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Do litoral ao sertão: veja mapa do novo Campeonato Pernambucano na primeira fase

Do litoral ao sertão: veja mapa do novo Campeonato Pernambucano na primeira fase

Mais do que mudar a fórmula de disputa, o novo Campeonato Pernambucano vai redesenhar o mapa do futebol profissional no estado. A partir de 17 de outubro, 24 clubes entram em campo na primeira etapa da competição, divididos em quatro grupos, mas nem todos terão a oportunidade de jogar diante da torcida na própria cidade.
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A diferença entre os mandos chama atenção. Enquanto clubes como Central, Pesqueira, Ypiranga, Afogados, Salgueiro e Petrolina permanecerão nas próprias cidades, há equipes que vão mandar jogos longe de casa. O caso mais extremo é o Serrano: sediado em Serra Talhada, o time precisará mandar os jogos no Bandeirão, em Paudalho, a aproximadamente 395 quilômetros de distância. O Sete de Setembro também deixará Garanhuns e percorrerá 215 quilômetros até Feira Nova para atuar no Gonzagão.
O cenário também coloca estádios tradicionais novamente no centro do futebol estadual. O reformado Lacerdão, em Caruaru, o histórico Paulo Coelho, em Petrolina, e o Limeirão, em Santa Cruz do Capibaribe, são alguns exemplos. Outros campos serão compartilhados: Petrolina e 1º de Maio dividem o Paulo Coelho; Chã Grande e Vera Cruz utilizarão o Barbosão; e Serrano e Guarany terão o Bandeirão como casa. O ge colheu informações de onde cada equipe vai mandar seus jogos e como estão os estádios escolhidos.
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Grupo Sertão
Equipes definem estádios que serão utilizados no primeiro turno do novo Campeonato Pernambucano
Arte / ge
Afogados — Estádio Valdemar Viana de Araújo, o Vianão, em Afogados da Ingazeira
O Afogados joga no Vianão, casa do clube e um dos principais palcos esportivos do Sertão do Pajeú. O estádio chega ao novo Pernambucano em plena atividade: ao longo de 2026 recebeu torneios regionais e também uma extensa programação do Campeonato Rural do município. A manutenção do mando em Afogados da Ingazeira evita deslocamentos e mantém o clube conectado a um estádio já identificado com a trajetória da Coruja. O Vianão comporta normalmente cerca de 2 mil torcedores, embora já tenha chegado a 5 mil com a instalação de arquibancadas móveis.
Estádio Vianão, Afogados da Ingazeira
Victor Matheus
Petrolina — Estádio Paulo de Souza Coelho, em Petrolina
O Petrolina continuará em um dos estádios de maior carga histórica entre os utilizados nesta edição. O Paulo Coelho já recebeu nomes marcantes do futebol brasileiro. Em 1973, Garrincha entrou em campo no local defendendo o América, equipe amadora da cidade. Em 1987, Bebeto, Aldair e Zinho passaram pelo estádio em amistoso do Flamengo, e Careca esteve em Petrolina dez anos depois.
O campo permanece em atividade e recebeu partidas oficiais das categorias de base da FPF em agosto. No novo Pernambucano, será utilizado tanto pelo Petrolina quanto pelo 1º de Maio.
Estádio Paulo Coelho, em Petrolina
Emerson Rocha / ge Petrolina
1º de Maio — Estádio Paulo de Souza Coelho, em Petrolina
O 1º de Maio dividirá o Paulo Coelho com o Petrolina. A utilização conjunta cria uma particularidade no Grupo Sertão. Enquanto vários participantes precisam buscar campos em outros municípios, Petrolina terá dois representantes atuando no principal estádio da cidade. O Paulo Coelho já vem recebendo jogos oficiais em 2026. O Paulo de Souza Coelho tem capacidade para aproximadamente 5 mil torcedores.
Salgueiro — Estádio Cornélio de Barros, em Salgueiro
O Salgueiro está de volta ao futebol estadual tendo o Cornélio de Barros como referência. O estádio, porém, merece atenção especial nas semanas que antecedem a competição: a Prefeitura de Salgueiro abriu em agosto processo licitatório para a reforma e ampliação do equipamento. O valor Estimado para reforma do estádio está no valor de R$ 647.272,88.
O edital prevê contratação específica para intervenções no Salgueirão. Por isso, a evolução dos trabalhos e a regularização do estádio estão entre os pontos que precisam ser acompanhados até a estreia do Carcará. Um dos maiores estádios desta etapa, o Cornélio de Barros tem capacidade indicada de 12.070 lugares.
