RÁDIO BPA

TV BPA

Dólar abre em queda, de olho em alta do petróleo e à espera da ata do Fed

Dólar abre em queda, de olho em alta do petróleo e à espera da ata do Fed

 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (19) em queda, com um recuo de 0,24% perto das 9h, cotado a R$ 5,2081. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ A piora das tensões no Oriente Médio traz mais um dia de alta para o petróleo. Nesta quarta-feira, o “Financial Times” afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos Estados Unidos na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada. O cenário volta a trazer incertezas sobre a abertura do Estreito de Ormuz e os efeitos do conflito na inflação global.
Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,68%, cotado a US$ 91,64, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,80% no mesmo horário, a US$ 85,62.
▶️ Na agenda econômica, as atenções ficam com a nova ata do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). A expectativa é que o documento traga indicações sobre como os dirigentes da instituição têm visto a economia dos EUA e quais os sinais para o futuro dos juros no país.
▶️ No Brasil, o cenário político e eleitoral também fica no radar. O foco fica com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 no Senado. Para parte dos investidores, a possibilidade de tramitação pode favorecer a campanha de Lula e aumentar as preocupações sobre os gastos públicos em um eventual novo mandato.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,04%;
Acumulado do mês: +3,00%;
Acumulado do ano: –4,87%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,36%;
Acumulado do mês: -6,55%;
Acumulado do ano: +3,79%.
Petróleo volta a ficar no centro das atenções
O mercado internacional de petróleo voltou a ficar no centro das atenções. Nesta quarta-feira, o jornal britânico Financial Times afirmou que o Irã considera atacar alvos militares dos EUA na Europa caso a guerra entre eles tenha uma nova escalada.
Um dos potenciais alvos seria a base aérea búlgara de Bezmer, que desde o mês passado tem sido utilizada por aeronaves do Exército dos EUA para reabastecimento;
Outra instalação que poderia ser visada é uma base aérea britânica no Chipre que já havia sido atacada por um drone iraniano em março.
Além disso, o regime iraniano também tem considerado a possibilidade de atacar cabos submarinos de fibra óptica no Estreito de Ormuz em caso essa nova escalada ocorra, segundo o FT. Tais ataques, caso venham a ser postos em prática, serviriam para elevar os riscos e consequências do conflito para os EUA, disseram as fontes iranianas ao jornal.
Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, ameaçou declarar o Estreito de Ormuz como território dos EUA —algo inviável e proibido à luz do direito internacional— e bombardear o aliado Omã caso o país chegue a um acordo com o Irã sobre o controle da navegação comercial na via marítima.
Teerã, por sua vez, que disse estar perto de concluir o acordo com o Omã, elevou o tom ao impor um ultimato aos EUA e afirmar que passaria a tomar uma postura mais ofensiva na guerra caso as negociações com a Casa Branca para o fim do conflito fracassem.
As tensões voltam a elevar preocupações sobre a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra, e seus efeitos na inflação e na oferta de energia pelo mundo.
LEIA MAIS
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Por quanto tempo o Irã pode sustentar a guerra com os EUA e Israel?
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda, com uma venda massiva de ações de chips e robótica em meio a preocupações com a economia e após resultados corporativos abaixo do esperado.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, recuou 2,9%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, caiu 2,4%. Entre os demais índices da região, o Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,09% e o Nikkei,, do Japão, teve perdas de 3,16%. O Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 5,80%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Dado Ruvic/ Reutersg1 > EconomiaRead More