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Convocação de Ancelotti traz ruptura sem fazer revolução

Convocação de Ancelotti traz ruptura sem fazer revolução

Carlo Ancelotti convoca jogadores para amistosos contra Austrália e Índia
Depois de mais um fracasso em uma Copa do Mundo, seria fácil para Carlo Ancelotti posar de revolucionário e queimar as pontes com o passado. Em vez disso, ao anunciar a primeira lista do ciclo para 2030, o treinador propôs uma ruptura, mas sem fazer uma insurreição.
Alguns jogadores marcados pelo torcedor como símbolos dos reincidentes fracassos brasileiros seguem presentes. Dos 26 convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, nove estiveram na Copa do Mundo. Outros flertaram com a vaga ou foram cortados por lesão. E outros são iniciantes.
Ancelotti aposta em um equilíbrio entre novidade e continuidade, passado e futuro. E acerta ao fazer isso. Em um momento de transição entre gerações, os novatos precisarão de referências, mesmo que elas estejam desgastadas com o torcedor. O papel do técnico da Seleção não é simplesmente aceitar o clamor popular.
A lista deixa claro que há uma base em torno da qual as mudanças vão se desenvolver. As novidades ocuparão as vagas que restarem em uma estrutura herdada da Copa: Marquinhos e Gabriel Magalhães na zaga, Bruno Guimarães no meio, Vini Júnior e Raphinha no ataque. São atletas dos quais a Seleção não tem como abrir mão.
– Escolhi esses jogadores para ajudar nessa mudança de geração. Eles são muito importantes para o futuro – disse o treinador logo depois da convocação.
Carlo Ancelotti, convocação da Seleção Brasileira
André Durão
São dez jogadores que atuam no futebol brasileiro. Em número, não é uma mudança tão significativa em comparação com o elenco da Copa do Mundo, que tinha sete atletas de clubes brasileiros. Mas há um frescor nos nomes, como nas escolhas de Breno Bidon, do Corinthians, e Gabriel Bontempo, do Santos, como tentativas de encontrar novas alternativas para o meio-campo da Seleção.
A nova convocação também mostra que velhos problemas, por óbvio, não desapareceram com a saída de alguns veteranos. A convocação de Matheuzinho, do Corinthians, para a lateral direita é um exemplo. Para mim, não é um jogador de seleção, assim como não eram Vitinho (Botafogo) e Paulo Henrique (Vasco), testados antes da Copa.
“Foi uma decepção para nós”, afirma Ancelotti sobre a Copa do Mundo da Seleção Brasileira
Acredito que essa vaga deveria ser de Vanderson, do Monaco – como opção a Wesley, da Roma, de volta após se recuperar de lesão. Também gostaria de ver Jonathan Jesus, zagueiro do Cruzeiro, entre os convocados. Uma lesão muscular no começo do mês pode tê-lo prejudicado.
De qualquer forma, há um longo caminho para Ancelotti testar outros nomes. Mesmo para jogadores experientes que não foram chamados agora, caso do goleiro Alisson, “as portas estão abertas”, segundo o treinador. E certamente outras novidades surgirão, agora que o italiano terá um ciclo completo para tentar montar um time mais confiável do que aquele eliminado pela Noruega há dois meses. geRead More