Cornélio de Barros, estádio do Salgueiro
Rafael Bandeira/Sport
FácilNet — Estádio Clementino Lima, em Lajedo
O clube mais novo da competição já nasceu longe de sua cidade quando o assunto é mando de campo. Fundado em Garanhuns no início de agosto, o FFC teve que levar os jogos para Lajedo e ajudou a promover uma reforma no Clementino Lima. Entre as mudanças previstas estavam setor para visitantes, banheiros, bilheteria, ampliação dos bancos de reservas, camarote e melhorias no alambrado.
A distância rodoviária entre Garanhuns e Lajedo é de aproximadamente 36 quilômetros. O estádio já recebeu jogo-treino do FFC, e a comissão técnica chegou a destacar a aproximação criada com o torcedor lajedense durante a pré-temporada. Com as intervenções realizadas, a expectativa é de que o Clementino Lima possa receber cerca de 2,5 mil torcedores.
Obras iniciadas no estádio Clementino Lima em 2026
Rafael Pontes
Ferroviário do Cabo — Estádio Sérgio Enéas Magalhães, em Betânia
O Ferroviário protagoniza o deslocamento mais longo do novo estadual. Sediado no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, o Trinca-Ferro escolheu Betânia, no Sertão, para mandar as partidas da primeira etapa. A mudança levará o clube para mais de 400 quilômetros de distância de sua cidade de origem.
Estádio Sérgio Enéas Magalhães na cidade de Betânia
Divulgação
Grupo Agreste
Equipes definem estádios que serão utilizados no primeiro turno do novo Campeonato Pernambucano
Arte / ge
Central — Estádio Luiz José de Lacerda, o Lacerdão, em Caruaru
O Central entra na competição com um o maior estádio do interior de Pernambuco e que passou por mais mudanças recentemente. O Lacerdão recebeu novo gramado, intervenções no sistema de irrigação e revitalização de arquibancadas e de outros setores ao longo da temporada. A troca do piso ocorreu após mais de uma década sem uma substituição completa. O Lacerdão comporta aproximadamente 20 mil torcedores.
Novo gramado no Lacerdão
Matheus Antunes
Porto — Estádio Antônio Inácio de Souza (Estádio do Vera Cruz), em Caruaru
O Porto também permanecerá na Capital do Agreste. O Gavião utilizará o Antônio Inácio de Souza, estádio conhecido popularmente como Vera Cruz e historicamente ligado aos mandos do clube caruaruense.
O campo segue em atividade e recebeu partidas das categorias de base em 2026. Com Central e Porto atuando na mesma cidade, Caruaru terá dois estádios recebendo clubes profissionais na primeira etapa do Estadual. O Estádio do Vera Cruz tem capacidade para aproximadamente para 6 mil torcedores.
Estádio do Vera Cruz
Caruaru City / Divulgação
Pesqueira — Estádio Joaquim de Britto, em Pesqueira
O Pesqueira terá de volta um dos principais símbolos da relação com o torcedor. O Joaquim de Britto está regularizado com os laudos do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar e será utilizado nos jogos da Águia do Agreste. O retorno ao estádio ganhou peso especial no planejamento do clube, que volta a disputar a elite estadual. O estádio tem capacidade para 2 mil torcedores.
Estádio Joaquim de Britto, Pesqueira
Tiago Pavão / FPF
Belo Jardim — Estádio Sesc Mendonção, em Belo Jardim
O Belo Jardim também não precisará deixar o município. O Sesc Mendonção passa por um processo de manutenção e a previsão divulgada antes do início da preparação era de que o estádio estivesse apto para receber os jogos do Estadual. A volta à elite recoloca o Calango no principal palco do futebol da cidade. Depois de uma trajetória incomum entre as divisões estaduais, o clube chega ao novo formato novamente entre os times da primeira prateleira do futebol pernambucano. Segundo o próprio Calango, o Estádio tem como receber até 7 mil torcedores.
Estádio Sesc Mendonção, Belo Jardim
Andresa Gueiros / Belo Jardim
Ypiranga — Estádio Otávio Limeira Alves, o Limeirão, em Santa Cruz do Capibaribe
A elite estadual voltará ao Limeirão. O estádio passou por um processo de reforma que incluiu tratamento do gramado, recuperação de banheiros, paredes e arquibancadas, além de pintura. Em abril, o clube informou investimento inicial de R$ 40 mil nas intervenções. Antes mesmo do início da competição profissional, o Ypiranga já vinha utilizando o estádio em jogos amistosos. Agora, o tradicional palco de Santa Cruz do Capibaribe volta a receber a Máquina de Costura na principal competição do estado. Atualmente, o Limeirão pode receber cerca de 2 mil torcedores.
