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Kleina cita “maior desafio da carreira” em volta à Ponte e afirma: “Vamos nos reconstruir”

Kleina cita “maior desafio da carreira” em volta à Ponte e afirma: “Vamos nos reconstruir”

Gilson Kleina será apresentado como novo técnico da Ponte Preta
O técnico Gilson Kleina foi apresentado na tarde desta sexta-feira como novo treinador da Ponte Preta. Aos 58 anos, ele inicia a sexta passagem pelo Moisés Lucarelli justamente no momento de maior crise da história do clube.
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Apresentado pelo coordenador João Brigatti, Kleina explicou os motivos que o levaram a aceitar o convite para substituir Márcio Zanardi, que deixou o cargo na última quarta-feira, em meio à paralisação dos atletas por causa dos salários atrasados.
Aos 58 anos, o treinador não escondeu que encara o retorno como o maior desafio de sua carreira. A identificação com a Ponte, porém, pesou para que aceitasse a missão mesmo diante do cenário delicado.
Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta
Paulo Santana/Pontepress
— Esse é o meu maior desafio como treinador, não resta a menor dúvida. Eu não vim aqui fazer política. Vim aqui para cuidar do futebol, tentar fazer com que esses atletas que hoje não estão querendo jogar entendam o que vai representar para eles terminarmos de uma forma digna.
Kleina também reforçou que não chega ao clube com a promessa de uma solução imediata. O treinador reconheceu as dificuldades estruturais e financeiras encontradas na Ponte, mas afirmou que pretende trabalhar para reconstruir o ambiente e recuperar a equipe dentro de campo.
— Não estamos dizendo que temos a receita, que temos a varinha de condão, que vamos resolver da noite para o dia. Mas vamos solucionar. E, com a união de todos os pontepretanos, fazer a Ponte Preta sorrir novamente.
A estreia está prevista para domingo, quando a Ponte enfrenta o América-MG, em Belo Horizonte, pela 25ª rodada da Série B. A presença de Kleina no banco ainda depende da atualização do nome do treinador no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
O maior problema, porém, está na montagem da equipe. O elenco profissional mantém a paralisação iniciada na quarta-feira, após mais um prazo para o pagamento dos salários atrasados não ser cumprido pela diretoria. Em alguns casos, os jogadores afirmam estar há seis meses sem receber.
Gilson Kleina em sua apresentação na Ponte Preta
Paulo Santana/Pontepress
A estreia está prevista para domingo, quando a Ponte enfrenta o América-MG, em Belo Horizonte, pela 25ª rodada da Série B. A presença de Kleina no banco ainda depende da atualização do nome do treinador no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.
O maior problema, porém, está na montagem da equipe. O elenco profissional mantém a paralisação iniciada na quarta-feira, após mais um prazo para o pagamento dos salários atrasados não ser cumprido pela diretoria. Em alguns casos, os jogadores afirmam estar há seis meses sem receber.
Kleina comandou nesta sexta-feira uma atividade com jogadores das categorias de base, mas ainda não sabe com quais atletas poderá contar no domingo. O treinador pretende conversar individualmente com os profissionais que aderiram à paralisação antes de definir a equipe.
— Nesse momento, eu ainda não tive a conversa com os atletas que estão tentando fazer ou fizeram a paralisação. Treinamos com os meninos da base. Não temos que esconder nada disso. Acho que não precisamos reverter, porque entendemos o que eles estão querendo justificar.
Kleina, técnico da Ponte
Paulo Santana/Pontepress
— Um atleta com problema é um homem com problema. É a mesma pessoa. Não tem como você ir para dentro de campo e achar que depois acabaram os problemas. Você está levando os problemas. Todos nós somos responsáveis por ser provedores de família, responsáveis por manter as despesas, e isso acarreta uma situação.
Ao mesmo tempo, Kleina espera conseguir construir uma equipe competitiva para o confronto com o América-MG. Para isso, entende que a mistura entre jogadores mais experientes e jovens pode ser fundamental.
— Se você faz uma mescla com experiência e juventude, ajuda demais. Agora, só juventude, você ganha de um lado e vai perder de outro. Então vamos ter essa conversa. Espero poder contar com eles.
Identificação com a Ponte
A ligação de Kleina com a Ponte foi decisiva para o retorno. O treinador ganhou projeção nacional durante a primeira passagem pelo clube, iniciada em 2010, e construiu uma relação que permanece até hoje.
Em crise, Ponte Preta busca Gilson Kleina para assumir como novo técnico
Ele contou que, desde o convite, a família também teve influência na decisão de voltar ao clube.
— Desde quando recebi o convite, no outro dia, arrumando minha mala, minha família, minha filha… praticamente fui criado em Campinas. Ela tem uniforme da Ponte Preta. Ela falou: “Papai, vamos lá mais uma vez. Vamos ajudar. A Macaquinha está na nossa história”. Isso mexe muito comigo.
Gilson Kleina durante treino da Ponte na passagem anterior
Diego Almeida/ PontePress
Kleina chegou à Ponte em 2010 e viveu alguns dos principais momentos da história recente do clube. Foi responsável pelo acesso à Série A em 2011, pela campanha que levou a Ponte ao vice-campeonato paulista de 2017 e pela arrancada que livrou a equipe do rebaixamento na Série B de 2021.
Quarto treinador que mais dirigiu a Ponte na história, com 232 jogos, ele também teve uma passagem de oito partidas em 2022, encerrada após a derrota por 3 a 0 para o Guarani, no dérbi pelo Campeonato Paulista.
Agora, retorna quatro anos depois para tentar iniciar uma reconstrução em um cenário completamente diferente.
Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta
Álvaro Jr/ PontePress
— Toda vez que chego ao Moisés, lembro da presença da torcida, do estádio lotado. Isso é uma coisa que vamos reviver novamente. Nós vamos reconstruir isso. A nação pontepretana tem que estar junto com a gente, apoiar esse momento, que é delicado.
Kleina chega à Ponte após trabalhos pelo Boavista-RJ e pelo Itabaiana em 2026. Somadas as duas passagens, foram duas vitórias em 17 partidas. O treinador, porém, não estabelece prazo para a reconstrução. Ele espera, primeiro, ajudar a Ponte a atravessar o momento mais delicado.
— A minha gratidão e o meu respeito por esse clube são muito grandes. Espero que a gente faça uma reconstrução e que esse trabalho seja bem feito a partir de hoje.
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A Ponte Preta enfrenta o América-MG no domingo, às 16h, em Belo Horizonte. A equipe busca interromper uma sequência de 18 partidas sem vitória e evitar um novo capítulo da crise que tomou conta do clube nas últimas semanas.
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