nas pistas. O pai acompanha a filha nas viagens e dá um “puxão de orelha” quando necessário.
— A nossa relação cresceu muito, porque viajam só nós dois para as corridas. Ter ele como coach é muito melhor, porque sabe os erros que cometeu, ele me fala para não cometer os mesmos erros, e me ensina tudo. Vê meus erros e fala na hora, então consigo melhorar muito mais rápido tendo ele perto de mim.
Quebrando barreiras
Apesar do pouco tempo de carreira, Vicky atingiu um feito importante ao se tornar a primeira mulher entre os cinco primeiros colocados na Copa do Mundo de Kart da FIA, em 2025. Neste ano, ela disputa o Ginetta Junior Championship, sua primeira temporada em carros.
A categoria é um importante caminho para chegar aos carros de fórmula e revelou nomes como Lando Norris. É ainda uma ponte até a Fórmula 4. A missão da piloto é quebrar paradigmas e abrir portas na modalidade.
— Os meninos não gostam de ter uma menina na frente, sentem que as meninas não são capazes. Mas acho muito legal terminar na frente e provar que eu consigo.
A piloto conta que sua principal inspiração é Susie Wolff, ex-piloto e atualmente gestora da F1 Academy, categoria criada em 2023 para desenvolver talentos femininos na modalidade.
— Eu admiro muito a Susie Wolf, ela é uma mulher do automobilismo que conseguiu criar muito e crescer muito. Eu admiro muito ela.
Vicky Farfus ao lado do pai, Augusto Farfus
Divulgação/Redes sociais
Servir de inspiração
Ao longo de 76 anos de história, a Fórmula 1 teve cinco mulheres inscritas em etapas do Mundial, mas só duas conseguiram largar em uma corrida. A trajetória feminina no esporte começou com a italiana Maria Teresa de Filippis, em 1958. Lella Lombardi tornou-se a única mulher a pontuar em uma corrida, ao somar meio ponto no GP da Espanha de 1975.
Na sequência, vieram Divina Galica, Desiré Wilson e Giovanna Amati, que foi a última mulher a buscar uma classificação, em 1992. Vicky Farfus almeja pôr fim ao período de mais de 30 anos sem uma mulher no grid da Fórmula 1.
— As mulheres estão crescendo no esporte. Eu gostaria muito de inspirar as meninas mais jovens para que vejam que conseguem chegar nesse nível.
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