Estádio Limeirão – Santa Cruz do Capibaribe
Ascom Ypiranga
Chã Grande — Estádio Ewerson Simões Barbosa, o Barbosão, em Chã Grande
O Chã Grande terá como casa o Barbosão, estádio municipal que continua com utilização frequente no futebol da cidade. Somente no primeiro semestre de 2026, o local recebeu praticamente toda a programação das Séries A e B do Campeonato Chã-grandense.
O estádio será um dos palcos compartilhados do novo Pernambucano. Além do time da cidade, o Vera Cruz, de Vitória de Santo Antão, também pode levar seus jogos para lá. O Barbosão tem capacidade para aproximadamente 3 mil pessoas.
Estádio Ewerson Barbosa, Barbosão, Chã Grande
Eri Santos
Grupo Zona da Mata
Equipes definem estádios que serão utilizados no primeiro turno do novo Campeonato Pernambucano
Arte / ge
Águia — Estádio Coqueirão, em Surubim
Pelo segundo ano consecutivo, o estreante na primeirona do Pernambucano, o Águia, original de Cumaru, utilizará o Coqueirão em Surubim. Apesar de ser de Cumaru, o clube já construiu uma relação recente com a Capital da Vaquejada e volta ao estádio para a primeira etapa do Estadual. O Coqueirão possui capacidade para cerca de 3 mil pessoas, conforme informação recente da Prefeitura de Surubim.
Estádio Coqueirão, em Surubim
Surubim News
Centro Limoeirense — Estádio José Vareda, em Limoeiro
Poucos clubes desta primeira etapa possuem uma ligação tão direta entre história, cidade e estádio quanto o Centro Limoeirense. Fundado em 1913, o Dragão segue tendo o José Vareda, o Varedão, como casa.
O estádio leva o nome de uma figura ligada à origem do próprio clube e coloca o Centro entre as equipes que não precisarão procurar mando fora do município. No retorno ao principal cenário estadual, o clube poderá atuar justamente diante da torcida de Limoeiro.
Estádio José Vareda – Limoeiro
Divulgação
Atlético-PE — Estádio Paulo Petribu, em Carpina
O Atlético-PE deixará Vicência para exercer o mando em Carpina. A viagem entre as duas cidades é de aproximadamente 32 quilômetros por rodovia. O Paulo Pessoa Cavalcanti Petribu é um estádio municipal já conhecido do futebol pernambucano e continuou ativo em 2026, recebendo inclusive partidas da Copinha do Interior organizada pela FPF. O estádio tem capacidade estimada atualmente em cerca de 3,5 mil pessoas.
Estádio Paulo Petribu, em Carpina
Prefeitura de Carpina
Jaguar — Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata
Entre todos os participantes da primeira etapa, o Jaguar terá à disposição o estádio de maior estrutura com capacidade de 44.300 pessoas. O clube de Jaboatão dos Guararapes utilizará a Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, palco da Copa do Mundo de 2014 e já conhecido pela equipe em competições estaduais.
O Jaguar disputou partidas do Pernambucano de 2026 na Arena. A distância entre Jaboatão e São Lourenço da Mata é de aproximadamente 20 quilômetros, embora o percurso real até o estádio varie conforme o ponto de partida dentro do município. Além da equipe de Jaboatão, o Vera Cruz pode mandar alguns jogos na Arena também.
Arena de Pernambuc antes de Santa Cruz x Botafogo-PB.
Marlon Costa/AGIF
Serrano — Estádio Laura Bandeira, o Bandeirão, em Paudalho
Outro grande deslocamento é o do Serrano. O clube representa Serra Talhada, no Sertão, mas terá como casa o Bandeirão, em Paudalho, como casa para o Estadual. São aproximadamente 395 quilômetros entre as duas cidades, uma viagem estimada em mais de cinco horas.
O contraste fica ainda maior pela história recente da equipe. O Serrano retorna à elite depois de 17 anos e volta às competições profissionais longe de Serra Talhada. O Bandeirão foi reinaugurado recentemente e vem recebendo partidas das categorias de base da FPF em 2026.
Estádio Laura Bandeira, o Bandeirão, em Paudalho
Divulgação
Guarany — Estádio Laura Bandeira, o Bandeirão, em Paudalho
O outro clube que também tera o Bandeirão como casa é o Guarany de Camaragibe. A equipe vive uma temporada histórica, onde disputará a principal divisão estadual pela primeira vez na história.
A distância rodoviária entre Camaragibe e Paudalho é de aproximadamente 28 quilômetros. No estádio, o Guarany dividirá espaço justamente com o Serrano, que percorrerá um caminho muito maior para chegar ao mesmo gramado. O Bandeirão já recebeu partidas das categorias de base do próprio Guarany em 2026.
