Destaque dos Ravens no Rio se declara ao Brasil: “Lugar favorito, posso até morar aqui”
Zay Flowers, do Baltimore Ravens, fala sobre seu carinho pelo Brasil
Saiu do pé direito de Tyler Loop o chute da vitória épica dos Ravens no último segundo contra os Cowboys, mas foram as mãos de Flowers que garantiram a jogada derradeira na estreia da NFL no Maracanã. Mesmo sendo utilizado em momentos específicos da partida, já que estava retornando de uma lesão na coxa, o wide receiver estrela foi determinante no último domingo (27) para a equipe de Baltimore conquistar um resultado mágico no país que agora é ainda mais especial para ele.
NFL Rio Game: Baltimore Ravens vencem os Cowboys no último segundo de jogo
— O Brasil é provavelmente o meu lugar favorito onde já passei férias ou aproveitei o tempo. E, provavelmente, um dos meus lugares favoritos onde já joguei até agora. Então, com certeza vou voltar, 100% de certeza. Posso até acabar morando aqui — exaltou o jogador, ao ge, no vestiário da equipe logo após o confronto.
Zay Flowers comemora avanço durante a vitória dos Ravens sobre os Cowboys, no Rio Game
Kirby Lee/Reuters
Zay já conhecia o Rio de Janeiro porque passou um período de férias por aqui em junho deste ano, durante a offseason da NFL. Por ter visitado a cidade três meses antes de enfrentar os Cowboys, ele nutria altas expectativas para a partida e imaginava que viveria algo especial jogando em terras cariocas.
— Eu já sabia como ia ser porque a primeira vez que vim aqui foi incrível, eu me diverti muito. Então, eu pensei: ‘Cara, quando a gente jogar aqui, vai ser uma loucura’. Eu sabia que ia ser uma loucura — acrescentou.
Zay Flowers visitou o Brasil em junho, durante suas férias antes da temporada 2026-27 da NFL
Reprodução/NFL Brasil
O atleta de 26 anos, no entanto, viajou pela segunda vez ao Brasil sendo dúvida para o duelo. Zay sofreu uma lesão no tendão da coxa na metade do primeiro jogo dos Ravens na temporada e ficou fora do segundo confronto, uma semana antes da vinda ao Rio. Ele embarcou com a delegação mesmo correndo o risco de não entrar em campo no Maracanã. O wide receiver treinou com limitações na atividade realizada no CT do Botafogo, na antevéspera, e só foi confirmado na escalação a pouco mais de uma hora antes do início da partida.
O recebedor foi liberado para jogo, mas com menor utilização, e só atuou em 21 das 64 jogadas ofensivas da equipe contra os Cowboys —um terço do total. Apesar disso, Zay liderou o time no avanço aéreo e foi decisivo enquanto esteve em campo: registrou 5 recepções em 6 alvos para 84 jardas, sendo 27 delas no lance decisivo que permitiu o field goal heroico convertido por Loop quase que no estouro do relógio.
Zay Flowers durante o Rio Game entre Baltimore Ravens e Dallas Cowboys
Kirby Lee/Reuters
A vitória dramática ainda ganhou contornos mais emocionantes por sido protagonizada no Maracanã e diante de quase 73 mil pessoas, público recorde no estádio neste ano. Por uma noite, o icônico palco do futebol foi invadido pela modalidade norte-americana, mas teve um desfecho mais do que conhecido pelo torcedores brasileiros e com direito a uma atmosfera que ficará marcada na trajetória dos jogadores.
— Quando você está crescendo, você sabe que quer jogar na NFL, mas nunca sabe aonde isso vai te levar. E ter essa experiência foi incrível. Poder jogar futebol americano no Rio, diante de uma multidão enorme e em um dos melhores estádios do mundo… Cara, é uma bênção. Eu diria que é uma bênção — finalizou o recebedor.
Zay Flowers durante a entrevista pós-jogo da vitória do Baltimore Ravens sobre o Dallas Cowboys no Rio Game
Kirby Lee/Reuters
Zay Flowers foi um dos diversos jogadores envolvidos na partida, incluindo atletas dos Ravens e também dos Cowboys, que enalteceram o ambiente do jogo da maior liga de futebol americano do mundo disputado no Brasil. No vestiário do time vencedor, as celebrações vieram acompanhadas da euforia pelas lembranças que eles levam consigo do Brasil, tanto na memória como na bagagem.
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— A energia estava incrível, a torcida… Sabe, acho que nem todos entendem o jogo, havia alguns americanos que vieram e entendiam a partida, mas a energia durante todos os 60 minutos foi incrível. E vencer o jogo daquela maneira, com um chute, e ver a torcida toda indo à loucura… foi espetacular. Foi muito legal ver isso, estou muito feliz por fazer parte disso — comentou o veterano defensive end Calais Campbell.
— Foi eletrizante, fenomenal. Eu rezo para ter outra oportunidade de viver isso — complementou Aeneas Peeble, que não esteve entre os relacionados, mas que deixou o estádio vestindo uma camisa do Botafogo, seu novo time para acompanhar no futebol da bola redonda. geRead More


