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Entenda como Lady Gaga pode levar o Brasil às Olimpíadas de Los Angeles na ginástica rítmica

Entenda como Lady Gaga pode levar o Brasil às Olimpíadas de Los Angeles na ginástica rítmica

Mundial de Ginástica Rítmica garante vaga antecipada nas Olimpíadas de Los Angeles
“A gente quer enfeitiçar o ginásio todo na Alemanha.” A técnica Camila Ferezin brinca com o enredo de “Abracadabra”, hit de Lady Gaga. Atual vice-campeão mundial, o conjunto do Brasil vai personificar a dama de vermelho pronta para lançar seu feitiço no Mundial de ginástica rítmica, em Frankfurt, neste fim de semana. A música da cantora pop é a aposta para substituir a coreografia de “Evidências”, de Chitãozinho e Xororó, e levar o Brasil às Olimpíadas de Los Angeles. As ginastas medalhistas da prova geral, a prova olímpica, garantem antecipadamente a vaga nos Jogos de 2028.
O sportv 2 transmite ao vivo as finais do Mundial de GR de Frankfurt a partir de sexta-feira com as disputas individuais, enquanto o conjunto entra em ação no fim de semana.
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Conjunto brasileiro se apresenta na final do Pan-Americano de ginástica rítmica
Adeus, Evidências!
No ano passado, o Brasil conquistou suas primeiras medalhas da história no Mundial de ginástica rítmica. Em casa no Rio de Janeiro, foi prata na prova geral, que soma as duas séries e é a única disputada em Olimpíadas. Ao som de “Evidências”, também foi prata na série mista, com dois tipos de aparelhos.
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Os conjuntos costumam mudar de coreografia a cada temporada, mas desta vez a mudança era indispensável, apesar do sucesso de “Evidências”. É que os aparelhos para 2026 foram trocados pela World Gymnastics (Federação Internacional de Ginástica). No ano passado, a série mista era apresentada com três bolas e dois arcos. Agora são três arcos e dois pares de maças.
Novamente ao som de “Evidências”, conjunto brasileiro se apresenta no Mundial de Ginástica
A escolha por Abracadabra
A busca por uma substituta para “Evidências” foi curta. Pouco tempo depois do Mundial do Rio de Janeiro, “Abracadabra” foi anunciada como tema do conjunto do Brasil. Uma estratégia para evitar que outros países escolhessem a música que bombou em 2025. O show de Lady Gaga em Copacabana foi a inspiração. Do Rio para encantar o mundo.
– Vimos o show da Lady Gaga no Rio de Janeiro, onde a gente conquistou a nossa medalha, e aquela energia que foi aquela música “Abracadabra”, e nos tocou muito forte. O árbitro Leo Palitot que mandou pra mim, e eu logo de cara falei: “Essa é a música”. Coincidiu com a energia que a gente tava vivendo naquele momento. A gente quer enfeitiçar o ginásio todo na Alemanha. Tá indo muitos brasileiros assistir, tem muitos brasileiros lá. Acho que essa música como é tão conhecida vai enfeitiçar com certeza, e essa energia vai passar para as meninas dentro de quadra, tenho certeza, vai ser sucesso – contou a técnica Camila Ferezin.
Conjunto brasileiro briga por grande objetivo da temporada
Melogym/CBG
Versatilidade à prova
Além da identificação com o enredo de “Abracadabra” e o desejo de usar um hit internacional para encantar o mundo, a escolha pela música de Lady Gaga passou pela exigência das maças por um ritmo mais enérgico – a bola é um aparelho mais propício a sons mais românticos, como “Evidências”. A técnico Camila Ferezin entendeu que era hora de mostrar versatilidade com uma trilha sonora diferente dos tradicionalmente apresentados pelo conjunto verde-amarelo, como o samba.
