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Jair Ventura elogia desempenho do Vitória e nega falta de respeito ao Botafogo: “Carinho gigante”

Jair Ventura elogia desempenho do Vitória e nega falta de respeito ao Botafogo: “Carinho gigante”

Vitória 1 x 0 Botafogo | Melhores Momentos | 23ª rodada | Campeonato Brasileiro 2026
O Vitória fez um bom jogo na noite deste domingo, no Barradão, e bateu o Botafogo por 1 a 0 com gol de pênalti marcado por Matheuzinho, em partida válida pela 23ª rodada da Série A [assista aos melhores momentos no vídeo acima].
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Arthur Cabral se desentende com Jair Ventura
Reprodução / Premiere
Em entrevista coletiva depois do jogo, o técnico Jair Ventura elogiou o desempenho do sistema ofensivo do Vitória, que atuou com Matheuzinho de armador e mais três homens de frente: Erick, Tarzia e Renê. O técnico costuma utilizar três volantes e três atacantes, sem um meia de ligação.
– Sobre os três atacantes, foi uma das melhores produções da nossa equipe no meu comando. Fizemos 22 finalizações e dobramos nossa média. Criamos muito com Kayzer, Matheuzinho, Erick… A gente teve um volume ofensivo muito bom. Mas a gente sabe que de repente faz um jogo muito bom, e em uma cabeçada de Júnior Santos eles poderiam fazer o gol. Mas nosso jogo foi muito seguro, conseguimos criar bastante e ficar com a bola. O placar não condiz com o jogo. Preciso dar os parabéns ao meu time, as mexidas também funcionaram bem – iniciou Jair Ventura.
– A gente poderia ter aproveitado mais. Se o Botafogo faz um gol seria uma injustiça pelo nosso volume. Graças a Deus, deu certo, vencemos. A gente consegue se distanciar da zona de rebaixamento. Tiramos um peso desses jogos sem vencer. Vale ressaltar que perdemos Baralhas e Caíque. Mas gostei dos três atacantes, pode ser que a gente mantenha – completou.
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A defesa rubro-negra também foi elogiada, principalmente o argentino Brítez. O retorno dos titulares Cacá e Luan Cândido depois de cumprirem suspensão também foi importante, de acordo com o técnico.
– Que jogo o Brítez fez… Se vocês não sabem, ele estava praticamente fora do jogo, teve que tomar infiltração e foi na raça. Ele fez um grande jogo. A gente entrou com nossa zaga titular. A gente jogou contra o Flamengo sem os nossos dois titulares, Cacá e Luan. Aí dificulta mais. Agora voltamos ao nosso sistema, que é muito sólido e entrosado – explicou.
Luan Cândido em Botafogo x Vitória
Victor Ferreira/EC Vitória
Negou falta de respeito
Jair Ventura também negou qualquer falta de respeito ao Botafogo em situação que terminou com Arthur Cabral expulso pela Lei Vini Jr. A confusão começou nos acréscimos do segundo tempo. Após a bola sair em lateral, Jair Ventura irritou os jogadores porque teria pulado e fingido que ia cabecear, mas deixou a bola passar.
– Antes de iniciar, quero só falar uma coisa. Quem não sabe, eu sou formado no Botafogo, tenho 10 anos lá. Cheguei como estagiário e saí com 99 jogos. Tenho um carinho gigante e jamais desrespeitei nenhuma instituição, principalmente onde fui criado – disse o técnico.
“Aquele lance que eu pulei e não peguei a bola eu não acho falta de respeito, mas se Marçal e os outro jogadores acharam falta de respeito, eu peço desculpas”.
Jair Ventura e Arthur Cabral
Reprodução
O Vitória de Jair Ventura agora vai se preparar para o Ba-Vi válido pela 24ª rodada da Série A. O clássico vai ser disputado no próximo domingo, às 16h (horário de Brasília).
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Veja outros trechos da entrevista coletiva de Jair Ventura:
Mudanças com entradas de atacantes
– Talvez a boa defesa seja o ataque, não deixar os caras chegarem em cima da gente. A gente continuou atacando eles, mas tivemos dificuldade de matar o jogo. Renê perdeu gol sem goleiro, mas é o artilheiro da Copa do Brasil. Acontece.
Mudança de esquema já era pensado?
– Era algo pensado. Só mudou que entrou Zé Vitor na vaga de Baralhas, por controle de carga. A gente treinou essa equipe durante a semana, só que com Baralhas. De última hora tivemos que colocar o Zé, que por sinal fez um grande jogo.
Momento de Renê
– Tem casos de jogadores que você tem que falar menos, outros tem que dar carinho ou puxar a orelha. Cheguei a falar com ele para parar com a ansiedade, e ele falou “hoje está complicado”. Depende de cada jogador. Mesmo com as oportunidades perdidas, eu preciso passar confiança para ele, vem vivendo as coisas muito rápido sendo muito novo. Saiu da Série D para a Série A, mesmo assim é artilheiro da Copa do Brasil. Rapidamente ele deve voltar a marcar.
Jogo de Matheuzinho e fator Barradão
– Jogar fora de casa é o nosso calcanhar de Aquiles. Nos somos um dos melhores mandantes do campeonato, mas vamos buscar esse equilíbrio fora. A tendência é que a gente consiga voos maiores, nós não vamos abdicar disso, não. Vamos tentar dar saltos maiores com vitórias fora de casa. A gente acha que fazer gol de pênalti é fácil, mas ele [Matheuzinho] tem uma qualidade muito grande, contribuiu com grandes passes. Mas nossos jogadores têm jogado no limite, pediu para sair. Jogamos nos 200%. A gente trocou pelo Marinho, que entrou bem, com intensidade e nos ajudou em mais uma vitória.
Mudança das regras no campeonato
– Acho que ainda é cedo para falar, é igual à chegada do VAR. Eu falei que o VAR ia chegar para ajudar. Mas em 2018 tive um gol legítimo anulado em final de Copa do Brasil que poderia mudar minha carreira. Eu espero que essas novas regras possam melhorar, mas foi uma mudança com o carro andando, tudo muito novo para todo mundo. É muito cedo para falar.
Simbologia de ganhar do Botafogo
– Jogar contra o Botafogo é sempre especial, por tudo que representa na minha vida e da minha família. Cheguei lá como estagiário, passei por todos os setores do clube. Tudo o que eu sou hoje é graças ao Botafogo, mas quando a gente joga contra não tem jeito, temos que defender o nosso. Tudo o que eu faço de comemoração é com a minha equipe, meus jogadores, não é falta de respeito. O pulo hoje não foi falta de respeito. Enfrentar o Botafogo é sempre diferente por ser o clube que me formou.
Saldo de gols na Série A
– Não só o saldo de gols, mas é garantir uma vitória mais tranquila. Não seria justo o Botafogo empatar, mas é do jogo. Precisamos de mais tranquilidade durante as partidas. Estamos gradativamente evoluindo, tivemos 22 finalizações, mas temos que evoluir mais ainda.
Zé Vitor
– Está prontíssimo para jogar. Perdemos o capitão Baralhas, que já trabalhou muito bem comigo, mas hoje o Zé está pronto. Essa foi a melhor semana dele, grande destaque. Eu mudei a plataforma para colocar mais um ponta e tivemos que abdicar de um volante. Fico feliz que tenha dado certo. Mexemos duas vezes por cartões amarelos, com Ramon e Martínez que sustentam bem os 90 minutos, mas ganhamos o Zé, que tinha dificuldade na manutenção e sustentação durante os 90 minutos. Fico feliz que ele tenha jogado a partida inteira. geRead More