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Caio Henrique revela baque por ficar fora da Copa e lembra duelos contra Neymar, Mbappé e Messi

Caio Henrique revela baque por ficar fora da Copa e lembra duelos contra Neymar, Mbappé e Messi

Caio Henrique conta como lidou com lesão que tirou chances de jogar a Copa
Caio Henrique vive um novo capítulo na Europa, mas ainda carrega as marcas de um dos momentos mais difíceis da carreira. Depois de ficar fora da Copa do Mundo por causa de uma lesão sofrida na reta final antes da pré-convocação, o lateral-esquerdo trocou o Monaco pelo Ajax e agora tenta usar o recomeço na Holanda também como caminho para retornar à seleção brasileira.
Em entrevista exclusiva ao ge, Caio Henrique falou sobre a frustração de perder a oportunidade de disputar o mundial, revelou que ainda manteve esperança de conseguir uma vaga mesmo lesionado e contou como foram as semanas em que percebeu que dificilmente teria tempo para se recuperar.
Caio Henrique pelo Ajax
Ajax
– Aquele momento na reta final, antes da pré-convocação, foi muito difícil para mim. Porque, com certeza, eu tinha na minha cabeça que podia estar pelo menos brigando por uma das vagas. Só que logo depois eu me machuco e ali vi que realmente seria muito difícil, porque não tinha um tempo de recuperação grande para poder voltar a jogar. E era uma lesão meio chata, que requer muito cuidado na hora de voltar, porque senão você pode ter uma recaída. Mas, enfim, ainda tinha um pouquinho de esperança e acabou não acontecendo.
Caio Henrique fala que já teve sondagens do Flu e revela desejo de voltar um dia
A ausência na Copa é apenas um dos assuntos abordados por Caio Henrique na entrevista. O lateral falou sobre o início de trabalho no Ajax, revelou uma sondagem do Fluminense para repatriá-lo e deixou abertas as portas para retornar ao Tricolor no futuro.
– Se não me engano, um ano, um ano e meio atrás, teve alguma sondagem também do Fluminense com os meus agentes. Mas, naquele momento, era inviável, até por questões financeiras, eu voltar. Mas fico extremamente feliz, extremamente honrado por saber do interesse do Fluminense. E quem sabe um dia voltar a vestir o manto tricolor. Sempre que dá, estou assistindo aos jogos e nunca deixo as portas fechadas, porque a gente sabe como o futebol é. E por que não um dia poder voltar a jogar pelo Fluminense? – declarou.
Caio Henrique em disputa de bola com Neymar na vitória do Monaco sobre o PSG
REUTERS/Eric Gaillard
Caio também recordou a importância de Fernando Diniz na mudança de posição que considera responsável por relançar sua carreira e contou como era se preparar para enfrentar Messi, Neymar e Mbappé juntos pelo Paris Saint-Germain quando atuava pelo Monaco.
– Com certeza você fica um pouco mais nervoso. Pelo menos nas vezes em que a gente enfrentou os três, eles não estavam tão inspirados, então foram jogos parelhos. Outros times não tiveram a mesma sorte. Mas, ao mesmo tempo, quando começa o jogo, você meio que tira essa pressão, porque a pressão está toda do outro lado. A gente fala que a responsabilidade é deles, a obrigação é deles. Então, muitas vezes, você acaba fazendo o jogo até mais solto, mais tranquilo, por estar jogando contra todos esses craques – declarou.
Messi, Mbappé e Neymar em aquecimento antes de jogo do PSG
Getty Images
O primeiro grande clássico de Caio Henrique com a camisa do Ajax já tem data marcada. Neste sábado, o time de Amsterdã recebe o PSV, pelo Campeonato Holandês, às 15h (de Brasília).
Caio Henrique conta como era enfrentar Neymar, Messi e Mbappé no PSG
As semanas mais difíceis
A lesão de Caio Henrique este ano aconteceu justamente quando ele acreditava estar na disputa por uma vaga na Copa. Ele fez parte do ciclo dos convocados por Ancelotti e estava cotado para estar na lista final. O lateral, porém, sofreu uma lesão de grau dois na coxa direita no dia 6 de março, durante a vitória do Monaco por 3 a 1 sobre o Paris Saint-Germain, pelo Campeonato Francês.
O problema o tirou dos últimos amistosos da Seleção antes da convocação para o Mundial, contra França e Croácia. Inicialmente, a previsão de recuperação era de até um mês, mas Caio ficou quase dois meses sem atuar e desfalcou o Monaco por seis partidas. Ele voltou aos gramados no dia 2 de maio, diante do Metz, a apenas 17 dias do anúncio da lista final para a Copa.
Caio Henrique se machucou na vitória do Monaco diante do PSG
Getty Images
Sem tempo suficiente para recuperar ritmo de jogo e apresentar uma sequência antes da convocação, o lateral precisou administrar a expectativa de tentar voltar e, ao mesmo tempo, o risco de agravar o problema físico. Segundo Caio, os médicos da seleção brasileira mantiveram contato com os profissionais do Monaco para acompanhar sua situação, embora ele não tenha conversado diretamente com a comissão técnica.
– Do staff ninguém chegou a falar comigo. Sei que os doutores, o doutor da Seleção junto com o doutor do Monaco, tiveram algumas reuniões, trocaram bastante conversa para entender a situação em que eu estava. Mas não tive nenhum contato direto com o pessoal do staff.
O impacto maior veio nas primeiras semanas. Caio ainda alimentava alguma esperança de conseguir se recuperar para ficar à disposição e brigar por vaga.
