Infantino corre risco na presidência da Fifa? Entenda o atual jogo político da entidade
Gianni Infantino, presidente da Fifa, desiste de criar empresa com capital privado para gerenciar a Copa do Mundo
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, saiu passou em três dias de todo-poderoso do futebol mundial a dirigente na berlinda na presidência da Fifa. O plano de criar a empresa Fifa Foward Enterprise (FFE) para a venda de ações a investidores privados fracassou rapidamente, e Infantino vive seu momento mais pressionado desde que assumiu o cargo.
A Uefa, que reúne as federações europeias, defendeu abertamente no sábado a mudança na presidência. Como se muda o comando da Fifa? O ge explica.
Gianni Infantino, presidente da Fifa, e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
REUTERS/Leah Millis/File Photo
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A primeira via é a renúncia, medida adotada por Joseph Blatter em 2015, quando estava envolvido em escândalos de corrupção e preferiu ceder à pressão pela saída.
Infantino tem apoiadores importantes, caso do Marrocos – uma das três principais sedes da Copa do Mundo de 2030 – e tampouco sofreu críticas por parte da Conmebol, confederação sul-americana de futebol e uma das mais importantes mundialmente. Amparado a isso, pode tentar se sustentar no cargo até março, quando haverá a eleição para tentar seu quarto e último mandato.
Outras opções
O Conselho da Fifa pode convocar reunião de emergência para tratar da saída de Infantino caso 19 de seus 37 membros a solicitem.
A distribuição dos 37 membros é a seguinte: nove da Uefa, sete da AFC (Confederação Asiática de Futebol), seis da CAF (Confederação Africana de Futebol), cinco da Concacaf (Confederação de Futebol das Américas do Norte e Central), cinco da Conmebol e três da Oceania. Infantino e o secretário-geral da Fifa, Mattias Grafstrom, completam o quadro.
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Apuração da TV britânica BBC dá conta de que há dúvidas se esse número de 19 membros favoráveis à reunião será alcançado. Caso seja, a mesma ocorreria em duas semanas após o pedido, e o Conselho da Fifa poderia pedir a renúncia de Gianni Infantino. O dirigente, porém, pode se opor à ideia.
Vale destacar que Uefa, AFC e Concacaf, que juntas têm 17 membros, foram as três confederações continentais que criticaram publicamente Infantino nos últimos dias.
Vale destacar que somente a Uefa, principal opositora a Infantino, conta com 55 países associados. Se o congresso extraordinário fosse aprovado, ele aconteceria a três meses e sem garantia de derrubar o dirigente suíço.ita por escrito.
Vale destacar que somente a Uefa, principal opositora a Infantino, conta com 55 países associados. Se o congresso extraordinário fosse aprovado, ele aconteceria até três meses após o pedido, sem garantia de derrubar o dirigente suíço.
Convocada a reunião, Infantino cairia se 106 das 211 associações votassem a favor da renúncia.
A divisão das associações é a seguinte: 55 da Uefa, 54 da África, 46 da Ásia, 35 da Concacaf, 11 da Oceania e 10 da Conmebol.
Das 211 associações, 136 se posicionaram de forma contrária ao plano da criação da FFE para venda de ações a investidores privados. Mas há divisões internas. A confederação asiática, por exemplo, criticou Infantino, mas o Catar, membro da AFC, manifestou-se em apoio ao presidente da Fifa.
Se algum candidato quiser disputar com Gianni Infantino a eleição de março, é necessário apresentar a candidatura até 18 de novembro.
Quem seriam os possíveis substitutos?
A forte oposição da Uefa afasta a possibilidade da indicação de um europeu para o cargo, já que tal movimento poderia soar como uma tentativa de a entidade tentar tomar o controle da Fifa.
Segundo a imprensa europeia, o canadense Victor Montagliani, presidente da Concacaf, é o nome mais forte para disputar a eleição contra Infantino.
Empresário de 60 anos, Montagliani presidiu a Federação Canadense de Futebol e foi figura importante durante o processo que antecedeu a realização da Copa do Mundo de 2026 em Canadá, Estados Unidos e México. É fluente em inglês, espanhol, italiano e francês.
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Entenda o caso
A ideia de Infantino era criar a Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária com controle majoritário da Fifa e participações minoritárias de investidores. A companhia ficaria responsável por consolidar as operações das principais competições organizadas pela entidade, como a Copa do Mundo e a Copa do Mundo de Clubes. O objetivo era arrecadar até 4,2 bilhões de dólares (R$ 21,5 bilhões).
A Uefa foi a primeira a se posicionar contra e anunciou que os 55 representantes boicotariam competições futuras promovidas pela Fifa enquanto a ideia não fosse cancelada. A Concacaf, que reúne países das Américas do Norte e Central e Caribe, e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também reprovaram a medida em notas oficiais.
Com a impressionante rejeição e pressão sofridas, Gianni Infantino anunciou a desistência da criação da FFE na sexta, três dias após ter anunciado a possibilidade da venda de ações da Fifa a investidores privados. geRead More


