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Para avançar, Botafogo precisa de uma virada que nunca ocorreu em competições da Conmebol

Para avançar, Botafogo precisa de uma virada que nunca ocorreu em competições da Conmebol

Depois de ser goleado por 6 a 1 pelo Cienciano na noite desta quinta-feira, pelo jogo de ida das oitavas de final da Sul-Americana, o Botafogo vai precisar buscar um feito inédito para se classificar para a próxima fase.
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Não existe registro em competições da Conmebol de uma equipe que tenha conseguido virar um confronto na volta depois de perder o jogo de ida por cinco ou mais gols de diferença.
Danilo, Botafogo x Cienciano
Vitor Silva/Botafogo
As maiores viradas já registradas ocorreram depois de derrotas por no máximo três gols de diferença: isso aconteceu seis vezes na Libertadores e duas na Sul-Americana.
Libertadores 1993, oitavas – Sporting Cristal perdeu por 3 a 0 para El Nacional na ida e venceu por 4 a 0 na volta
Libertadores 1999, quartas – Cerro Porteño perdeu por 3 a 0 para o Estudiantes na ida e venceu por 4 a 0 na volta
Libertadores 2000, oitavas – Bolívar perdeu por 3 a 0 para o Nacional na ida, devolveu o placar na volta e venceu nos pênaltis
Sul-Americana 2003, 2ª fase – Libertad perdeu por 3 a 0 para o Nacional na ida, devolveu o placar na volta e venceu nos pênaltis.
Libertadores 2012, oitavas – Universidad de Chile perdeu por 4 a 1 para o Deportivo Quito na ida e venceu por 6 a 0 na volta
Sul-Americana 2017, 1ª fase – Huracán perdeu por 3 a 0 para o Deportivo Anzoatégui na ida e venceu por 4 a 0 na volta
Libertadores 2017, oitavas – River Plate perdeu por 3 a 0 para o Jorge Wilstermann na ida e goleou por 8 a 0 na volta
Libertadores 2025, semifinal – Palmeiras perdeu para a LDU por 3 a 0 na ida e venceu por 4 a 0 na volta
Além disso, houve dois casos de uma quase virada na Sul-Americana. Em 2015, o Junior Barranquilla venceu o Melgar por 5 a 0 na ida e perdeu por 4 a 0 na volta. E, em 2017, o Sport venceu o Danúbio por 3 a 0 na ida, perdeu pelo mesmo placar na volta, mas avançou nos pênaltis.
Na Libertadores, um caso parecido ocorreu nas quartas de final da Libertadores de 1995, quando o Grêmio venceu o Palmeiras por 5 a 0 na ida, perdeu por 5 a 1 na volta e quase deixou a classificação escapar.
Depois da goleada na altitude de 3.400 metros de Cusco, o Botafogo vai precisar de ao menos cinco gols no jogo da volta, no Nilton Santos, para levar a decisão para os pênaltis; e de ao menos seis gols para conseguir uma classificação direta para as quartas de final.
Succar (duas vezes), Bandiera e Martinich marcaram os gols do Cienciano no primeiro tempo. No segundo, Succar e Bandiera marcaram mais uma vez cada e fecharam a goleada. Matheus Martins, em cobrança de falta, fez o gol de honra do Botafogo.
O jogo de volta entre Botafogo e Cienciano será na próxima quinta-feira, no Nilton Santos.
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