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Copa do Brasil dá novo horizonte a times sufocados pelo Brasileirão

Copa do Brasil dá novo horizonte a times sufocados pelo Brasileirão

Vasco classificado! Veja a festa da torcida do Cruz-Maltino ao fim do jogo
A vitória de 3 a 1 do Vasco sobre o Fluminense, nesta quarta-feira, foi o grande fato da semana na Copa do Brasil. A classificação cruzmaltina às quartas de final ofereceu à torcida argumentos para ser feliz, um comportamento que não tem sido exatamente corriqueiro nos últimos anos. O Vasco correu e jogou, caçou e atacou. Alcançou a vaga com absoluta justiça.
Foi a vitória do 18º sobre o quarto colocado do Brasileirão. E também a vitória de quem pode se permitir o luxo de vislumbrar algum horizonte. Desde a chegada do técnico Pedro Emanuel, o time tem apenas uma derrota em seis jogos. Não são desempenho e números de rebaixado.
Puma Rodríguez em Fluminense x Vasco
André Durão/ge
O curioso é que a mesma esperança acompanha outras equipes em situações parecidas – o Grêmio, o Santos, quem sabe o Inter. Na Arena, o Tricolor, primeiro integrante do Z-4, eliminou o Mirassol com vitória por 1 a 0. Foi uma atuação muito inferior à do Vasco no Maracanã. As falhas estruturais da equipe de Luís Castro (dificuldade de criação, oscilação em uma mesma partida, incapacidade de ser dominante, erros de posicionamento na marcação) seguem evidentes. Mas surgem algumas esperanças: o retorno de Villasanti começa a mudar a dinâmica do meio, Wallace tem duas partidas muito seguras na defesa, Diego Caito parece ter condições de assumir o flanco direito.
Enquanto isso, o Santos vai aos tropicões, mas vai. Com a vitória de 1 a 0 sobre o Remo em Belém, garantiu classificação na Copa do Brasil, assim como havia feito na Sul-Americana. São resultados que trazem respiro a Cuca, em uma batalha constante para encontrar um time titular em um elenco recheado de jogadores que deixaram o auge no passado. As atuações ainda preocupam.
Neymar comemora gol do Santos contra o Remo
Fernando Torres/AGIF
E tem o caso do Inter, com a classificação pendente. O técnico Paulo Pezzolano faz malabarismos com um elenco muito limitado – vide a lesão de Villagra, que se tornou desfalque no jogo de volta contra o Corinthians, nesta quinta-feira, após ter sido um dos melhores em campo na vitória de 2 a 0 na ida. Apesar das limitações técnicas, o Inter se entrega à estratégia do técnico, marca o tempo todo, corre até o limite, e assim também pode sonhar com dias melhores.
Todos eles passam, em algum momento, a sensação de que, jogando assim, não serão rebaixados. O problema é que Brasileirão e Copa do Brasil são dois universos distintos, dois países que falam línguas diferentes. No ano passado, o torneio mata-mata foi decidido entre o 13º (o Corinthians) e o 14º (o próprio Vasco) na classificação final do campeonato de pontos corridos. Em 2012, o Palmeiras ganhou a Copa do Brasil e foi rebaixado no Brasileiro. O mesmo aconteceu com o Juventude em 1999.
É provável, pela atual configuração da tabela, que ao menos um dos principais clubes do Brasil seja rebaixado – talvez dois. Eles terão um longo trajeto, quase um turno inteiro, para fugir desse destino. E poderão usar o alívio da Copa do Brasil para encontrar o caminho da salvação. geRead More