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Veja os fatores que explicam o Atlético-MG ter a maior sequência invicta entre times da Série A

Veja os fatores que explicam o Atlético-MG ter a maior sequência invicta entre times da Série A

CEO do Atlético-MG comenta sobre movimentações no mercado
O Atlético-MG iniciou o ano sob forte desconfiança por conta dos problemas na montagem do elenco e nas promessas do passado. O time passou por aperto, mudança de técnico e, agora, vive o momento de maior estabilidade: tem a maior sequência invicta entre os times da Série A do Brasileiro. Ela ficou em evidência ao vencer com tranquilidade por 3 a 0, na Arena MRV, no último domingo.
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São seis vitórias e três empates no período. Aproveitamento de 77%. A última derrota foi em 24 de maio deste ano, quando acabou superado pelo Corinthians.
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O ge procurou saber: quais fatores fizeram o time viver esse crescimento? Mérito do Domínguez? Jogadores? É isso que explicamos nesta matéria.
Eduardo Domínguez Atlético-MG
Pedro Souza
A virada de chave
A melhora da equipe vem antes da invencibilidade. Um ponto de destaque foi o clássico diante do Cruzeiro pelo Brasileirão. Uma vitória por 3 a 1, na casa do rival, trouxe as primeiras impressões da forma de jogar de Eduardo Domínguez: um jogo mais direto e de intensidade.
Atlético-MG domina Cruzeiro em clássico com 4 gols e 3 expulsões
Desde a chegada, o treinador tem aproveitamento de Libertadores: 31 jogos, 15 vitórias, seis empates e dez derrotas.
Segurança defensiva
O primeiro passo foi a organização defensiva. Nos nove confrontos, passou sem sofrer gols em seis. É um mais compacto e firme dentro da área, conforme explica o comentarista da TV Globo, Henrique Fernandes.
— Vejo o Atlético como um time eficiente na hora de baixar o bloco, muito colaborativo no jogo sem bola, com todas as peças, mesmo as de ataque, auxiliando nos movimentos de pressão e fazendo a transição defensiva coordenada. Claro que há ajustes a fazer, como algumas questões de bola aérea, mas quando alguma coisa foge do planejado e a concentração baixa, Everson faz a diferença,
Tressoldi em Atlético-MG x Juventude.
Pedro Souza / Atlético
Organização coletiva
A organização do coletivo fez alguns atletas melhorarem o rendimento técnico. Natanael se firmou pelo lado direito e tem sido um nome importante na defesa, Bernard vive fase artilheira e participativa na criação atleticana. Tressoldi se consolidou na zaga e faz um trabalho essencial na proteção da área.
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No lado esquerdo, Lodi se transformou no dono do corredor e atua quase como um ponta nas ações ofensivas. A dúvida maior é na posição de centroavante. Cassierra vive momento de baixa, e Reinier chegou a ser testado. Recém-contratado, Borbas ainda não recebeu oportunidades.
Divisão nos gols
Até por isso, os gols estão bem divididos entre os homens de frente: Cuello (6), Bernard (6), Hulk (5) e Cassierra (5).
— Alguns jogadores evoluíram tecnicamente ao longo da passagem de Eduardo Domínguez e têm sustentado esse momento de evolução. São os casos mais claros de Natanael e Bernard, principalmente. O primeiro, eficiente como um terceiro zagueiro pela direita e correto como lateral. Já Bernard virou o grande desafogo do time e é quem tem tido a maior regularidade entre todos do elenco.
Bernard comemora gol pelo Atlético-MG contra o Remo
Pedro Souza/Atlético
O momento de alta passa pelo trabalho de Domínguez. A organização defensiva, o time mais agressivo na marcação e as variações ofensivas – explicam o time ser mais competitivo e estar mais pronto para as competições que disputa.
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