Gilson Kleina aceita desafio para ser técnico da Ponte pela sexta vez na carreira
Sem pagamento, elenco da Ponte suspende atividades: ‘Sentimento de abandono’
O técnico Gilson Kleina está a caminho de Campinas para assinar com a Ponte Preta e substituir Márcio Zanardi, que pediu demissão na quarta, quando o elenco decidiu suspender as atividades por causa dos salários atrasados.
Gilson deixou Curitiba na manhã desta quinta-feira, em viagem de carro, e é aguardado de noite para uma reunião com a diretoria. A estreia está prevista para domingo, quando a Ponte tem pela frente o América-MG, em Belo Horizonte, e deve recorrer às categorias de base para evitar o W.O diante da paralisação do grupo principal.
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Gilson Kleina vai para a sexta passagem pela Ponte
Álvaro Jr/ PontePress
O acerto entre as partes estava encaminhado desde a noite de quarta e dependia de um acerto prometido pela diretoria para a manhã desta quinta. Será a sexta passagem dele no comando alvinegro – as outras foram em 2011/2012, 2017, 2018, 2019/2020 e 2021/2022. .
Velho conhecido da torcida alvinegra, ele aceitou o desafio mesmo diante da grave crise financeira e administrativa do clube. A ligação com a Ponte pesou no momento de Kleina considerar o convite.
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O entendimento é que não daria para virar as costas para o clube responsável pela projeção da carreira do técnico (em 2012, deixou o Majestoso ao receber uma proposta do Palmeiras) quando talvez ninguém mais topasse. Em 2026, Kleina trabalhou no Boavista-RJ e no Itabaiana, com duas vitórias em 17 partidas no total.
Quarto técnico que mais dirigiu a equipe na história, com 232 jogos, Gilson teve momentos marcantes, como o acesso à elite nacional, em 2011, o vice-campeonato paulista de 2017 e a campanha que livrou a Ponte do rebaixamento na Série B de 2021, mas também participou de boa parte do rebaixamento no Paulistão de 2022 – saiu após a derrota por 3 a 0 no dérbi para o Guarani, a quatro rodadas do fim.
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Agora, vai encontrar uma situação dramática – dentro e fora de campo. Ao anunciar a suspensão das atividades, o elenco citou que os atrasos salariais chegam a seis meses em alguns casos, disse que foram abandonados pela diretoria e que a paralisação será mantida até que as pendências sejam regularizadas.
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A diretoria tenta reverter a decisão de alguns atletas para, somando aos jovens das categorias de base, ter número suficiente para evitar o W.O contra o América-MG.
Sem vencer há 18 rodadas, a Ponte amarga a lanterna da Série B, com apenas 10 pontos em 24 jogos, e caminha para um rebaixamento que parece inevitável diante do cenário caótico.
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