Clássico mineiro mostra que rivalidade e bom futebol podem coexistir
Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2026
As faíscas que saíram do encontro entre Atlético e Cruzeiro, nesta terça-feira, não impediram que os rivais mineiros fizessem uma excelente partida, uma das melhores do ano no país. A classificação do Galo às semifinais da Copa do Brasil, com vitória por 2 a 1, de virada, teve tudo que se espera de um grande jogo: chances de lado a lado, reviravoltas, drama e emoção, heróis e vilões.
Em um torneio recheado de clássicos, a partida em Belo Horizonte mostrou que rivalidade e bom futebol podem coexistir. Dos encontros entre rivais nesta Copa do Brasil, foi com sobras o melhor jogo – diametralmente oposto ao 0 a 0 no Gre-Nal de ida, semana passada. E isso sem abrir mão da habitual tensão que envolve duelos entre adversários históricos.
Atlético e Cruzeiro têm ferramentas que facilitam o bom futebol: times e elencos qualificados, peças de reposição, treinadores capazes. Mas o diferencial na partida da Arena MRV foi a coragem.
Após o empate por 1 a 1 na partida de ida, as duas equipes buscaram o gol na etapa inicial. Nenhuma permitiu que o medo se instalasse. O Cruzeiro saiu na frente, com pênalti batido à perfeição por Kaio Jorge, mas o Atlético também teve chances (ainda melhores), especialmente com Bernard – duas delas muito claras.
Kaio Jorge em Atlético-MG x Cruzeiro
Gilson Lobo
No segundo tempo, a expulsão precoce e desnecessária de Villalba, aos 15 minutos, mudou o humor da partida, levando o Cruzeiro a abdicar da postura anterior, uma medida tão compreensível (em vantagem, fora de casa, em um clássico, com um jogador a menos) quanto temerária. O Atlético cresceu gradativamente, empurrado por uma torcida em surto coletivo. E aí apareceu a figura de Eduardo Domínguez, o técnico do Galo.
Ele mexeu muito bem na equipe. As entradas de Gustavo Scarpa e especialmente Victor Hugo foram o empurrão final para a virada, patrocinada pela atuação memorável de Fred, recém-chegado ao time de infância – e já decisivo em um clássico desse tamanho. O camisa 7 deu bonito passe para Victor Hugo fazer o gol de empate aos 32 minutos. Dez minutos depois, marcou o da virada. Tornou-se o grande protagonista da partida.
Atlético comemora classificação
Pedro Souza/Atlético.
Enquanto isso, o Cruzeiro viu a vaga escapar depois de Artur Jorge retirar de campo seus três principais jogadores, Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge, em uma decisão altamente contestável, que haverá de repercutir no clube nos próximos dias. Foi a segunda queda seguida em mata-mata, somando-se à eliminação para o Flamengo na Libertadores. Com chances mínimas de ser campeão brasileiro, o Cruzeiro precisará se contentar com mais uma temporada de resultados inferiores à expectativa criada.
Já o Atlético vive seu conto de fadas. Agora são 14 partidas de invencibilidade na temporada. Nas semifinais, seja quem for o adversário, Grêmio ou Inter, enfrentará uma equipe inferior. Terá todas as condições de ir à final, assegurando uma vaga ao menos na fase prévia da Libertadores – e podendo sonhar com o tricampeonato do torneio nacional. geRead More