– Os movimentos são desconstruídos, são umas monstrinhas. Na ginástica sempre tudo é tão técnico, o ballet clássico, os movimentos elegantes… Em vários momentos são movimentos que a gente não costuma ver dentro da quadra. Acho que isso foi um diferencial do Brasil.
Seleção de Ginástica Rítmica revela coreografias para Olimpíadas
As ginastas mergulharam no processo de desconstrução dos movimentos. Foram muitas horas assistindo ao clipe de “Abracadabra” para montar coreografias e entender a expressão corporal das monstrinhas, algo que conta muitos pontos na ginástica rítmica. As brasileiras contam que a coreografia foi bem recebida pelos torcedores e pelos árbitros.
– Foi muito bom, porque é uma música conhecida mundialmente. Em qualquer lugar, todo mundo reconhece. São propostas muito diferentes. A gente usou “Evidências” para competir o Mundial em casa, porque a gente sabia que o público ia vir junto com a gente, então a gente conseguiu se entregar a isso. Uma música mais sertaneja, mais lenta, mais sentida. Mudou completamente para uma música rápida, bem batida. Foi um processo bem longo para a gente sair um pouco do clássico e tentar transformar um pouco nessa parte de monstrinhas. A gente teve que realmente se desmontar para interpretar essa música, e a gente tá amando – disse a ginasta Sofia Madeira.
“Abracadabra” é chave para vaga olímpica
A coreografia brasileira de “Abracadabra” é um ponto chave para a seleção brasileira. A série tem uma das maiores dificuldades apresentadas nesta temporada, o que significa maiores riscos também. Na etapa de Milão da Copa do Mundo, em julho, uma prévia para o Mundial com quase todos os principais conjuntos – a Rússia foi a única ausência -, o Brasil foi campeão da prova geral cravando “Abracadabra” para receber 28,000 pontos. Um dia depois, nas finais por aparelhos, teve falhas e só recebeu 25,000 pontos, uma diferença que pode tirar a medalha do Brasil.
A série mista é a que costuma ser mais difícil para todos os conjuntos. Atual campeã olímpica, a China tem a melhor nota do mundo neste ano na série mista (29,250), seguida pelas brasileiras (28,900).
Conjunto brasileiro é campeão geral no Pan-Americano de Ginástica Rítmica
CBG
“Feeling Good” – o desabrochar das ginastas
A World Gymnastics também fez mudanças para a série simples, em que todas as ginastas manuseiam o mesmo aparelho. Saíram as cinco fitas, entraram as cinco bolas. Por isso, a trilha sonora ligada à identidade brasileira (“O que é, o que é?”, “Aquarela do Brasil”, “Come to Brazil” e “Samba do Brasil”), deu lugar à identidade das ginastas. “Feeling Good”, clássico do jazz imortalizado na voz de Nina Simone e regravado por Michael Bublé, explora a sensualidade de ginastas em uma fase de transição, de meninas para mulheres empoderadas.
– Tem muito a ver com o momento que estamos vivendo, esse sentimento bom, as meninas mulheres, mais maduras, experientes, empoderadas. Aí vem o inverso da coreografia do “Abracadabra”. Os movimentos mais elegantes, mais sensuais. Isso é uma novidade também. Eu nunca tinha assistido a um conjunto que fizesse com esse estilo de música. No começo todo mundo falava bastante do “Abracadabra”, agora as pessoas estão amando a coreografia do “Feeling Good”. As meninas estão cada vez mais conseguindo interpretar essa música. São duas propostas bem diferentes que vão chamar atenção com certeza nesse momento tão importante como é o Mundial – disse Camila Ferezin.
O conjunto do Brasil está na subdivisão B do Mundial, que se apresenta no sábado, entre 8h45 e 10h38 (horários de Brasília). As notas já contam para a final da prova geral e, consequentemente, para a disputa pelas vagas olímpicas. O domingo é o dia das finais por aparelhos.
Brasil tira 29.250 no conjunto simples na final do Pan-Americano de ginástica rítmica geRead More