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Domínguez completa seis meses no Atlético-MG e supera marca de Sampaoli

Domínguez completa seis meses no Atlético-MG e supera marca de Sampaoli

A cara do Barba: como técnico transformou o Galo em seis meses
Em seis meses de trabalho, Eduardo Domínguez já colocou o próprio DNA no Atlético-MG. O elenco está alinhado com as ideias do argentino e vem embalado: invicto há 11 jogos. O comandante já superou marca de Sampaoli, compatriota que o antecedeu no Galo.
Domínguez chegou a marca de 33 jogos, o mesmo número de partidas de Sampaoli na última passagem pelo Atlético. Barba, contudo, supera as estatísticas do antecessor: já acumula 15 vitórias, oito empates e 10 derrotas, com aproveitamento de 53%.
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Sampaoli deixou o Atlético com 10 vitórias, 15 empates e oito derrotas, com aproveitamento de 45%. O argentino foi demitido em fevereiro. Dias depois, Domínguez chegou a Belo Horizonte para assumir o cargo.
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Domínguez auxilia jogadores do Atlético-MG
Pedro Souza/Atlético
O apoio tem sido no vestiário e também nas arquibancadas. O torcedor do Atlético que se animou com algumas atuações do time chamou Domínguez de “Barbola”. Além disso, o estilo de jogo ganhou um apelido: barbabol.
O tal modelo de jogo é direto. Nada mais é do que um time com linhas baixas, mais focado na defesa e menos preocupado em ter volume.
Meia-atacante do Atlético, Bernard falou sobre os seis meses de Domínguez à frente do time. O jogador reconheceu que ainda há fatores a melhorar. Isso porque o Galo sofre com oscilações na temporada.
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– A gente sabe também que, independentemente dessa sequência de invencibilidade que a gente vem vivendo, em alguns momentos, a gente teve uma oscilação. Precisa melhorar, precisa fazer coisas melhores. Eu acredito que o elenco entendeu aquilo que ele quer. E acima de tudo, abraçou a ideia e tem tentado.
Bernard, jogador que cresceu com Domínguez
Pedro Souza/Atlético
Por mais que a equipe esteja invicta após a Copa do Mundo, as atuações não tem sido convincentes, principalmente nos jogos mata-mata. Diante do Ceará (Copa do Brasil), Juventude (Copa do Brasil) e Bragantino (Sul-Americana), o Galo se salvou nos últimos minutos.
– Espero que a gente possa continuar crescendo. Não só como time, mas individualmente também. Acredito que quando a gente vai elevando o nosso nível individualmente, taticamente, vai crescendo e vai crescer cada vez mais – falou Bernard.
O estilo discreto e contido do treinador não significa que o trabalho não tenha tido momentos de tensão. Logo no começo da passagem, foi flagrado chutando garrafa de água, além dos jogos de inconstância.
Em abril, depois de dura derrota para o Coritiba por 2 a 0, foi ventilado que Domínguez teria pedido para entregar o cargo. Ele negou veementemente. Por mais que possa ter balançado na função, a confiança retornou logo depois.
O crescimento do Atlético foi visível. A equipe está na sétima posição, com 33 pontos, a seis pontos do G-5, zona de classificação para a próxima Libertadores, objetivo tão sonhado para a temporada.
O técnico ainda segue vivo em mais duas competições. Outro caminho para alcançar o objetivo é por meio da Sul-Americana, que está classificado às quartas, ou pela Copa do Brasil, que também disputará as quartas de final.
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