RÁDIO BPA

TV BPA

Trump assina decreto para negar cidadania em casos de ‘turismo de nascimento’

Trump assina decreto para negar cidadania em casos de ‘turismo de nascimento’

 Governo Trump revoga visto de embaixadora brasileira nos Estados Unidos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quinta-feira (6) dois decretos para restringir o acesso à cidadania americana para filhos de estrangeiros. O primeiro trata de casos de “turismo de nascimento” — quando estrangeiros viajam aos EUA para que seus filhos nasçam no país e obtenham a cidadania americana.
Já o segundo impede o reconhecimento da cidadania americana de crianças nascidas nos EUA que sejam filhas de integrantes de missões diplomáticas. A proposta ainda pode ser estendida, no futuro, a territórios americanos como Porto Rico, caso o Congresso concorde em alterar as regras atuais.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Além disso, pessoas envolvidas em esquemas de turismo de nascimento poderão ser processadas por fraude ou outros crimes relacionados, prevê a ordem.
A informação foi adiantada pelo site Axios. O texto do decreto não havia sido divulgado até a última atualização desta reportagem.
As medidas representam uma nova tentativa de Trump de limitar a cidadania por nascimento no país. Em junho, a Suprema Corte derrubou um decreto mais amplo assinado pelo presidente no dia de sua posse, que buscava retirar a cidadania automática de filhos de imigrantes nascidos em território americano.
Presidente dos EUA, Donald Trump, fala com jornalistas em Paris, em 17 de junho de 2026.
Reuters/Evelyn Hockstein
Segundo o republicano, as medidas representam uma resposta ao julgamento da corte constitucional , que ele classificou como “muito infeliz”.
“Pessoas ricas estão construindo negócios em torno da cidadania por nascimento. Não era assim que deveria funcionar. […] Estão comprando seu caminho para entrar, e não vamos permitir que isso aconteça”, justificou o presidente.
O governo Trump alega que a decisão da Corte menteve espaço para restringir a cidadania em situações específicas já reconhecidas pela legislação e pela jurisprudência americana. Com isso, o decreto se aplicaria apenas a futuros nascimentos ligados a quatro categorias.
Essas categorias são:
Filhos de mulheres que entrarem nos EUA exclusivamente para dar à luz: o alvo é o “turismo de nascimento”. O decreto também pretende restringir o uso de barrigas de aluguel para esse fim.
Filhos de integrantes de missões diplomáticas estrangeiras: a medida ampliaria as restrições hoje aplicadas a familiares de embaixadores para outros funcionários de outras nacionalidades que atuam nos EUA.
Filhos de pessoas classificadas pelo governo como “inimigos estrangeiros”: a categoria incluiria integrantes de grupos considerados terroristas pelo governo americano.
Nascidos em territórios dos EUA, como Porto Rico: a mudança só entraria em vigor caso o Congresso altere a legislação que garante cidadania automática nesses locais. Um projeto de lei com esse objetivo foi apresentado no mês passado, mas não há expectativa de que seja aprovado, segundo o Axios.
O governo também pretende ampliar o combate ao “turismo de nascimento”, determinando que os departamentos de Estado e de Segurança Interna criem novas regras e orientações para coibir a atividade dentro e fora dos Estados Unidos.
A legislação americana já proíbe a emissão de visto de turista quando o objetivo principal da viagem é obter cidadania americana para uma criança por meio do nascimento no país. Além disso, agentes de imigração podem barrar a entrada de gestantes caso concluam que a viagem tem essa finalidade.
LEIA TAMBÉM
ICE amplia combate ao ‘turismo de nascimento’ e mira possíveis fraudes
Em meio à tensão com EUA, Lula diz a aliados que pode falar com Donald Trump; data ainda não está definida
Quebra de protocolo faz helicóptero de Trump passar a pouco mais de 1 km de avião comercial, diz jornalg1 > Mundo Read More