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Cuca assume culpa por derrota do Santos, mas faz cobrança ao elenco: “Ter mais alma”

Cuca assume culpa por derrota do Santos, mas faz cobrança ao elenco: “Ter mais alma”

Palmeiras 3 x 0 Santos | Melhores momentos | Ida das quartas de final | Copa do Brasil 2026
O técnico Cuca assumiu a responsabilidade pela derrota do Santos por 3 a 0 para o Palmeiras, na noite desta quarta-feira, no Nubank Parque, pelo primeiro jogo das quartas de final da Copa do Brasil. Abatido, o comandante pediu “mais alma” ao time em jogos desse porte.
– Qualquer crítica a nós e a mim, vocês têm toda razão. Quando perde um clássico de 3 a 0, não tem justificativa. O maior responsável sou eu. Foi erro meu. Assumo a responsabilidade maior da derrota. O jogador tem participação, é obvio, mas assumo sem dúvida a maior parte. O que vier de crítica, principalmente o torcedor do Santos, tem toda razão.
– A gente precisa entender que jogos decisivos assim tem que jogar melhor, ter mais espírito, ter mais alma. Quem sabe mais para frente a gente possa entender melhor, em outras competições ou na quarta-feira que vem – disse o treinador, durante entrevista coletiva.
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Ele também explicou a ausência de Neymar, que estava pendurado com dois cartões amarelos e não gosta de atuar em gramado sintético. O camisa 10 foi relacionado para o jogo, mas nem sequer viajou com a delegação para São Paulo.
– A ausência do Neymar tem suas razões, vocês sabem. Foi o tal do controle de carga, não poder ter uma sequência de desenvolver o futebol dele jogando aqui, domingo e na quarta, os dois cartões que ele tinha. Ele está isento. Por ele, teria vindo jogar. É uma responsabilidade da comissão técnica.
– Relacionei o Neymar porque chegamos a discutir a vinda dele, gramado sintético e importância dos jogos. São vários motivos, não uso a palavra arrependimento (por não ter trazido). Mas faz muita falta para nós, engrandece a equipe.
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Cuca em Palmeiras x Santos, pela Copa do Brasil, no Nubank Parque
Marcos Ribolli
Cuca optou por colocar em campo um time com três volantes e deixou Gabigol no banco de reservas. A estratégia não surtiu efeito, e o Santos correu o risco de deixar a capital paulista com uma derrota ainda maior.
– O jogo estava mais para nós, perdemos uma grande chance com o Igor. Não lembro de eles terem tido uma chance clara. Acabaram fazendo o gol, e dali para frente desestabilizou. Se muda 1 a 0, é outra coisa. Mudou 2 a 0, tínhamos em mente as trocas, mas o adversário se posta bem no plano de contra-ataque, e cedemos diversos contra-ataques. O Palmeiras poderia ter feito o terceiro gol antes, poderíamos antes ter feito um gol com Arão de cabeça. Foi um segundo tempo muito ruim, não deu nada certo – explicou Cuca.
Veja outros pontos da entrevista coletiva de Cuca:
É possível reverter o placar na Vila?
– Juntar forças um do outro, de onde a gente puder, o momento vai ser duro. Nós não representamos bem o clube, o torcedor, e isso é inadmissível, principalmente para o torcedor. Temos que nos fortalecer mais em todos os sentidos. Domingo é outra competição, aí vamos ver o que acontece domingo para pensar na quarta-feira. Futebol tudo é possível.
– O que consigo ver de coisa boa é a hombridade de cada um. O que já passaram esse ano, o que passam. Não preciso entrar em detalhes. Ninguém pôs a faca no pescoço de ninguém, um grupo que foi mal. Domingo é outro dia e outra história.
Gabigol no banco
– Não tem motivo, não conseguimos segurar a bola no segundo tempo. A estratégia até tomar o primeiro gol estava dentro do script.
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Onde errou?
– O sistema defensivo não é a linha de zaga, não são os laterais. É o conjunto. Quando não toma gol, a zaga é boa. Até tomar o segundo gol tinha defendido bem. O Palmeiras não criava. Uma bola daquela, tínhamos estratégia. Tinha que caminhar no 2 a 0, pelo menos. Tomar o segundo ali em cima fica difícil reverter pelo nível de jogadores que o Palmeiras possui.
Opção por Caballero titular
– Aspecto técnico. Caballero junto, não gosto falar de tática, tem muita coisa que vai rolar. O Palmeiras joga com marcação individualizada quase o campo todo. Não deu certo, mas a ideia era boa. Com a marcação individualizada, e conseguisse ter no último terço três rápidos contra os três defensores, teria vantagem. Foi isso o que treinamos, mas não conseguimos fazer isso no jogo. A impaciência do estádio viraria, uma pena ter tomado o primeiro gol e da forma que tomamos. Poderíamos ter evitado.
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