Laura Bandeira em Paudalho
Divulgação
Santa Fé — Estádio Cláudio Rodrigues Correia, em Araçoiaba
O Santa Fé deixará a capital para mandar as partidas em Araçoiaba, no novo Estádio Municipal Cláudio Rodrigues Correia. A distância rodoviária entre Recife e o município é de aproximadamente 46 quilômetros. O campo chega ao novo estadual em atividade recebendo jogos das categorias de base organizados pela Federação Pernambucana, incluindo partidas dos estaduais Sub-17 e Sub-20. A capacidade máxima é de 6 mil torcedores. O estádio municipal de Araçoiaba tem capacidade para mais de 5 mil pessoas.
Estádio Cláudio Rodrigues Correia, em Araçoiaba
FPF
Grupo Metropolitano
Equipes definem estádios que serão utilizados no primeiro turno do novo Campeonato Pernambucano
Arte / ge
Ipojuca — Estádio Antônio Dourado Neto, em Ipojuca
O Ipojuca terá uma das situações mais confortáveis do Grupo Metropolitana. O clube permanece no Antônio Dourado Neto e terá a oportunidade de disputar a competição dentro do próprio município.
O estádio segue com agenda movimentada. Em agosto recebeu partidas do Campeonato Pernambucano Sub-20 e também a decisão da Primeira Divisão do Campeonato Ipojucano, mostrando que chega ao torneio profissional em plena utilização. O Antônio Dourado Neto tem capacidade para aproximadamente 3 mil torcedores.
Estádio Antônio Dourado, em Ipojuca
Divulgação | Retrô FC Brasil
Sete de Setembro — Estádio O Gonzagão, em Feira Nova
O caso do Sete de Setembro é um dos símbolos da nova geografia do Estadual. O clube de Garanhuns terá de percorrer 215 quilômetros para mandar seus jogos no Gonzagão, em Feira Nova. O estádio municipal tem capacidade aproximada para 2 mil torcedores.
A mudança acontece porque o Gigante do Agreste continua sem condições de receber partidas. As obras no estádio de Garanhuns permanecem sem conclusão, e o Sete chegou a buscar alternativas para recuperar sua casa tradicional. Assim, a equipe estará no Grupo Metropolitana e também jogará fisicamente na região.
Estádio Gonzagão, em Feira Nova
Reprodução / Redes Sociais
Vera Cruz — Estádio Ewerson Simões Barbosa, o Barbosão, em Chã Grande ou Arena de Pernambuco
O Vera Cruz também jogará fora da cidade de origem. A equipe de Vitória de Santo Antão terá que dividir os mandos de campo para Chã Grande, a aproximadamente 34 quilômetros de distância, e/ou para a Arena de Pernambuco.
Enquanto o equipamento de Chã grande vem ganhando destaque, o Carneirão em Vitória de Santo Antão, tradicional estádio da cidade, não recebe uma partida oficial desde 2017 e deixou de ter condições estruturais para o futebol. Parte da antiga estrutura foi demolida e a área passa por transformação para receber o Parque Carneirão.
Sem uma praça esportiva regulamentada para jogos profissionais, os clubes de Vitória vêm recorrendo a outros municípios para exercer o mando de campo.
Vera Cruz mandará seus jogos ou no Barbosão ou na Arena de Pernambuco
Divulgação
Íbis — Estádio Ademir Cunha, em Paulista
De volta a primeira divisão do Pernambucano, no Pássaro Preto não tem novidade. O Íbis volta a mandar seus jogos em Paulista. O Ademir Cunha já vem sendo utilizado regularmente em competições da FPF. Em agosto, por exemplo, recebeu partidas dos estaduais de base com presença do próprio Íbis e de outras equipes. O Estádio em Paulista comporta até 12 mil torcedores.
Estádio Ademir Cunha, Paulista
Eri Santos
América-PE — Estádio Grito da República, em Olinda
O América terá Olinda como casa na primeira etapa. Em 28 de agosto, a Prefeitura oficializou a permissão de uso do Estádio Grito da República pelo clube, abrindo caminho para a realização das partidas oficiais no município.
O acordo ainda traz uma curiosidade fora das quatro linhas: como contrapartida pela utilização do estádio, alunos da rede pública municipal de Olinda terão acesso gratuito aos jogos. Assim, o retorno do América ao Estadual também deve aproximar o clube de um novo público na Região Metropolitana. O Grito da República tem capacidade projetada para aproximadamente 10,7 mil torcedores, embora a lotação liberada possa variar conforme os laudos.
Estádio Grito da República
Marlon Costa/ Pernambuco Press geRead More