ENTENDA: o que será definido no arbitral marcado para quinta-feira na Sede da FPF
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O novo Campeonato Pernambucano promete mudar a dinâmica do futebol estadual. Com mais clubes envolvidos e duas etapas de disputa, o formato amplia oportunidades, principalmente para equipes do interior, mas também aumenta os desafios de organização e planejamento.
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Taça da final do Campeonato Pernambucano
Marlon Costa/AGIF
Segundo o presidente da Federação Pernambucana, Evandro Carvalho, em entrevista dada a rádio CBN, a proposta do novo modelo do estadual partiu da CBF e promete dobrar o calendário dos clubes intermediários pernambucanos. “O projeto da CBF foi recebido com uma euforia pelos clubes, principalmente aqueles que estavam em divisões inferiores”, comenta.
Então, a principal mudança está justamente na estrutura. Como já conhecido, o primeiro turno será disputado ainda em 2026 e classificará equipes para a etapa seguinte, em janeiro, quando estarão os sete clubes previamente garantidos na disputa pelo título. Nas últimas apurações do ge, mais de 25 equipes já se manifestado com relação a garantia de participação da competição. (+ Veja lista)
Mas quantidade também traz dificuldade. A entidade pernambucana de futebol precisa organizar uma competição com clubes de estruturas financeiras e esportivas muito diferentes, além de administrar questões envolvendo documentação, disponibilidade de estádios e calendário. Evandro Carvalho afirmou que as prorrogações dos prazos têm justamente o objetivo de permitir que mais filiados consigam cumprir as exigências.
Clubes em arbitral na Federação Pernambucana de Futebol (FPF)
Rafael Vieira/FPF
A definição da data de início também passa pelo Conselho Técnico. A previsão trabalha com duas possibilidades, 10 ou 14 de outubro, mas a palavra final será dos clubes. Segundo o dirigente, a Federação pode apresentar sugestões, projeções de custos e alternativas, mas não participa da votação que define data, formato e regulamento.
Qualquer mudança nesse cronograma interfere diretamente na preparação das equipes. Para quem ainda está contratando jogadores, definindo comissão técnica ou iniciando pré-temporada, alguns dias podem alterar planejamento físico, amistosos e até o período dos contratos. Por isso, quanto antes houver uma definição, maior será a segurança para os clubes.
Antes do arbitral, as equipes também precisam avançar na parte administrativa, com apresentação de receitas dos anos anteriores. Outra exigência é a indicação do estádio que será utilizado durante a competição. O próprio Evandro explicou que a legislação determina parte dessas obrigações e que os clubes precisam comprovar onde pretendem mandar seus jogos na ora de confirmarem a participação no torneio.
Outro ponto importante do novo modelo é a tentativa de fortalecer o futebol de base. A proposta da Federação Pernambucana é que os clubes utilizem atletas Sub-20 entre os jogadores relacionados para as partidas do primeiro turno. A quantidade proposta pelo presidente da FPF é de dez atletas relacionado por equipe, mas a quantidade final será votada do Congresso Técnico entre os dirigentes dos clubes. O número varia entre sete a dez atletas. Além de reduzir parte dos custos dos elencos, a medida pode aumentar a minutagem dos jovens e criar uma vitrine para que atletas dos clubes do interior sejam observados e negociados por equipes de maior investimento.
Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Futebol
Rafael Vieira/AGIF
Financeiramente, esse talvez seja um dos maiores testes do modelo. Um calendário maior pode significar mais exposição, patrocinadores e receitas, mas também aumenta despesas com salários, viagens, hospedagem e operação dos jogos. Para clubes de orçamento reduzido, disputar por mais tempo só será vantagem se as novas receitas acompanharem o aumento dos custos.
Para o torcedor, as principais respostas devem começar a surgir a partir do Conselho Técnico. Data, formato, regulamento e critérios da competição serão discutidos pelos próprios clubes. O novo Pernambucano nasce com potencial para ampliar o futebol estadual, mas o verdadeiro teste será transformar um campeonato maior em uma competição também organizada, competitiva e financeiramente sustentável. geRead More


