William Simões prega organização financeira no Campinense para evitar erros da gestão anterior
William Simões fala sobre desafios à frente do Campinense
Desde que assumiu a presidência do Campinense em definitivo, William Simões sempre fez questão de deixar clara a situação financeira vivida pelo clube. Em entrevista exclusiva ao repórter Bruno Rafael, do Globo Esporte Paraíba, o dirigente reforçou que a prioridade é reorganizar as contas da Raposa e não cometer os mesmos erros da gestão anterior.
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O presidente ainda confirmou que a instituição segue enfrentando dificuldades com bloqueios judiciais sobre todas as suas receitas, fator que afeta o planejamento para a Copa Paraíba e também para a próxima temporada.
William Simões, presidente do Campinense
Felipe Dutra
Eleito vice-presidente para o biênio 2026-2027, William Simões assumiu o comando do executivo do Campinense após a destituição de Flávio Torreão, afastado por uma série de problemas administrativos e financeiros. De acordo com o novo presidente, a alta folha salarial do elenco e da comissão técnica neste ano comprometeu as contas do clube.
— O orçamento que temos não permite que a gente possa fazer o que fizeram neste ano, com uma folha salarial alta, pagando uma comissão alta. Temos que dar um equilíbrio financeiro a esse clube, fazer as coisas acontecerem com os pés no chão porque existem bloqueios de 100% das receitas do clube e, até agora, não conseguimos retomar um acordo que seria repassado 20% das receitas que entrassem — afirmou.
Para buscar o título do Campeonato Paraibano, única competição que disputou no primeiro semestre de 2026, a diretoria projetou uma folha salarial de R$ 400 mil e apostou no técnico Evaristo Piza, que, para a realidade da equipe, era considerado um profissional de alto custo. Apesar de não conseguir chegar à final, a Raposa garantiu uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro do ano que vem.
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Flávio Torreão, presidente do Campinense, e Evaristo Piza
Bruno Rafael / TV Paraíba
Porém, todo esse investimento teve um preço. Uma das questões que culminaram na destituição de Flávio Torreão foi a existência de pendências com atletas, comissão técnica, advogados e fornecedores. Até o momento, apenas as dívidas com os funcionários fixos da instituição foram quitadas.
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A expectativa da gestão de William Simões é finalizar todas essas pendências antes de intensificar o planejamento para a Copa Paraíba, competição que retornará ao calendário do futebol paraibano após 14 anos e dará ao campeão uma vaga na Copa do Brasil de 2027. A diretoria adota cautela na definição do elenco e da nova comissão técnica, priorizando a recuperação financeira do clube.
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