– As duas primeiras semanas logo depois da lesão foram as semanas mais difíceis, porque você tenta assimilar tudo aquilo. Você começa a perceber que não vai ter tanto tempo para recuperar, que ali só se acontecesse algo especial para você voltar e recuperar rápido. Então são as semanas mais difíceis, de você tentar entender. Mas logo depois botei na minha cabeça que o mais importante era voltar, me recuperar. Ao mesmo tempo, também não podia acelerar as coisas, porque às vezes você pode correr muito risco e acabar se lesionando outra vez, e pior.
Caio Henrique em ação pela seleção brasileira
Vitor Silva/CBF
Mesmo fora da competição, o lateral acompanhou a campanha brasileira e torceu por jogadores com quem mantém amizade desde as categorias de base.
– Depois você começa a aceitar. As coisas são como são. Infelizmente, é o nosso trabalho. Tentei ficar o mais positivo possível. Torci para caramba para a Seleção, porque tem alguns amigos que participaram da Copa, alguns jogadores que conheço desde novo, desde as categorias de base. Estive assistindo a todos os jogos do Brasil. Uma pena que a gente não conseguiu dessa vez. Mas, se Deus quiser, na próxima Copa, quem sabe a gente possa vencer.
Sonho de voltar à Seleção
Caio Henrique agora encara o início de um novo ciclo. O lateral coloca o Ajax como prioridade, mas não esconde que voltar a vestir a camisa da seleção brasileira permanece entre seus principais objetivos.
Aos 29 anos, ele entende que permanecer no futebol europeu e voltar a disputar competições continentais pode ajudá-lo a entrar novamente no radar da comissão técnica.
– Agora é tentar trabalhar o máximo possível aqui no Ajax, voltar a jogar bem em alto nível, voltar a jogar competições europeias. Porque, com certeza, o staff vai estar observando esses jogos aqui na Europa. E por que não uma vaguinha nesse ciclo? Acho que seria bem legal para mim poder voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. E para a minha família também seria bastante importante. Acho que esse é um sonho que eu tenho.
Caio Henrique, lateral-esquerdo do Monaco, em treino da Seleção
Fernando Torres/AGIF
A carreira de Caio Henrique
Formado nas categorias de base do Santos, Caio Henrique deixou o Brasil ainda jovem para atuar no Atlético de Madrid. Depois, teve passagens por Paraná e Fluminense antes de retornar ao futebol europeu e se firmar no Monaco.
Foi principalmente no clube francês que encontrou estabilidade no continente. Ao longo de cinco temporadas e mais de 200 partidas, se consolidou na lateral esquerda, disputou competições europeias e entrou no radar da seleção brasileira.
Caio Henrique diz que recebeu sondagens do Brasil e explica escolha pelo Ajax
Agora, o Ajax representa uma nova etapa. Caio chega a um dos clubes mais tradicionais da Europa em meio a um processo de reconstrução, com a missão de ajudar a equipe a recuperar o protagonismo na Holanda. Confira outras respostas de Caio Henrique
Neymar como ídolo
Caio Henrique diz que Neymar é o maior brasileiro que viu jogar
– É um cara supertranquilo, sempre me tratou muito bem. Tenho algumas camisas dele na minha coleção. Hoje ele voltou para o Santos, para a casa dele. Sempre que posso, procuro assistir aos jogos do Santos. A gente deseja tudo de bom para o Neymar, que ele possa continuar por muitos anos jogando, porque é a nossa maior referência.
“Pelo menos para a minha geração, é o nosso maior ídolo, a nossa maior referência. Acho que, para mim, é o melhor jogador brasileiro que eu vi jogar”
Diniz mudou a carreira
Caio Henrique fala da gratidão por Diniz e revela convite para voltar ao Brasil
– Foi um cara que mudou a minha carreira. Porque, a partir do momento em que ele me muda de posição, a minha carreira volta a ser relançada. Eu volto a ter protagonismo. Foi um cara que me ajudou bastante no Fluminense. Pegou muito no meu pé também, mas me ajudou. Me ajudou a crescer como jogador, como pessoa. Aprendi bastante com ele e, até hoje, tenho um carinho especial por ele.
– Dificilmente você vai achar alguém que fale mal, porque é um cara que, dentro de campo, é uma coisa e, fora de campo, é uma pessoa completamente diferente. É um cara de quem todo mundo gosta. Tenho total carinho e respeito por ele e desejo tudo de bom.
Diniz e Caio Henrique em coletiva de imprensa pela Copa Sul-Americana
Arquivo pessoal
A gente se reencontrou no ano passado, fazia um tempo que eu não o via. Foi em São Paulo, estava de férias, em um casamento de um amigo em comum. Ele brincou, perguntou quando eu ia voltar para o Brasil para jogar com ele. Falei que não era o momento ainda.
Recomeço no Ajax
Caio Henrique narra ansiedade antes de primeiro clássico pelo Ajax
– Desde o ano passado, já estava conversando com a minha família, com a minha esposa, e tinha a sensação de que era o momento de buscar algo novo. Eu também já estava em final de contrato, então queria explorar algumas opções. Acabei tendo essa oferta do Ajax, que é um time que também está em reconstrução.
Caio Henrique é anunciado pelo Ajax
Divulgação
– Quando o Jordi assumiu, eu fui, na verdade, se não me engano, o primeiro jogador a chegar nesse novo projeto dele. Desde o começo, ele deixou muito claras para mim as ambições do clube, as ambições dele. Em nenhum momento tive dúvida. Acho que ele conseguiu me convencer de que aquilo também seria bom para mim. geRead More