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Do treino à meia-noite ao topo do pódio: O legado do ouro que escreveu o basquete de Rondônia

Do treino à meia-noite ao topo do pódio: O legado do ouro que escreveu o basquete de Rondônia

Basquete universitário da Afya é destaque no GE RO
As comemorações pelo ouro inédito nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBS) já passaram, mas a rotina intensa das campeãs do basquete de Rondônia continua a mesma. Mães, estudantes de cursos como Medicina e Direito e trabalhadoras, as atletas da Afya mantêm o ritmo pesado entre a vida pessoal e a preparação física, provando que o sacrifício que as levou ao pódio permanece no dia a dia.
A trajetória até o topo do pódio exigiu desbancar equipes tradicionais e atletas de alta performance de outros centros do país. O ponto alto da campanha foi a vitória sobre a favorita Universidade de Alagoas, além do triunfo contra a seleção de Tocantins. A armadora Kerllyn Rodrigues resume a sensação de surpreender o cenário universitário nacional.
“Nós eramos a incerteza do campeonato e conseguimos. Foi como Davi contra Golias: nós eramos o Davi e conseguimos derrotar o gigante, que era a Universidade de Alagoas. A gente sabia que tinha um time forte, mas é um Brasileiro, com atletas que jogam fora e nasceram na quadra. Parecia algo distante, e ganhar foi inacreditável. A sensação não dá para descrever em palavras”, destaca Kerllyn.
Time de basquete da Afya que venceu 3ª Divisão nos JUBs
Divulgação
Para o técnico Heitor Neto, a conquista teve um sabor especial após bater na trave em edições anteriores.
“O tamanho dessa conquista é gigantesco. É a nossa primeira medalha de ouro universitária. Eu já tinha duas medalhas de prata — uma com o feminino e outra com o masculino —, mas o ouro eu nunca tinha conseguido ganhar”, celebra o treinador.
Maternidade, madrugadas e jornada dupla
Por trás do troféu levantado, a rotina das atletas exigiu malabarismos diários. O elenco reuniu estudantes de cursos com rotinas puxadas — como Medicina, Direito e Marketing —, dividindo o tempo entre salas de aula, empregos, cuidados com os filhos e treinos que varavam a madrugada em Porto Velho. A capitã da equipe, Marina Erse, relembrou a emoção dos minutos finais da decisão.
“A ficha demorou um pouquinho para cair, mas como capitã tenho muito orgulho do time. Unimos muita força. Quando chegamos ali, eu já estava chorando um minuto antes de o jogo acabar. Trazer esse título para Porto Velho e para Rondônia, representando a nossa instituição, foi algo incrível”, afirma a capitã.
Kerllyn Rodrigues também mantém rotina como mãe
Arquivo Pessoal
Kerllyn Rodrigues, que também equilibra a rotina de mãe com as quadras, revelou o sacrifício para manter o ritmo de preparação.
“Sou mãe e para mim foi bem complicado, porque os treinos eram sempre após as aulas, começando por volta de 21h30 ou 22h. Eu saía do ginásio meia-noite e chegava muito tarde em casa. É cansativo, é puxado, mas valeu muito a pena. O meu filho é a minha maior força. Ele me disse: ‘Mãe, você só vai lá e faz, você sabe fazer'”, conta a armadora.
Olho na 2ª divisão
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Com a conquista da terceira divisão, o basquete feminino de Rondônia assegurou vaga na 2ª divisão do JUBS, etapa que reúne equipes de nível profissional e clubes de ponta do país. O foco do projeto agora é manter o elenco unido e estruturar a preparação para o novo desafio.
“Demos um passo muito grande. A segunda divisão do JUBS é equiparada à primeira, com muitos times fortes e meninas profissionais de clubes. Vai ser um desafio gigantesco, mas é muito bom saber que o basquete do nosso estado está evoluindo. O nosso intuito é continuar trabalhando para trazer mais ouro e continuar no pódio”, projeta Kerllyn. geRead More